Filiação de Vítor Hugo ao DEM abre troca-troca partidário para 2020

Democratas está entre as siglas que devem se fortalecer para a disputa eleitoral do ano que vem

ACM Neto (C) participa de filiações de novas lideranças ao partido. Foto: Divulgação/DEM

As cinco filiações de prefeitos ao DEM, neste sábado (31), marca a abertura do “troca-troca partidário” com vistas às eleições do ano que vem. O partido filia os mandatários de Cabedelo, Vítor Hugo; Caaporã, Kiko Monteiro; Baía da Traição, Serginho Costa; Marcação, Eliselma (Lili), e Bom Sucesso, Pedro Caetano. E a perspectiva é a de que até a janela para a transferência para as eleições do ano que vem, um grande número de vereadores sigam caminho parecido. A ordem, no caso dos legisladores, é trocar de sigla para sobreviver, por conta das novas regras eleitorais como o fim das coligações.

As filiações ao DEM contam com a participação do presidente nacional da sigla, o prefeito de Salvador (BA), ACM Neto. O partido que viveu a pão e água durante as gestões petistas e viu suas fileiras minguarem no Nordeste começa a experimentar as vantagens da mudança de governo. Da sigla saíram três nomes que passaram a integrar o governo de Jair Bolsonaro (PSL). Além disso, comanda a Câmara dos Deputados com Rodrigo Maia e o Senado, com Davi Alcolumbre.

O deputado federal Efraim Filho diz que o partido chega a 25 prefeitos e pretende disputar a cabeça de chapa no ano que vem em 80 cidades paraibanas. Para João Pessoa, deve colocar três nomes para a disputa interna. Os nomes são do próprio Efraim, do ex-deputado Raoni Mendes e do deputado estadual Felipe Leitão. “Quem estiver melhor em janeiro, em pesquisa que vamos realizar, vai para a disputa”, diz Efraim.

São previstas muitas mudanças após a abertura da janela partidária nas câmaras de João Pessoa e Campina Grande. No caso da Capital, o destaque fica por conta da saída de Marcos Vinícius do PSDB para se filiar ao PP de Aguinaldo Ribeiro.

Após promessas do MEC, reitora sinaliza que UFPB não fechará as portas

Governo federal promete liberar parte do que foi contingenciado até agora

Professores e alunos vinha discutindo a suspensão das aulas por falta de recursos. Foto: Krystine Carneiro

A reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Margareth Diniz, acredita que a instituição não vai mais fechar as portas. Ela recebeu o compromisso do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Arnaldo Barbosa, de que pelo menos parte dos recursos contingenciados pelo órgão deve ser liberado para o socorro às universidades.

Ao todo, o governo federal contingenciou R$ 44 milhões que deveriam ser repassados à instituição. Este montante é correspondente a 30% dos recursos destinados ao custeio da instituição. A promessa é a de que de 15% a 20% do montante serão repassados para a universidade.

Da totalidade dos recursos, o governo federal prometeu ainda cumprir o compromisso inicial de pagar a cota de 70% do dinheiro devido. Até agora, apenas 58% foi repassado. Esses 12% devem ser pagos até a primeira semana de setembro. Com isso, a reitora acredita que conseguirá pagar as contas de agosto e setembro.

A partir daí, a meta será conseguir pelo menos parte dos R$ 44 milhões contingenciados. Com isso, Margareth acredita que será possível finalizar o ano.

A UFPB tem 29.993 alunos matriculados, o que representa mais do que a população de 205 cidades paraibanas. Ao todo, são oferecidos 126 cursos de nível superior ofertados. O orçamento previsto para este ano na instituição é de R$ 2,2 bilhões, o terceiro maior da Paraíba. Fica atrás apenas do governo do Estado e da prefeitura de João Pessoa.

