Zezinho Botafogo toma posse na Câmara de João Pessoa após exoneração no Detran

Suplente do PSB assume vaga com saída de Tibério Limeira para cargo no governo.

 

Foto: Juliana Santos/CMJP

Após oficializar a saída dos quadros do governo do estado, o suplente de vereador José Freire da Costa, mais conhecido por Zezinho Botafogo (PSB) enfim tomou posse na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). A rápida solenidade ocorreu no gabinete do presidente da Casa, João Corujinha (DC), na manhã desta terça-feira (7).

Zezinho foi convocado para retornar à Câmara de Vereadores após o pedido de licença do vereador correligionário Tibério Limeira (PSB), que foi convidado pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (sem partido), para assumir o cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento Humano.

Apesar de estar no parlamento mirim, Zezinho Botafogo já disse que vai seguir a cartilha do executivo estadual. Em entrevista ao Jornal da Paraíba, o socialista disse que sua postura será alinhada com as orientações do governador João Azevêdo, para continuar fortalecendo os projetos do grupo na capital. O foco do grupo, pós racha entre João e o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), é sobreviver no poder após as Eleições 2020.

“A postura que vou seguir vem das orientações do grupo que eu faço parte, que é comandado por João Azevêdo. Eu votei nele, trabalhei para ele na campanha eleitoral e se ele disse que é pra sair, eu saio do PSB. Ele como governador é o nome mais forte e por isso é quem determina as regras. O mandato que estamos assumindo vai continuar seguindo a mesma linha, assim como Tibério estava trabalhando”, disse.

Apesar de Tibério Limeira ter sido nomeado para a pasta do Desenvolvimento Humano desde o último dia 3 de dezembro, Zezinho Botafogo só tomou posse nesta terça-feira pois aguardava a exoneração do cargo que estava ocupando no Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB). O pedido, assinado no mesmo dia pelo diretor-superintendente do Detran, Agamenon Vieira, só foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (7).

 

*Por Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba

 

STJ mantém afastamento de prefeito de Cuité de Mamanguape

Ele foi afastado do cargo há um mês, acusado de improbidade administrativa.

 

Decisão foi proferida pelo ministro do STJ, João Otávio de Noronha. Foto: Gustavo Lima / STJ

Investigado por ato de improbidade administrativa, o prefeito de Cuité de Mamanguape, Djair Magno Dantas, vai continuar afastado temporariamente do cargo. A decisão foi tomada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha. Ele indeferiu o pedido do prefeito para suspender a liminar da juíza da 2ª Vara Mista de Mamanguape, Kalina de Oliveira Lima Marques, que determinou o afastamento do prefeito por 180 dias.

O Ministério Público da Paraíba moveu ação de improbidade administrativa contra Djair Dantas e outras autoridades municipais, acusando-os de desvio de recursos públicos mediante fraudes na contratação de prestadores de serviços. As fraudes consistiriam na simulação de contratação de prestadores de serviços e na divisão dos pagamentos feitos aos contratados que efetivamente prestaram serviço, a chamada “rachadinha”, além de burla à exigência de concurso público.

O juízo de 1º grau determinou em liminar o afastamento do prefeito, por entender que a sua permanência no cargo representava riscos à instrução processual, pois haveria indícios de que ele, seu irmão, um vereador da cidade, o atual e um ex-secretário de Finanças, todos acusados de participação nas fraudes, teriam tentado coagir testemunhas para embaraçar as investigações.

O afastamento foi mantido por desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, que indeferiu antecipação de tutela ao recurso interposto pelo prefeito. No pedido dirigido ao STJ, a defesa argumentou, entre outros pontos, que a manutenção da decisão impugnada causaria grave lesão à ordem, à economia e à saúde públicas, porque o prefeito está afastado do cargo para o qual foi legitimamente eleito. Alegou ainda que o prefeito interino está levando a comunidade ao caos e à descontinuidade da gestão e dos serviços públicos.

Alegações gené​ricas

O presidente do STJ explicou que cabe a suspensão de liminar em ações movidas contra o poder público se houver manifesto interesse público ou flagrante ilegalidade e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.

