João Azevêdo: “Sou fruto de um projeto que ajudei a construir. Não caí de paraquedas”

Três dias após entrevista de Ricardo Coutinho ao blog, João Azevêdo manda recados para o antecessor

O governador João Azevêdo trava guerra discursiva com Ricardo. Foto: Divulgação

O governador João Azevêdo (PSB) mandou recados com endereço bem certos, nesta sexta-feira (13). Durante discurso em Juazeirinho, o socialista rebateu as declarações do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) de que o colega de partido ganhou a “primazia de ser eleito governador”. “Eu sou fruto de um projeto que eu ajudei a construir. Eu não caí de paraquedas, não”, arrematou o gestor, que se posicionou, nesta semana, contra a posse de Coutinho no comando da Comissão Provisória escolhida para comandar o PSB.

João diz ter ajudado a construir o projeto de poder do partido. “Eu sei cada palmo deste chão, porque eu rodei este Estado e rodei na condição de secretário e rodei na condição de pré-candidato e depois de candidato”, ressaltou. As declarações foram dadas durante a assinatura da ordem de serviço para a construção da rodovia entre Juazeirinho e Santo André. A obra tem investimentos de R$ 13,5 milhões terá 20 quilômetros de extensão. A obra faz parte dos projetos previstos pelo Orçamento Democrático Estadual.

Houve referência, também, à frase do ex-governador de que há quatro meses da eleição era conhecido por apenas 2% da população. “No início de 2018 eu não era conhecido por muita gente, não. Talvez eu fosse conhecido por 2% da população. Então, rodamos 40 mil quilômetros e passei a ser conhecido por 51,8% da população deste estado”, disse o governador, ressaltando que viajou tanto que se surpreendida sempre que entrava no carro um motorista diferente.

comentários - João Azevêdo: “Sou fruto de um projeto que ajudei a construir. Não caí de paraquedas”

  1. João Azevêdo, embora seja um homem público íntegro e um político bastante competente, não tem razão alguma quando diz (ou tenta dizer) que chegou ao governo por “méritos próprios” porque isso não é verdade.

    Durante a campanha eleitoral, todos sabem o quanto o então candidato Azevêdo, até então um mero desconhecido do eleitorado, dependeu do apoio e influência política do ex-governador Ricardo Coutinho e seu grupo político para chegar ao Palácio da Redenção. Sem esse apoio, João dificilmente chegaria lá.

    Sua injustificada posição contra a posse de Coutinho no comando da Comissão Provisória do PSB estadual e seus ataques velados ao ex-governador afiguram-se como conduta visivelmente mesquinha, revelando total falta de reconhecimento e gratidão por quem sempre lhe apoiou e lhe estendeu a mão.

    Em 2018, enquanto político inexpressivo e sem voto, Azevêdo usufruiu o quando pôde do apoio e influência de Ricardo Coutinho, contabilizando com isso um expressivo “capital eleitoral” que o levou à vitória nas urnas.

    Agora, de repente, Azevêdo se volta contra o Ricardo Coutinho, até então um dos seus maiores aliados políticos que tanto lhe ajudou.

    O fato é que, quando um político quer mudar de legenda, inventa qualquer coisa para sair.

    Mas na vida, sobretudo em política, não se deve pagar o bem com o mal.

    É como dizia Magalhães Pinto, “POLÍTICA É COMO NUVEM. VOCÊ OLHA E ELA ESTÁ DE UM JEITO. OLHA DE NOVO E ELA JÁ MUDOU”.

    Nada como um dia após outro.

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