Cartilha elaborada por Ruy orienta entidades a acessarem recursos federais

Lançamento da publicação foi feito em João Pessoa e material já é copiado para outros estados

Ruy Carneiro usou experiência dos anos no Congresso para compor a publicação. Foto: Reprodução/Facebook

Dizer que as entidades de assistência social paraibanas precisam de dinheiro público para sobreviver é quase uma redundância. Agora, a verdade seja dita: praticamente nenhuma delas sabe como acessar estes recursos. O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) diz que, por isso, muitas deixam de ter inseridas no Orçamento Geral da União as suas demandas. Por conta disso, ele elaborou uma cartilha com um passo a passo para os paraibanos. O lançamento ocorreu nesta sexta-feira (30), em João Pessoa.

“A cartilha ‘Em Defesa da Assistência Social no Brasil’ é uma forma de ajudar as entidades da Paraíba e de todo o país a acessarem recursos do Orçamento Geral da União para colaborar com o trabalho que realizam. É mais uma ação de meu mandato em Brasília que lanço na Paraíba”, ressaltou Carneiro, antes do lançamento, na Estação das Artes Luciano Agra, na capital. O ato ocorreu durante a posse do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

O parlamentar paraibano disse que a publicação traz as informações que ele coletou ao longo dos anos no Congresso. Os dados, inclusive, encantaram outras lideranças na Câmara dos Deputados, que têm pedido para copiar o material. “E assim estamos contribuindo para o funcionamento destas entidades em todo o país”, ressalta.

Opinião: Endividamento estudantil nos Estados Unidos: lições para o Futuro (FUTURE-SE) da Universidade brasileira?

Professores e alunos da UFPB temem mudanças nas regras atuais Foto: Krystine Carneiro

Por Thiago Lima*

O sistema universitário público de um país não deve ser igual a uma loja de departamentos, um magazine, assim como os estudantes não devem ser vistos como clientes. Enquanto o compromisso das lojas é com a lucratividade de seus donos ou acionistas e com a satisfação do cliente com o produto ou serviço específico, a universidade pública tem compromisso com a nação de uma forma mais complexa. Se tomarmos a metáfora de um corpo humano, a universidade seria um órgão, entre outros, responsável por transmutar moléculas mais brutas em moléculas mais especializadas, capazes de desempenhar funções que contribuam para a saúde geral do corpo. Se, neste processo, o órgão transformador acabar onerando de mais o restante do corpo, ou se acabar produzindo moléculas especializadas que não consigam realizar funções coletivas porque estão comprometidas demais com a própria sobrevivência, temos aí algo de errado. A universidade deve ser um órgão fundamental para a melhoria da qualidade da nação.

O endividamento dos estudantes universitários nos Estados Unidos é um caso que deve ser conhecido pelos brasileiros, já que o ministro Weintraub sempre os toma como exemplo. Lá, 1 em cada 4 adultos possui dívida contraída para pagamento de seus estudos de graduação, profissionalização ou pós-graduação. São dívidas que, conforme reportam muitos daqueles estudantes e egressos, são tão altas que não conseguem pagar com os salários que recebem, prejudicando outros aspectos essenciais da vida social, como casar-se, pagar aluguel, comprar um carro, manter plano de saúde, entre outros. Os americanos, que têm o costume de sair da casa dos pais quando jovem adultos, estão tendo que morar com os familiares por muito mais tempo. Os danos para a saúde mental se amontoam: a cada 15 pessoas endividadas, uma pensou em suicídio. Não é à toa que a dívida estudantil já é um dos principais temas da eleição presidencial que ocorrerá em 2020.

Para se ter uma ideia da magnitude do problema, a dívida pública brasileira é de R$ 3,9 trilhões de reais. A dívida estudantil nos EUA é de USD 1,6 trilhões, o que corresponde a cerca de R$ 6 trilhões. Isso é mais do que o PIB da Espanha. Em seu conjunto, a dívida estudantil é menor apenas que a dívida de financiamento imobiliário. Mas há uma diferença importante entre as duas: sé é possível vender uma casa ou devolvê-la ao banco para se livrar da dívida, o mesmo não pode ser feito com o ensino recebido.

É importante destacar que esse valor altíssimo cresceu de forma avassaladora: As 44 milhões de pessoas hoje endividadas são o dobro de 15 anos atrás, e o valor dos empréstimos subiu 60% no mesmo período. 25% dos endividados não consegue se manter em dia com o carnê 12 anos após concluídos os estudos. Os graduados em 2017 saíram com uma dívida média de USD 28.650. Em 1997, o montante costumava ser de USD 12.750. Atualmente, cerca de 2,8 milhões de pessoas devem USD 100.000 ou mais.

