Xeque-Mate: Leto Viana volta a depor em processo que apura escândalo das “cartas-renúncia”

Magistrado já ouviu cinco dos oito réus e dá continuidade à oitiva dos três restantes

O juiz Henrique Jorge Jácome de Figueiredo deve concluir nesta quarta as oitavas. Foto: Divulgação/TJPB

O juiz Henrique Jorge Jácome volta a ouvir, nesta quarta-feira (4), réus da operação Xeque-Mate. Serão interrogados na fase atual o ex-prefeito Leto Viana, além de Josué Pessoa Goés e Gilvan de Oliveira Lima do Rego Monteiro. Esta é a terceira audiência do processo relacionado com o financiamento de campanha dos vereadores e às cartas-renúncia de parlamentares, usadas para a eleição da mesa-diretora da Câmara Municipal.

São oito réus ao todo. Até o momento, cinco deles foram ouvidos. Na última audiência, há duas semanas, foram interrogados Fabiana Maria Monteiro Regis e Antônio Moacir Dantas Cavalcanti. Após ouvir os acusados, o juiz suspendeu a audiência e designou uma outra data para continuidade dos trabalhos. Ele atendeu pedido do representante do Ministério Público, promotor Romualdo Tadeu de Araújo Dias, que alegou ter outros compromissos de trabalho no período da tarde.

Na primeira audiência, em 4 de julho, o juiz colheu os depoimentos dos réus Belmiro Mamede da Silva Neto, Tércio de Figueiredo Dornelas Filho e Lúcio José do Nascimento Araújo. Houve, também, a oitiva das testemunhas Guilherme Nogueira de Holanda, Lucas Santino da Silva e Rosildo Pereira de Araújo Júnior, arroladas pelo Ministério Público, bem como as indicadas pelas defesas: Geusa de Cássia Ribeiro Dornelas, Artur Antônio Dornelas Ferreira, Rosivando Neves Viana, Vitor Hugo Casteliano, Severino Ferreira de Lima.

Neste processo (nº 0000259-78.2019.815.0731), as investigações do Gaeco apontaram que houve uma cooptação da grande maioria dos vereadores para comporem a Orcrim, por meio de transações das mais variadas ordens – inclusive financeiras –, consistentes na cessão de favores ou de recursos financeiros, em troca dos mandatos legislativos, por meio da emissão de cartas-renúncia, coadjuvadas por notas promissórias que permitiam ao então prefeito Leto Viana o total e absoluto controle da Câmara Municipal.

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