Homem que invadiu loja e furtou 89 conjuntos de calcinhas e sutiãs é condenado

Igor Felipe é acusado de ter aliciado um menor de idade para participar do crime

Peças íntimas foram furtadas durante a madrugada. Foto: Divulgação

Não faz muito tempo, um homem de Minas Gerais ganhou fama nacional por ter roubado mais de mil calcinhas. Apesar de esdrúxulo, o caso dele não é exatamente uma novidade. Temos aqui, na Paraíba, um caso bem parecido. O juiz Giovanni Magalhães Porto, da 5ª Vara Criminal da Capital, condenou o réu Igor Felipe Freitas da Silva a uma pena de dois anos e quatro meses de reclusão, mais três meses de detenção por crime similar. Ele é acusado de ter furtado, em 2016, 89 conjuntos de calcinhas e sutiãs de uma loja da capital.

De acordo com a denúncia, em 10 de agosto de 2016, por volta de 0h05, junto com um menor de idade, Freitas invadiu uma loja para furtar as roupas íntimas, além da quantia de R$ 1.38400 em dinheiro. O alvo foi uma loja de Lingerie de João Pessoa. Conforme os autos, no dia do crime a polícia foi acionada e ao chegar ao local verificou que dois cadeados da porta do estabelecimento estavam arrombados, tendo sido encontrado um alicate de pressão. Na ocasião, os policiais observaram a presença de dois indivíduos dentro de um veículo Fiat, fingindo estarem dormindo.

Quando foi abordado, o acusado deu nome falso, afirmando ser também menor de idade. Embora tenha permanecido em silêncio perante a autoridade policial, em juízo o réu admitiu que praticou o furto em conjunto com um adolescente e indicou o envolvimento de outro maior de idade, conhecido apenas por Rafael, residente em Campina Grande, de paradeiro ignorado. Por fim, negou que tenha dado nome falso.

Na sentença, o juiz Giovanni Magalhães afirma que restou provada a autoria do crime, como também que o réu, ao ser preso, forneceu nome falso de Júlio César, em vez de Igor Felipe Freitas da Silva, como verdadeiramente se chama. Já quanto ao crime de corrupção de menores, o magistrado disse que as provas apontam que o acusado praticou o furto em companhia de um adolescente. “Comete crime de furto o agente que, mediante concurso, subtrai para si coisa alheia móvel, conservando-a na sua posse por considerável espaço de tempo”, destacou.

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