Historicamente, o ensino superior nos Estados Unidos deve ser pago pelos estudantes, mesmo nas universidades públicas. Isso não significa que as universidades – públicas, privadas com fins lucrativas, ou privadas sem fins lucrativos, como Harvard – prescindam de financiamento público. Muitas delas receberam generosas doações de terras, com as quais constituíram fundos imobiliários, principalmente do século XIX à II Guerra Mundial. De 1950s em diante, ganharam peso as bolsas de estudo e incentivos indiretos (subsídios) para a formação universitária dos veteranos de guerra, o que foi um programa gigantesco.

Ocorre que, de meados dos anos 1970 para cá, o arrocho orçamentário nos Estados Unidos levou a uma pressão por diminuir o financiamento público das universidades, tanto para ensino, quanto para pesquisa. Se algumas universidades de excelência conseguem obter recursos junto ao setor privado para a pesquisa em alguns setores – e mesmo assim o principal financiador geral continua a ser o Estado, via contratos com o Pentágono, a NASA, os Institutos de Saúde Pública etc – o ensino não consegue atrair nada correspondente no país. Daí, a solução é cobrar mensalidades cada vez mais caras. Nos últimos 5 anos, o valor das mensalidades cresceu 10% acima da inflação. Como as famílias americanas – assim como as brasileiras – não conseguem aumentar consistentemente sua renda devido aos mecanismos estruturais que intensificam a desigualdade social, o jeito é fornecer empréstimos para os jovens. O problema é que – notem a redundância: Como as famílias americanas – assim como as brasileiras – não conseguem aumentar consistentemente sua renda devido aos mecanismos estruturais que intensificam a desigualdade social… entre eles os juros do sistema financeiro, os recém-formados ficam atolados em dívidas.

Fonte: Reginaldo C. Moraes, Maitá de Paula e Silva, Luiza Carnicero de Castro. “Modelos internacionais de educação superior Estados Unidos, Alemanha e França”. São Paulo: Editora Unesp, 2017.

Ainda sobre a questão da desigualdade social, dois dados da maior relevância: 1) como as egressas têm renda inferior aos egressos ao longo do tempo, elas pagam mais juros do que eles. Dois terços dos empréstimos são para mulheres (há mais mulheres matriculadas do que homens). 2) Estudantes negros devem, em média, USD 7.400 a mais do que os brancos quando concluem a pós-graduação. Lembre-se que o Brasil, assim como os EUA, teve regime de escravidão. Porém, enquanto para lá foram levadas 400 mil pessoas do continente africano, para cá foram trazidas 4,3 milhões de africanos e africanas!
Veja que no Reino Unido a situação é ainda mais aguda: a dívida estudantil média é de USD 55 mil. O custo dos estudos no Reino Unido chegou a tal ponto que o sistema universitário está dependente dos estudantes asiáticos, quem têm seus estudos custeados pelos países de origem. Os britânicos têm cada vez menos condições de acessar as suas próprias universidades. Mas nem todo país desenvolvido é assim. Na Alemanha, onde a universidade é gratuita, os graduados começam a vida profissional com uma dívida de USD 2.400 em média.
Estes são elementos para nós no Brasil e na Paraíba – um estado onde a renda média familiar é de cerca de R$ 850 reais – pensarmos sobre que tipo de Universidade queremos e podemos custear com recursos públicos e/ou privados. Nos Estados Unidos, uma pequena elevação nas mensalidades das universidades públicas deslocou muitos jovens para universidades privadas com fins lucrativos e de baixo custo, e ainda assim os jovens precisaram se endividar.
O sistema universitário brasileiro precisa de reformas? Sim. Mas que sejam dialogadas, amparadas em evidências nacionais e internacionais, e que levem em conta as características próprias do nosso País e de nossas regiões. Se refletirmos a partir da experiência atual dos Estados Unidos, fica claro que o sistema universitário do Tio Sam, amplamente dependente do setor financeiro, está sendo deletério para a qualidade da nação. Já temos problemas de mais por aqui. Que não cometamos os mesmos erros de 

*Thiago Lima é professor do mestrado em Gestão Pública e Cooperação Internacional da UFPB e membro do Coletivo Representativo dos Docentes em Luta (CORDEL) da UFPB.

