Xeque-Mate: após volta ao trabalho, vereadores de Cabedelo são novamente afastados pela Justiça

Suplentes, que estavam no exercício do cargo, tiveram o afastamento prorrogado por mais 120 dias

A composição da Câmara Municipal de Cabedelo foi quase que totalmente modificada. Foto: Divulgação

Durou pouco. Uma semana depois de reassumirem os mandatos, os suplentes de vereadores de Cabedelo Benone Bernardo da Silva (PRP), Josimar de Lima Silva (PRP), Janderson Bezerril de Brito (PSDB) e Jonas Pequeno dos Santos (PSDB) foram afastados novamente do cargo. A decisão foi do juiz titular da operação Xeque-Mate, Henrique Jorge Jácome. O magistrado atendeu pedido formulado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Minsitério Público da Paraíba (MPPB).

Com a decisão, os parlamentares ficam afastados do cargo por mais 120 dias. O grupo é acusado de ter recebido R$ 200 mil das mãos do ex-prefeito Leto Viana, na campanha eleitora de 2016, com a promessa de fidelidade canina ao então gestor que, na época, era candidato à reeleição. Leto renunciou ao mandato em 2018, meses após seu afastamento do cargo e cumpre medidas cautelares desde que deixou a prisão.

No pedido do Ministério Público, o órgão alegou riscos para a investigação caso os suplentes beneficiados com o afastamento dos titulares na primeira fase da operação continuem no exercício do cargo. O magistrado determinou que o afastamento seja de 120 dias e emitiu comunicado para a direção da Câmara Municipal, para que se cumpra a decisão. A defesa dos vereadores alegaram que a acusação seria de Caixa 2 e pediram para que o caso fosse remetido para a Justiça Eleitoral, mas o pedido foi negado.

A possibilidade de renovação do afastamento será avaliada após o decurso dos novos 120 dias. De acordo com as investigações, os réus na ação teriam assumindo, com o recebimento do dinheiro, o “compromisso de satisfazer os interesses pessoais de Leto Viana, de seus aliados (membros da organização investigada), assim como os desejos anticoncorrenciais do empresário ROBERTO SANTIAGO”, diz trecho da investigação.

Os quatro respondem por acusações de corrupção passiva. O Ministério Público Estadual requereu, ainda, a reparação pelos danos materiais e morais praticados, entre outras medidas pertinentes. Ao todo, 14 suplentes recebem hoje salários na Câmara de Cabedelo, inclusive os quatro afastados do cargo.

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