Noronha lembrou que a ordem de afastamento cautelar do prefeito decorreu da apuração de ocorrência de coação a testemunha na fase investigatória, bem como do entendimento de que a permanência dele e dos demais envolvidos em seus respectivos cargos poderia embaraçar a coleta de provas e obstruir a apuração dos fatos. Para o ministro, o prazo de 180 dias não é excessivo.

Interesse público

Em sua decisão, o presidente do STJ ressaltou que não ficou comprovado em que medida a continuidade dos serviços públicos municipais estaria comprometida com o afastamento do prefeito, não se evidenciando a alegada lesão à ordem pública.

Quanto à suposta lesão à economia e à saúde públicas, João Otávio de Noronha destacou que não há nos autos elementos que levem à conclusão de que a manutenção da decisão impugnada resultaria no colapso ou no desequilíbrio das contas públicas de Cuité de Mamanguape ou do sistema de saúde do município.

“A insatisfação do requerente com a decisão impugnada e o evidente interesse pessoal de retornar ao cargo de prefeito aparentam transcender o interesse público em discussão”, concluiu o ministro, considerando “descabida a utilização da via suspensiva como se recursal fosse”.

 

*Por Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba 

Bolsonaro usa discurso de líderes autoritários para atacar a imprensa, questiona Abraji

Em nota sobre xingamento de presidente, Abraji pede: “Não mate o mensageiro”.

 

Jair Bolsonaro

Presidente Bolsonaro profere novos ataques à imprensa e entidade rebate. Foto: Alan Santos/PR

Tem uma expressão antiga, atribuída a um mensageiro persa há mais de dois anos, que diz: “não mate o mensageiro”. Em resumo é o que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), tenta alertar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entenda ao realizar o seu trabalho. Em mais recente ataque, Bolsonaro disse que os jornalistas são ‘uma espécie em extinção”.

A declaração, veementemente repudiada em nota pela Abraji, foi proferida pelo presidente ao sair do Palácio do Planalto e ser interpelado sobre uma reportagem do UOL que o denunciava por usar dinheiro público na campanha eleitoral de 2014.

Mais uma vez com um discurso típico de líderes autoritários, Jair Bolsonaro tenta desrespeitar o trabalho do mensageiro diante de uma notícia que o desagrada, ao invés se tentar esclarecer ou, quem sabe, restabelecer a verdade dos fatos, em outras linhas questiona a Abraji.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também emitiu nota condenando as declarações de Bolsonaro, o que classificou como “mais uma declaração estapafúrdia e desrespeitosa do presidente da República, em relação à imprensa”.

“O presidente não deve confundir o que talvez seja um desejo oculto seu com a realidade. Enquanto a informação for uma necessidade vital nas sociedades modernas, e ela será sempre, o jornalismo vai continuar a existir. E, com certeza, sobreviverá por mais tempo do que políticos inimidos da democracia, que, estes sim, tendem a ser engolidos pela história”, afirma o presidente da ABI, Paulo Gerônimo de Souza, em nota.

 

Confira a nota na íntegra:

 

Em mais uma demonstração de ignorância sobre o papel da imprensa e seu próprio status de presidente da República, Jair Bolsonaro acusou meios de comunicação de publicar desinformação a seu respeito nesta segunda-feira (6.jan.2020). Na entrada do Palácio da Alvorada, declarou, enquanto cumprimentava eleitores: “Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama.”

O presidente comentava uma reportagem do UOL, segundo a qual ele usou recursos públicos em sua campanha a deputado federal em 2014: “É de uma imbecilidade. (…) Não sabe nem mentir mais”. 
Acusou, ainda, a Folha de S. Paulo de “usar mentiras”. Em nenhum dos casos — como já é habitual — Bolsonaro apresentou fatos para contrapor a reportagem ou demonstrar o uso de mentiras.

Novamente, Jair Bolsonaro usa um discurso típico de líderes autoritários: diante de uma notícia que o desagrada, ataca o mensageiro, sem se preocupar em esclarecer o fato noticiado.

Se quer mesmo preservar o jornalismo e os jornalistas, basta o presidente obedecer a Constituição sob a qual governa e respeitar a liberdade de imprensa, deixando de lado declarações irresponsáveis e retaliações.

Diretoria da Abraji, 6 de janeiro de 2020.

