Executivo 7:47

As teses por trás da convocação “misteriosa” de João para o secretariado

Chefe do Executivo convocou equipe para reunião no Centro de Convenções e não revelou pauta

Governador não revela, a convocados, qual será a pauta do encontro. Foto: Divulgação

A “misteriosa” convocação de João Azevêdo (PSB) para encontro com os secretários estaduais tem provocado especulações diversas. De um lado, os adeptos do separatismo dizem que o gestor vai cobrar fidelidade da equipe. Quem revelar maior proximidade com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) terá a porta de saída como serventia da casa. Azevêdo vem recebendo cobranças de governistas para “desarmar bombas” no governo, retirando recordistas da gestão.

As pressões vêm principalmente da base governista na Assembleia Legislativa, mas encontram eco entre secretários mais próximos. Azevêdo manteve, na gestão, mais de 90% do secretariado de Ricardo Coutinho. Alguns deles foram mantidos por pressão do socialista. Mesmo os que agora são apontados como responsáveis pelo afastamento de João do padrinho político. O exemplo típico é o do secretário de Comunicação, Nonato Bandeira.

O tensionamento entre os socialistas é explicitado nas brigas pelo comando do partido, mas tem como termômetro a operação Calvário, desencadeada no ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Dizem os mais próximos a João Azevêdo que ele coloca as investigações na conta de herança maldita deixada pelo ex-governador.

Três secretários estaduais caíram em meio a desdobramentos da operação, além de outros servidores públicos supostamente envolvidos no esquema de corrupção e recebimento de propinas. O ponto inicial foi a relação da Cruz Vermelha Brasileira com o governo estadual, através da prestação de serviços no Hospital de Trauma de João Pessoa. Depois, outros desdobramentos da operação atingiram outras áreas do governo e até da prefeitura de João Pessoa, relacionadas a gestões socialistas.

A convocação “misteriosa”, invariavelmente, visa blindar a equipe das pressões externas e cobrar a execução dos programas estaduais. Esse, inegavelmente, será um ponto discutido. Todos os outros, acreditam governistas, têm a ver com a busca de fidelidade. Para estes observadores, o Diário Oficial do Estado (DOE) terá muito trabalho antes de, efetivamente, existir um governo com a cara de João.

 

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COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Suetoni
    EDILSON SOBRAL DE MORAIS – ADV. 8475

    Olhem bem todos! Nós temos que olhar a Paraíba para frente e que este Governo do João Azevedo deve e tem que ter a sua personalidade. Um professor com o tamanho da envergadura do João Azevedo não poderia e nem pode ter a interferência de quem quer que seja, seja amigo, ou, seja parlamentar. Todos devem respeitar sua trajetória, mesmo sendo da Agremiação PSB. Partido é Partido, Governo é Governo, e, tem que ser encarado com seriedade para não entrar em mar de lama, como foi o caso de alguns auxiliares do Governo passado que deveriam ostentar em sua personalidade um “Rito de Honestidade” ao qual todo cidadão tem a obrigação de ter, exatamente quando cuida da coisa pública. Devem ser punidos sim, pelos desatinos que cometeram contra o estado e contra os interesses da população paraibana. Que o Governador João Azevedo preste muita atenção em quem deve confiar para o sucesso de seu governo. Mesmo advindos do Governo Ricardo Coutinho existem pessoas públicas sérias que efetivamente não irão se passar para compactuar com falcatruas em benefício próprio e contra o Governo atual e contra a própria Paraíba, pois, o momento não comporta bandidagem e o Ministério Público está aí para junto com o Tribunal de Contas para fiscalizar os atos de governo de quem quer que seja, pois, para quem não sabe, os órgãos – Secretarias de Governo, Entidades e Institutos, Fundações -, serão investigadas as suas contas pelo período, e, doa a quem doer, terá que andar na linha senão cairá. O Governador João já avisou, quem não se coadunar com a filosofia do Governo, fatalmente terá seu nome no Diário Oficial com sua exoneração aposta. Manda brasa Governador João. A Paraíba precisa de você. Arroche o NÓ.

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