Aumento do número de vereadores vai prejudicar funcionamento da CMJP, admite Corujinha

Presidente da Câmara disse que proposta só deverá ser votada na segunda-feira (30).

 

Corujinha recua e fala em prejuízo sobre aumento do número de vereadores na capital. Foto: Olenildo Nascimento/CMJP

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, João Corujinha, admitiu que o possível aumento do número de vereadores de 27 para 29, na próxima legislatura, deve comprometer o funcionamento da Casa. “Aumenta mais dois vereadores, aumenta-se mais despesas para a Casa. Vamos ter que tirar de algum lugar, fazer um novo planejamento”, argumentou. A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (26), na sessão ordinária que deu início o processo de discussão desta e outras matérias.

Apesar de lida em plenário, a proposta da Mesa Diretora deve ser votada apenas em uma sessão extraordinária agendada para a próxima segunda-feira (30), no apagar das luzes de 2019. “Teremos mais duas sessões extraordinárias, uma ainda nesta quinta-feira e uma outra na próxima segunda para limpar a pauta. Temos projetos interessantes porque vamos extinguir 60 cargos, instituir o ponto eletrônico. Vamos começar o ano de 2020 bem mais transparente”, ponderou Corujinha.

A matéria tem o apoio da maioria dos vereadores, apesar das vozes destoantes. Os defensores da proposta alegam que, com mais vaga, aumentará a representatividade na Câmara. A tese é contestada pelos críticos, que já veem uma representatividade significativa da sociedade no Legislativo. A vereadora Sandra Marrocos, em coro com Bruno Farias e Thiago Lucena se anteciparam contrários à proposta nesta quinta-feira.

A questão é que não haverá excedente para o orçamento de R$ 58,6 milhões previstos para custear o Legislativo, no ano que vem. O dinheiro atualmente serve para pagar os R$ 15 mil de salários de cada um dos 27 vereadores, além de verbas de gabinete.

Caso a matéria seja aprovada, será preciso construir gabinetes, também, e haverá menos possibilidade de devolução de recursos ao Executivo. Neste ponto é que o atual presidente da Casa expõe posicionamento contrário à proposta, que subscreveu para tramitar na Casa.

 

Por Angélica Nunes, do Jornal da Paraíba

 

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