 

* Por Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba 

 

Presidente da Câmara de Bayeux diz que pedido de Berg Lima é para praticar ‘pedalada fiscal’

Dinheiro do pré-sal entraria no Instituto de Previdência, pagaria aposentados e depois seria reposto, afirma Jefferson Kita.

Vereadores se reuniram no domingo para avaliar pedido de Berg Lima ( Foto: Divulgação)

“A Câmara não está reprovando o projeto, mas não pode ser com a urgência que o prefeito quer”. Foi assim que o presidente da Câmara de Bayeux, Jefferson Kita (PSB), explicou a votação de um pedido feito pelo prefeito Berg Lima (sem partido) para que o parlamento votasse em regime de urgência a abertura de um crédito especial para uso dos recursos da Cessão Onerosa do Pré-Sal. Kita não descartou, a formação de uma comissão de recesso, mas disse que pelo clima entre os vereadores, a discussão ficará para o retorno dos trabalhos, em fevereiro.

Reunidos em pleno domingo (5), em sessão extraordinária, os vereadores de Bayeux excluíram a urgência do pedio e encaminharam o projeto à Comissão de Finanças. O objetivo, segundo o prefeito, é utilizar o dinheiro para cobrir débitos com o Instituto de Previdência do Município (IPAM), o que para o presidente da Câmara trata-se de uma ‘pedalada fiscal’.

“O recurso que o prefeito está querendo já está garantido na conta da prefeitura, o problema é que ele não pode gastar como quer. Este dinheiro só pode ser destinado para investimentos em infraestrutura ou pagamento de dívidas previdenciárias. É neste ponto que ele quer entrar e praticar, o que chamamos na política de ‘pedalada fiscal’, pagando os aposentados e depois repondo este dinheiro dentro do IPAM. Por isso queremos que cada vereador discuta e não que uma suplementação como essa seja aprovada dessa maneira”, disse.

Jefferson Kita ainda falou que a cobrança em cima do prefeito Berg Lima tem sido por causa dos atrasos nos salários do funcionários da prefeitura de Bayeux. Em 2019, a Câmara se reuniu para aprovar uma suplementação e agora, com o dinheiro do Pré-sal, o objetivo é transformar este recurso em um novo aditivo para pagamento de folha. Os aposentados, por exemplo, ainda não receberam os salários referentes ao mês de dezembro, segundo o presidente da Câmara.

“O prefeito pediu para os funcionários da prefeitura para comparecerem à Câmara, na tentativa de intimidar os vereadores. Os aposentados, assim como pessoas que trabalham em algumas secretarias em que o salário não é pago com verba federal, estão sem receber. Os professores, por exemplo, receberam por causa do dinheiro do Fundeb. A prefeitura fez o evento Caranga Fest, com recursos próprios, mas os salários dos servidores seguem atrasados”, afirmou.

Berg justifica uso do dinheiro

O prefeito de Bayeux, Berg Lima, disse que a utilização do dinheiro está dentro das áreas de previdência e infraestrutura, assim como são colocados os requisitos para o recurso proveniente do pré-sal. Na explicação dada através de um vídeo publicado em sua conta nas redes sociais, o prefeito explicou que o dinheiro será utilizado nas áreas de previdência e infraestrutura. Para ele, o pedido de urgência é para que o recurso seja investido o quanto antes, já que o recurso está na conta da prefeitura.

“Precisamos com certa urgência da aprovação do poder legislativo deste crédito especial, por isso encaminhamos uma solicitação para a realização de uma sessão extraordinária. O presidente vinha obstaculando esta sessão e este dinheiro é importante para pagarmos as pessoas ligadas ao Instutito de Previdência, como também realizarmos o asfaltamento de ruas importantes e revitalizar praças da nossa cidade. Acredito que inúmeros vereadores, inclusive de oposição, são favoráveis a este projeto”, falou.

* Por Raniery Soares, do Jornal da Paraíba

Tibério Limeira assume Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba

Novo posto veio após vereador firmar posição em defesa a João na briga com Ricardo.

 

Foto: Divulgação

A separação política entre o governador da Paraíba, João Azevêdo (sem partido), e ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) rendeu ao vereador Tibério Limeira (PSB) dividendos políticos. Um dos nomes que despontam no núcleo socialista para a disputa à prefeitura de João Pessoa, o parlamentar anunciou nesta sexta-feira (3) que aceitou o convite para assumir a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano.