Justiça Federal suspende acúmulo ilegal de vencimentos de José Maranhão

Senador acumulava de forma irregular subsídios de senador e pensão de ex-governador da Paraíba

O senador José Maranhão vinha recebendo valores acumulados de forma ilegal. Foto: Divulgação/Senado

O senador José Maranhão (MDB) não poderá mais receber, cumulativamente, os vencimentos do Congresso e a pensão de ex-governador da Paraíba. A decisão foi proferida pelo juiz da segunda Vara Federal, Bruno Teixeira de Paiva, atendendo ação movida pelo Ministério Público Federal. Na denúncia, o órgão ministerial apontou que o parlamentar vem recebendo em desacordo com a lei, desde fevereiro de 2015, os R$ 23,500 da pensão de ex-governador e os R$ 33.700 do subsídio pago pelo Senado.

A ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) pede ainda a devolução de mais de R$ 1 milhão recebidos indevidamente. O magistrado, por outro lado, se manifestou até agora apenas sobre o pedido de suspensão dos pagamentos acima do limite constitucional. A decisão é liminar e passível de recurso. Ainda não houve análise do mérito da questão. A decisão é muito parecida com a que teve como alvo o ex-senador e ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que também recebia os valores de forma indevida.

“Ante o exposto, defiro a antecipação da tutela requerida pelo autor para determinar à União (Senado Federal) que, no pagamento do subsídio do Senador JOSÉ TARGINO MARANHÃO, observe o teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Constituição, o que deverá ser feito mediante a limitação do subsídio ao valor que, somado à pensão especial de ex-governador do Estado da Paraíba (no valor atual de R$ 23.500,82), alcance o teto remuneratório, hoje de R$ 33.763,00, valor a ser corrigido em caso de alteração superveniente da legislação correlata.”, diz o magistrado na decisão.

Vale observar que o teto constitucional tem como base os vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O valor foi reajustado neste ano dos R$ 33.763 para R$39.200. Com isso, tendo o subsídio de ex-governador como base, deverá ser pago pelo Senado apenas a diferença, o que representará nos valores descritos na decisão um complemento de R$ 12.200. Já se houver recurso para equiparar os valores com o atual salário dos ministros, o complemento passará a ser de R$ 15.700.

O acúmulo dos salários, hoje, soma R$ 57.200 mensais. O magistrado, na ação, citou até o fato de o subsídio dos ex-governadores ter sido considerado inconstitucional por decisão do Supremo Tribunal Federal. A decisão, no entanto, não se detém a essa questão.

Seráphico toma posse na Procuradoria-Geral de Justiça nesta quinta

Promotor nomeado pelo governador João Azevêdo será reconduzido para o cargo por mais um biênio

Seráphico da Nóbrega avalia que o Ministério Público está em evolução nos últimos anos. Foto: Ernâni Gomes/MPPB

O promotor de Justiça Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho toma posse, nesta quinta-feira (29/08), como procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba para o biênio 2019–2021. Ele será reconduzido para o seu segundo mandato, pelo governador João Azevêdo e pelo Colégio de Procuradores de Justiça do MPPB, em solenidade às 18h, na Sala de Concertos do Espaço Cultural José Lins do Rego, na Capital.

A programação de posse começa na quinta-feira pela manhã, às 10h, com missa em ação de graças, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, no Cabo Branco. Francisco Seráphico encabeçou a lista tríplice escolhida por membros do Ministério Público e encaminhada ao governador. A eleição ocorreu no último dia 29 de julho e o promotor de Justiça obteve 179 votos. A confirmação da sua recondução ao cargo de PGJ foi feita no Ato Governamental 2.294, que trouxe sua nomeação, publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 08.

