João Azevêdo exonera ex-prefeito preso durante a operação Recidiva

Damísio Mangueira está preso desde a semana passada na sede do Batalhão da Polícia Militar de Patos

Damísio Mangueira está preso na Companhia da Polícia Militar, em Patos. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Triunfo, no Sertão, Damísio Mangueira da Silva, foi exonerado pelo governador João Azevêdo (PSB). Ele ocupava o cargo de chefe do setor administrativo do Núcleo Regional de Atendimento ao Servidor de Cajazeiras. Mangueira, vale lembrar, estava impedido de comparecer ao trabalho por causa de decisão judicial. Alvo de mandado de prisão expedido pela Justiça Federal, o gestor está preso no Batalhão de Polícia Militar de Patos, em sala de Estado-Maior, por ser advogado.

Damísio deixa o governo na mesma leva dos aliados do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), exonerados por Azevêdo. Além dele, foram retirados da gestão, “sem aviso prévio”, Fábio Maia (Executivo de Planejamento e Gestão), e Yuri Simpson (PBPrev). O movimento atende a pressão de aliados do governador, que alegavam falta de uma posição mais dura do atual gestor em relação aos aliados do ex-governador. João Azevêdo fala em deixar o partido no próximo mês.

Mas voltando ao caso de Damísio Mangueira, ele foi preso na mesma fase da Recidiva que levou para a cadeia, também, o ex-prefeito de Edvan Félix, de Catingueira. Além deles, na mesma operação, foram presos preventivamente o secretário municipal Samuel Zariff Marinho de Araújo, de Santo André, o engenheiro Sérgio Pessoa Araújo e o empresário Francisco Amilton.

Sérgio e José Edvan foram encaminhados para o Presídio Regional de Patos, em sala especial para diplomados por nível superior. Damísio está preso no batalhão de Polícia Militar de Patos, em sala de Estado-Maior, porque é advogado. Já Samuel Zariff e Francisco Amilton estão em cela comum no Presídio Regional de Patos. Todos são acusados de envolvimento em crimes de dispensa ilegal de licitação, fraude licitatória, associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

As fraudes descobertas nesta quarta fase envolvem aplicação de verbas federais descentralizadas em convênios celebrados com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) nos municípios sertanejos de Ibiara, Santo André, Catingueira e Triunfo. A investigação realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), que resultou na deflagração da quarta fase da Operação Recidiva, foi iniciada a partir de desdobramentos decorrentes das fases anteriores.

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