A nomeação, inclusive, já foi publicada no Diário Oficial do Estado. Ele vai substituir Gilvaneide Nunes da Silva, que ocupava o cargo desde a saída de Cida Ramos (PSB) para a disputa a vaga na Assembleia Legislativa.

Em nota, publicada em sua página nas redes sociais, Tibério justifica que, “em respeito a todos e todas vocês, venho em primeira mão informar que diante da nova configuração política vivenciada no Estado da Paraíba, a partir das rupturas no PSB”.

Ao lado de João na disputa interna entre os ex-aliados, o vereador explica, também, que sentiu “a necessidade de fortalecimento do núcleo governamental desse projeto político que tenho construído nos últimos dezoito anos”.

Tibério Limeira deixa a Câmara Municipal de João Pessoa no último ano de seu acento parlamentar, também o ano em que os interessados em renovar o mandato nas Eleições 2020, uma das mais concorridas. Os vereadores, inclusive, tentam ampliar o número de cadeiras de 27 para 29 lugares na Casa.

 

Confira a nota na íntegra:

Hoje me dirijo às pessoas que confiaram no nosso nome para representar seus anseios e demandas na Câmara Municipal de João Pessoa; à nossa equipe de mandato, aguerrida e comprometida; aos movimentos sociais e organizações da sociedade civil com os quais estabelecemos importantes diálogos e sólidas parcerias; enfim, a todas as pessoas que acompanharam o nosso trabalho no parlamento contribuindo, sugerindo e colaborando para o aprimoramento da nossa atuação parlamentar.

Nestes últimos três anos cumprimos um mandato com zelo e determinação. Estivemos na linha de frente de importantes lutas sociais da cidade, não nos omitimos diante de pautas polêmicas e cumprimos assiduamente as atividades ordinárias do parlamento. Foram três anos de importantes conquistas. Avançamos em áreas como cultura (Fundo Municipal de Cultura), infraestrutura (Inspeção Predial Obrigatória), acessibilidade e inclusão (Educação Física Adaptada e Sessões de Cinema para Autistas), meio ambiente (JP Livre de Agrotóxicos), entre outras matérias.

Trabalhamos para incluir nos debates da Câmara temas até então periféricos na agenda política como o uso medicinal da maconha, a saúde mental, a mobilidade urbana, o direito à cidade e o planejamento urbano, sempre pautados numa perspectiva pedagógica buscando aproximar cada vez mais a sociedade dos debates necessários à qualidade de vida e à garantia de direitos.

Hoje, em respeito a todos e todas vocês, venho em primeira mão informar que diante da nova configuração política vivenciada no Estado da Paraíba, a partir das rupturas no PSB; diante também da necessidade de fortalecimento do núcleo governamental desse projeto político que tenho construído nos últimos dezoito anos; comunico que atendi ao chamado do governador João Azevêdo e estou solicitando, neste momento, a minha licença da Câmara Municipal de João Pessoa para reforçar a gestão estadual.

Desse modo, comunico que assumo a partir desta sexta-feira (3) a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano. Externo aqui o meu agradecimento ao governador João Azevêdo, pela confiança, e me somo à equipe do Governo do Estado trazendo a experiência de uma trajetória pautada no diálogo e na forma horizontalizada e participativa de pensar política pública.

Seguiremos agora em outra trincheira, de igual importância, com a cabeça erguida e a disponibilidade de lutar pela ampliação de direitos e a garantia de justiça social. Vamos em frente!

Tibério Limeira
03/01/2019

Berg Lima cobra à Câmara de Bayeux liberação para uso da verba do pré-sal

Prefeito ameaça acionar MP e presidente da Casa questiona pressa em aprovar pedido.

 

O prefeito de Bayeux, Berg Lima, encaminhou ofício à Câmara de Vereadores para que fosse realizada uma sessão extraordinária. O pedido? A autorização de um pedido de abertura de crédito especial com o intuito de permitir a utilização dos recursos provenientes da Cessão Onerosa do Bônus de assinatura do Pré-Sal para cobrir débitos com o Instituto de Previdência do Município e assistência dos servidores. O presidente da Casa, Jefferson Kita, rebate o prefeito.

