Operação da PF que investiga líder do governo faz buscas na Paraíba

Esquema diz respeito à época que FBC ocupou o cargo de ministro da Integração Nacional

Fernando Bezerra é investigado por caso da época em que foi ministro. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, em João Pessoa, nesta quinta-feira (19). A ação faz parte de investigações que têm o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Na Paraíba, os mandados foram cumpridos na empresa Alfa Consultoria LTDA, no Empresarial Royal Trade Center. Os mandados, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, são cumpridos também no Senado.

A operação se baseia em inquérito que apura irregularidades em obras da transposição do rio São Francisco. O líder do governo Bolsonaro no Senado era ministro da Integração no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Também está entre os alvos da operação o filho do senador, o deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE). Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia informado quantos mandados haviam sido expedidos nem havia detalhado as denúncias investigadas.

A assessoria de imprensa do senador divulgou uma nota sobre a operação. “Causa estranheza à defesa do senador Fernando Bezerra Coelho que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal.”

Bezerra assumiu a liderança do governo do presidente Jair Bolsonaro em fevereiro deste ano, no início do ano legislativo. A escolha dele foi uma tentativa de aproximação do MDB, partido de maior bancada no Senado. À época, Bezerra era alvo de três inquéritos que correm na primeira instância judicial — um da Lava Jato e dois desdobramentos da operação.

Em dezembro de 2018, a Segunda Turma do Supremo rejeitou, por 3 votos a 2, uma denúncia contra Bezerra Coelho na Lava Jato. O senador foi acusado de pedir e receber propina de R$ 41,5 milhões entre 2010 e 2011 das construtoras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa. Na época, ele era secretário no governo de Eduardo Campos, em Pernambuco.

A Alfa Consultoria tem como sócios os empresários Elder Miguel Esperidiao Silva Borges, Jose Emanoelton Esperidiao Silva Borges e Bruna Jessica da Costa Borges. O alvo da operação, no entanto, é apenas Emanoelton.

Com informações do G1 e Polícia Federal

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