O procurador-geral de Justiça avalia que o Ministério Público avançou, nos últimos dois anos, na efetividade do serviço prestado à população com foco na transparência de suas ações. “Apesar das dificuldades, avançamos, porque estivemos juntos nessa construção. Resta a certeza de que ainda temos um longo caminho à frente e que, juntos, estamos fazendo o Ministério Público mais forte!”, diz, creditando as realizações aos colegas, membros do MP, e aos servidores da instituição.

Perfil

O procurador-geral de Justiça é filho de Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega e Maria Elita Sá da Nóbrega; casado com Francisca Nathália Medeiros da Nóbrega; pai de Bianca, Francisco Seráphico Neto e Miguel. É mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba e atuou como professor universitário e como auditor auxiliar do TCE. Ingressou no MPPB no ano de 2003 e é o 2º promotor de Justiça de Santa Rita, tendo, antes, exercido suas atribuições nas promotorias de Patos, Campina Grande, João Pessoa, Cruz do Espírito Santo, Mari, Soledade, São Mamede, Pombal, Malta e Paulista e como promotor convocado junto à Procuradoria de Justiça.

Na administração superior do MPPB, exerceu os cargos de secretário-geral e secretário de Planejamento e Gestão. Também integrou a Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), a Assessoria Técnica e o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap). No biênio 2013-2015, presidiu a Associação Paraibana do Ministério Público (APMP).

Com informações do MPPB

TCE homologa lista tríplice que será encaminhada ao governador João Azevêdo

Lista foi composta pelo critério de antiguidade e nomes são do quadro de auditores do Tribunal de Contas

Conselheiros do Tribunal de Contas vão encaminhar relação dos escolhidos para o governador. Foto: Reprodução/Youtube

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE) homologou nesta quarta-feira (28) a lista tríplice que será encaminhada ao governador João Azevêdo (PSB). A relação traz os nomes de Antônio Cláudio Silva Santos, Antônio Gomes Vieira Filho e Renato Sérgio Santiago Melo. Um deles será escolhido para ocupar a vaga deixada pelo conselheiro Marcos Costa, falecido recentemente. Os dois primeiros constaram na lista anterior, encabeçada por Costa.

A vaga, pelas regras do quinto constitucional, é da categoria dos auditores-substitutos de conselheiros do Tribunal de Contas. O critério de escolha é o de antiguidade. A prerrogativa de definição do nome, após a análise da lista enviada pelo Tribunal de Contas, é do governador. Ao todo, sete conselheiros compõem o Pleno do Tribunal de Contas da Paraíba. O cargo é vitalício.

O colegiado, atualmente, é composto por Arnóbio Alves Viana, Antônio Nominando Diniz Filho, André Carlo Torres Pontes, Arthur Paredes Cunha Lima, Fábio Túlio Filgueiras Nogueira e Fernando Rodrigues Catão.

Marcos Costa
O conselheiro do Tribunal de Contas da Paraíba, Marcos Antônio da Costa, morreu  no dia 9 deste mês, uma sexta-feira, aos 66 anos. Ele foi vítima de falência múltipla de órgãos. O conselheiro estava internado num hospital particular de João Pessoa.

Costa chegou ao cargo no dia 15 de outubro de 2015, nomeado pelo então governador Ricardo Coutinho. Na época, ele encabeçava a lista tríplice encaminhada ao gestor.

Diário Oficial traz criação de Delegacia de Combate à Corrupção

Secretário de Segurança assegura que não haverá ingerência política sobre equipamento

Jean Francisco comanda a Secretaria de Segurança. Foto: Angélica Nunes

O Diário Oficial do Estado da Paraíba trouxe nesta quarta-feira (28) postaria que disciplina a criação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção. A criação atende exigência de portaria do governo federal, que condiciona a liberação de recursos do Sistema Único de Segurança Pública à criação do equipamento. Questionado pelo blog, o secretário de Segurança e Defesa Social, Jean Nunes, assegurou a independência do órgão.