Berg Lima usou suas redes sociais na noite desta quinta-feira (2) para clamar que o pedido seja votado. No vídeo, o gestor diz que o pedido de realização da sessão extraordinária foi entregue ao presidente da Casa, Jeffeson Luiz Dantas da Silva, nesta segunda-feira (30), já na iminência de recebimento do recurso, debitado na conta da Prefeitura no dia seguinte. A verba entrou na conta da prefeitura no último dia 31 de dezembro.

Conforme prevê o Regimento Interno do Legislativo de Bayeux, a Câmara pode ser reunir de forma extraordinária no prazo máximo de até 48 horas da solicitação. “Mas até o presente momento o presidente da Câmara não fez essa solicitação”, afirmou o prefeito.

Berg acusou o presidente da Casa de obstacular a realização da sessão e afirmou que, caso ele procrastine, irá provocar a procuradoria do município para que o Ministério Público seja acionado. “Espero a sensibilidade. acredito que inúmeros vereadores, inclusive de oposição são favoráveis a esses recursos porque ha requerimento antigos da população”, pontuou.

Câmara rebate

Em nota, o presidente da Câmara, Jeffeson Kita, disse não compreender a urgência do prefeito em utilizar esse recurso, que já está certo na conta da prefeitura. “Vimos desmenti-lo de maneira veemente da acusação de que a Câmara está obstaculando o repasse da verba à nossa cidade, pelo fato de que não chegou a nós nenhum ofício, como o prefeito afirmou, tão pouco estamos travando sessão alguma, até porque a Câmara encontra-se em recesso e as tramitações ordinárias ficam paradas até o retorno das atividades, ficando apenas as matérias de caráter extraordinário a cargo do presidente neste período”, assegurou.

 

Confira a íntegra da nota:

 

NOTA

A Câmara Municipal de Bayeux vem fazer alguns esclarecimentos perante o povo bayeuxense acerca de mais um episódio envolvendo o ataque do prefeito desta cidade ao legislativo municipal.

O prefeito mostra-se claramente incomodado com o trabalho de fiscalização do parlamento mirim, prerrogativa de toda casa legislativa, que, além de fiscalizar, vem cobrando ações e soluções efetivas do Executivo para os problemas da cidade.

Há poucos dias houve o repasse da Outorga Onerosa, por parte do Governo Federal, que se refere à exploração de petróleo na região do pré-sal que gera dividendos para todos os municípios paraibanos e brasileiros.

O que chama atenção é que o prefeito mostra-se desesperado para que a Câmara autorize a dotação para, assim, estranhamente poder gastar o dinheiro que pertence ao povo de Bayeux de maneira suspeita, estando esse dinheiro garantido e guardado na conta da prefeitura, podendo o processo de autorização do gasto seguir toda sua tramitação ordinária nesta Casa.

Reconhecemos que o prefeito tem o direito de pedir uma sessão extraordinária, mas dentro de uma fundamentação de urgência, de relevância e de interesse público.

Vimos desmenti-lo de maneira veemente da acusação de que a Câmara está obstaculando o repasse da verba à nossa cidade, pelo fato de que não chegou a nós nenhum ofício, como o prefeito afirmou, tão pouco estamos travando sessão alguma, até porque a Câmara encontra-se em recesso e as tramitações ordinárias ficam paradas até o retorno das atividades, ficando apenas as matérias de caráter extraordinário a cargo do presidente neste período.

O prefeito também afirma que o dinheiro do petróleo serviria para pagar aos aposentados do IPAM, o que não é verdade, já que o recurso destina-se para pagamento de obras de infraestrutura e dívidas previdenciárias, não para folha de pessoal.

Uma reunião com o Procurador Geral do município foi marcada para a manhã desta sexta-feira (3), apesar do recesso legislativo, para tratarmos do assunto e buscarmos a solução o mais rápido possível.

Enxergamos o ato do gestor do município como mais um ato truculento, que desrespeita de forma flagrante a independência do Poder Legislativo, mas que nos dobrará a qualquer capricho.

Seguiremos fazendo o nosso trabalho, independente de situação.

