Calvário: João Azevêdo decreta intervenção em hospitais, afasta servidores e Ivan Burity pede exoneração

Auxiliares e servidores do governo do Estado foram alvos de busca e apreensão e mandados de prisão

Hospital Metropolitano vai ser administrado por interventores. Foto: Divulgação

O governador João Azevêdo (PSB) determinou nesta quarta-feira (9) a intervenção nos Hospitais Regional de Mamanguape e Metropolitano de Santa Rita. A decisão é resultado da quinta fase da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A nova fase da operação mirou contratos relacionados à Saúde e à Educação. O diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho, foi preso. Também preso, o secretário Executivo de Turismo, Ivan Burity, pediu exoneração do cargo.

Mas não apenas ele foi alvo da operação. Foram alvos de mandados de busca e apreensão o diretor executivo do Ipcep, Antônio Carlos de sousa Rangel, o diretor administrativo do Hospital Metropolitano, Henaldo Vieira da Silva; a diretora jurídica, Giovana Araújo Vieira, e o diretor financeiro, Mario Sérgio Santa Fé da Cruz. Eles são investigados cometimento do crime de falsificação de documento público, consubstanciado na adulteração de Termo de Referência que ensejou a contratação da empresa DIMPI Gestão em Saúde Ltda para prestar serviços de imagens no Hospital Metropolitano de Santa Rita.

Em relação a Eduardo Coutinho, ele teria recebido dinheiro de propina de fornecedores no Ipcep em nome de Daniel, a exemplo das vantagens indevidas entregues por José Aledson de Sousa Moura, proprietário de fato da Total LAB. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e dois de prisão.

Confira a nota do governador

NOTA
O Governo do Estado, diante do ocorrido nesta quarta-feira (9) e visando preservar as instituições e manter os serviços hospitalares com o devido atendimento à população, determinou a intervenção nos hospitais Metropolitano de Santa Rita e o Regional de Mamanguape, ao mesmo tempo que decidiu pelo afastamento imediato de todas as pessoas responsáveis pela administração da Organização Social citada nesta nova etapa da Operação Calvário.

 

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