Sem dinheiro, UFPB proíbe uso de ar-condicionado em praticamente todos os ambientes dos quatro campi

Reitora diz que Ministério da Educação continua contingenciando R$ 49,6 milhões e que falta dinheiro para serviços básicos

Reitora diz que o funcionamento da UFPB está comprometido sem a liberação dos recursos. Foto: Krystine Carneiro

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) proibiu o uso de ar-condicionados em praticamente todos os ambientes da instituição. A medida vale para os campi de João Pessoa, Areia, Bananeiras e Litoral Norte. O ofício foi assinado pela reitora Margareth Diniz e estabelece exceções pontuais. “Não serão atingidos por esta medida os locais onde o uso dos aparelhos seja imprescindível, como laboratórios de pesquisa, espaços onde funcionam equipamentos que demandam refrigeração ou salas de aulas sem janelas, onde não há circulação e ar”, diz a nota.

A reitora solicitou ainda que a comunidade acadêmica faça o uso racional da iluminação nos ambientes, “evitando, se possível, deixar luzes acesas durante o dia e sempre apagar ao deixar o recinto”. “Salientamos a importância da colaboração de todos para a redução do consumo de energia elétrica e orientamos manter a temperatura de aparelhos de ar-condicionado em 23º C, quando houver necessidade de uso, com atenção especial em horários de pico, como a partir das 17h, dentre outras orientações já tão amplamente divulgadas em campanhas anteriores”, diz o ofício.

Margareth Diniz justificou a medida amarga com o argumento de que o governo federal tem mantido o contingenciamento de R$ 49,6 milhões, valor correspondente a 30% do montante destinado ao custeio da Universidade. O dinheiro deveria ser destinado a serviços de limpeza, segurança, energia e água. A reitora diz ainda, no ofício, que sem o descontingenciamento dos recursos a instituição está com o funcionamento comprometido.

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