Judiciário 8:54

Operação Calvário: foragido desde dezembro, empresário é preso no Rio

Hilário Ananias foi um dos 17 alvos de mandados de prisão expedidos durante a sétima fase da Operação Calvário

O empresário Hilário Ananias Queiroz Nogueira completou a lista de 17 presos na sétima fase da operação Calvário, batizada de Juízo Final. Ele estava foragido desde 17 dezembro do ano passado e foi localizado pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. O empresário chegou a tentar, sem sucesso, a concessão de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, o empresário será deslocado para a Paraíba “em momento oportuno”.

Reprodução

Veja a lista dos 17 presos na sétima fase da operação

1. Ricardo Vieira Coutinho (PSB) – conseguiu habeas corpus
2. Estela Bezerra (PSB) – foi solta por determinação da Assembleia Legislativa
3. Márcia Lucena (PSB) – conseguiu habeas corpus
4. Waldson de Souza – continua preso
5. Gilberto Carneiro – continua preso
6. Cláudia Veras – conseguiu habeas corpus
7. Coriolano Coutinho – continua preso
8. Bruno Miguel Teixeira – continua preso
9. José Arthur Viana – continua preso
10. Breno Dornelles Pahim – continua preso
11. Francisco das Chagas Pereira – conseguiu habeas corpus
12. Denise Krummenauer Pahim – continua presa
13. David Clemente Correia – continua preso
14. Márcio Nogueira Vignoli – continua preso
15. Valdemar Ábila – continua preso
16. Vladmir dos Santos Neiva – continua preso
17. Hilário Ananias Queiroz Nogueira – continua preso

Hilário era um dos sócios da Conesul Comercial e Tecnologia Educacional Eireli, que teria pago propinas a agentes públicos do governo do Estado em troca de contratos. Ao todo, as empresas fornecedoras de material escolar para a Secretaria de Educação teriam contribuído com R$ 57 milhões a título de propinas. As informações foram passadas por delatores do esquema, como Livânia Farias, Leandro Nunes, Ivan Burity e Maria Laura.

O entendimento dos membros do Gaeco é o de que o status de Força Tarefa conferido à Operação Calvário dificultou a vida dos suspeitos com mandados de prisão em aberto. Isso por que a jurisdição da Polícia Federal, que passou a compor o grupo, é nacional. As prisões, portanto, podem ocorrer em qualquer local do país.

Habeas corpus

Caberá ao ministro Gilmar Mendes, relator da operação Calvário no Supremo Tribunal Federal (STF), decidir sobre a liberdade de pelo menos sete acusados presos. A decisão foi proferida recentemente pelo presidente da corte, Dias Toffoli, ao analisar o caso. A lista inclui Waldson de Souza, Coriolano Coutinho, José Arthur Viana, Márcio Nogueira, Valdemar Abdalla, Vladmir Neiva e Bruno Caldas.

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