Calvário: Mayana Neiva não é mais sócia de empresa investigada pelo Gaeco

Citada em decisão judicial, atriz diz que nunca atuou como empresária e deixou sociedade com a irmã há três anos

De acordo com assessoria, Mayana nunca atuou empresarialmente. Foto: Reprodução/GShow

A atriz Mayana Neiva divulgou nota, nesta sexta-feira (19), informando não integrar mais a composição societária da empresa MVC Editora LTDA. A editora foi alvo de buscas e apreensão autorizada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida. A decisão citava Mayana como sócia da irmã, Luciana Ramos Neiva. Esta última, vale ressaltar, também teve o endereço como alvo de buscas.

A assessoria da atriz diz que ela deixou a empresa há três anos e que nunca atuou efetivamente no ramo empresarial da família. “Ela apenas constava no contrato social, mas nunca participou ativamente da editora. Toda sua carreira foi construída com total dedicação à dramaturgia”, assegura a nota.

Uma consulta feita pelo blog no site da Receita Federal mostrou que, efetivamente, o nome dela já não consta na lista de sócios. Mayana e Luciana são filhas de Vladmir Neiva, alvo da etapa anterior da operação, por causa de denúncias relacionadas à Grafset. Documentos recolhidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na quinta fase da operação indicaram “confusão entre as duas empresas”.

Apesar de pertencerem ao mesmo grupo familiar, elas participaram, em muitos casos, das mesmas licitações. A MVC Editora manteve contratos superiores a R$ 17 milhões com o governo do Estado nos últimos anos, de acordo com consulta feita no Sagres do Tribunal de Contas do Estado. Outros R$ 1,5 milhão em contratos foram firmados junto a prefeituras. Grande parte destes contratos, de acordo com o Ministério Público, foi firmado por meio de dispensa de licitação.

Foi colocada na cota de suspeita, também, a participação da MVC e da Grafset em licitações vencidas por outras empresas investigadas, a exemplo da Conesul Plus.

“Tal como argumenta o órgão ministerial, deve ser investigado o suposto uso de instrumentária da mencionada empresa em crimes licitatórios, em especial o previsto no artigo 90, mediante frustração do caráter competitivo do certame, bem como verificar se há uma efetiva ascendência de Vladimir Neiva em relação aos demais investigados, que pode ter utilizado a MVC Editora como empresa instrumentária para garantir a vitória de outras licitações”, diz a decisão do desembargador.

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