Jefferson Kita
Presidente da Câmara Municipal de Bayeux

 

 

 

* Por Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba

João inicia 2020 com desafio de reerguer gestão após Calvário e ‘divórcio’ com Ricardo

Apenas do alto-escalão socialista, foram quase 20 exonerações em um ano.

 

João Azevêdo faz planos de entregar 25 obras até o próximo mês. Foto: Francisco França/Secom-PB

Após o feriadão prolongado de cinco dias, as repartições públicas estaduais da Paraíba retomaram às atividades nesta quinta-feira (2). Muito mais do que retomar o funcionamento da máquina para 2020, o governador João Azevêdo, ainda sem partido, terá à frente o desafio de estabelecer a sua própria marca neste segundo ano de gestão. A fratura provocada pela Operação Calvário e o afastamento político com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) gerou mudanças substanciais na leva de auxiliares, sobretudo do primeiro escalão, pilotis do Executivo.

Daquele núcleo socialista mantido após a transição de governo, pouco sobrou. Pelo menos seis deixaram a gestão por envolvimento direto nas investigações da Operação Calvário. Outros, no ‘divórcio’ entre os aliados, optaram por seguir o ex-governador. Além dos ‘cabeças’, outros tantos foram exonerados ou mudados de posição ao longo de 2019.

Desde o início das deflagrações da operações da Calvário, a primeira a deixar o governo foi até então secretária de Administração, Livânia Farias. Ela deixou o cargo em março do ano passado, após ser presa, sob acusação de ser uma das líderes do grupo que recebia propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul.

Após as delações de Livânia, caíram, um a um, o procurador geral do estado, Gilberto Carneiro; o secretário de Waldson de Souza, que havia sido mantido por João na pasta do Orçamento, Planejamento e Gestão; e da Saúde, Cláudia Veras; e Ivan Burity, que era Executivo do Turismo e Desenvolvimento Econômico.

Também na lista está o advogado José Arthur Viana, que respondia pela Secretaria Executivo de Administração de Suprimentos e Logística, também exonerado após figurar como membro da Calvário. O advogado acabou preso no fim do ano.

Saída pós-racha

O rompimento entre João e Ricardo também provocou mudanças em algumas pastas estaduais, a exemplo da Secretaria de Finanças, até então ocupada pela companheira do ex-governador, Amanda Araújo, que foi afastada do cargo em maio.

Também deixaram o governo, por afinidade com o ex-governador, a Secretária Executiva de Juventude, Priscilla Gomes; a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), Cassandra Eliane Figueiredo; Lau Siqueira, da Cultura; e, claro, a irmã de Ricardo, Viviane Coutinho, que deixou a Fundação Casa de José Américo.

Pessoas próximas a Ricardo, de igual modo, foram exoneradas por João, como o advogado Yuri Simpson, casada com uma sobrinha do ex-governador; Tatiana Domiciano, da PBGás; e o Adjunto do Planejamento, Fabio Maia.

Dança das cadeiras

Para suprir as ausências, o governador acabou remanejando o auditor Gilmar Martins da Controladoria Geral do Estado para a Secretaria de Orçamento, Planejamento e Gestão, antes ocupada por Waldson de Souza.

Outra pasta em que houve mudanças por causa da Calvário foi a Superintendência de de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Nela assumiu no início do mandato o advogado Fábio Andrade, que meses depois foi remanejado para a Procuradoria Geral do Estado, em substituição ao procurador Gilberto Carneiro. A Sudema passou, de imediato, a ser ocupada por Aníbal Peixoto Neto, exonerado do cargo no último dia 21 de dezembro. O diretor técnico da Sudema, Marcelo Antônio Carreira Cavalcanti de Albuquerque, é quem tem respondido cumulativamente pela pasta desde então.

Alto escalão que deixou o governo no último ano:

1. Livânia Farias
2. Luiz Torres
3. Tião Lucena
4. José Arthur Viana
5. Priscila Gomes de Araújo
6. Waldson Sousa
7. Fabio Maia
8. Amanda Araújo
9. Gilberta Soares
10. Gilberto Carneiro
11. Cláudia Veras
12. Ivan Burity
13. Viviane Coutinho
14. Cassandra Figueiredo
15. Tatiana Domiciano
16. Yuri Simpson
17. Lau Siqueira

 

 

* Por Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba