Judiciário 21:03

TJDF determina investigação sobre fraudes no futebol paraibano

Áudios atribuídos ao presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, falam em tentativa de cooptação dele para combinar resultados

Raoni Vita determinou a abertura da investigação sobre as supostas irregularidades. Foto: Divulgação

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol Paraibano (TJDF), Raoni Lacerda Vita, determinou nesta terça-feira (28) a abertura de inquérito para investigar suposta fraude nos resultados de partidos no Campeonato Paraibano. A decisão foi tomada após áudios vazados pelo presidente do Sousa Futebol Clube, Aldeone Abrantes, denunciarem suposta tentativa de cooptação do clube para a combinação de resultados.

Reprodução/Despacho/TJDF

O autor do crime não foi revelado pelo cartola, mas, de acordo com Abrantes, há imagens do suspeito que facilitariam a identificação. Ele se resumiu, nos áudios, a dizer que não aceitou a proposta de R$ 20 mil para acertar o resultado do jogo. O acerto em questão seria para que o resultado final do jogo entre Sousa e Sport Clube Lagoa Seca, ocorrido o dia 27, fosse de 3 x 0 em favor do time sertanejo, que ganhou a partida por 1 x 0.

As revelações lançaram suspeitas sobre supostas combinações de outros resultados.  A presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, enviou ofício ao TJDF com solicitação para que o caso fosse investigado. A combinação de resultados serviria para favorecer apostadores em sites especializados em apostas destinadas a adivinhar os placares dos jogos de futebol.

No despacho, Vita cita a necessidade de se esclarecer as supostas irregularidades. O prazo dado para que a investigação seja concluída pela auditoria é de quinze dias. A investigação terá caráter sigiloso, de acordo com determinação do presidente do TJDF.

Esta é a segunda denúncia relacionada a irregularidades para a combinação de resultados no futebol paraibano. A último dizia respeito à compra de árbitros para definir o resultado das partidas. O caso resultou na operação Cartola, desencadeada pelo Ministério Público da Paraíba. O caso foi apurado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

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