O questionamento feito pelo blog teve como base queixas de delegados sobre suposta perseguição histórica a quem investiga aliados do governo. O rebaixamento do delegado Lucas Sá após citação do nome do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) em investigação da Operação Cartola é um exemplo. Para Nunes, esses problemas não vão acontecer. Ele assegura que o trabalho vai priorizar a autonomia.

Reprodução/Diário OficialO Diário Oficial traz, também, a criação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Patos. Esta última tem a finalidade de atuar nas ocorrências que envolvam furtos por meio de explosões e arrombamentos de instituições bancárias e de terminais de autoatendimento, bem como de roubos a empresas e veículos de transportes de valores no Estado.

Além da criação das novas delegacias, houve decreto transformando a Delegacia de Combate ao Crime Organizado em Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com abrangência em todo o Estado.

Liminar conseguida por Cartaxo “esvazia” orçamento impositivo da Câmara de João Pessoa

Vereadores protocolaram notícia-crime contra o prefeito pelo não pagamento de emendas impositivas em dois anos

Bruno Farias tem feito críticas ao prefeito Luciano Cartaxo. Foto: Divulgação/CMJP

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), não poderá ser processado por crime de responsabilidade, caso decida não liberar as emendas impositivas aprovadas pela Câmara de João Pessoa. A decisão foi proferida pelo desembargador Leandro dos Santos, do Tribunal de Justiça da Paraíba, em resposta a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pela Procuradoria-Geral do Município. O fato ocorre em meio ao movimento de parlamentares que provocaram o Ministério Público (MPPB), cobrando a abertura de processo contra o gestor.

A decisão de Leandro dos Santos, na prática, esvazia a emenda à Lei Orgânica do Município que estabeleceu o Orçamento Impositivo. Isso por que a ADI pede a supressão do trecho que disciplina a obrigatoriedade da liberação dos recursos, sob pena de enquadramento em crime de responsabilidade. O tema ainda terá o mérito analisado pelo Pleno do Tribunal de Justiça, mas já produz os seus efeitos. As emendas impositivas representam, em média, R$ 800 mil para cada um dos vereadores indicarem como querem ver o recurso investido.

A não liberação dos recursos tem criado um clima de indisposição dos vereadores com o prefeito. Os parlamentares já protocolaram notícia-crime no Ministério Público da Paraíba (MPPB). Eles alegam que o gestor tem cometido crime de responsabilidade desde o ano passado. O líder da oposição, Bruno Farias (PPS), diz que nada vem sendo tirado do papel e que a conta do prefeito está no vermelho.

O desembargador acatou os argumentos da ADI tendo como base decisão do Supremo. O entendimento é o de que os legisladores municipais não podem criar hipótese de crime de responsabilidade. O tema foi tratado na Súmula Vinculante n.º 46, do Supremo Tribunal Federal (STF). Leandro dos Santos explica que a jurisprudência estabelece que “a definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União”.

Bruno Farias, por outro lado, alega que a notícia-crime protocolada por ele tem como foco outro dispositivo legal. O ponto utilizado é o artigo primeiro do Decreto-Lei 201/67, que trata dos crimes de responsabilidade cometidos pelos prefeitos. Ele alega que o inciso 14 dá suporte à ação. Trata-se do trecho que fala sobre “Negar execução a lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente”.

Motoristas de transportes alternativos arrecadam e doam 3 toneladas de insumos ao Laureano

Produtos de limpeza, higiene pessoal e alimentos foram entregues à direção da instituição de saúde

Donativos foram coletados por motoristas e entregues pela categoria. Foto: Divulgação

Três toneladas de insumos foram doados ao Hospital Napoleão Laureano, nesta segunda-feira (26). Os produtos foram levados por motoristas de transportes alternativos. Um grupo composto por quase 100 pessoas participou da ação. A lista de itens doados inclui produtos de limpeza, de higiene pessoal, insumos hospitalares, além de materiais descartáveis e alimentos.

A doação ocorreu no final da manhã, horas antes de uma audiência pública na Assembleia Legislativa. O debate contou com a participação de vários deputados e foi proposto pela deputada Pollyanna Dutra. O grupo, para mostrar unidade, decidiu fazer a doação à instituição de saúde. Eles cobram, por outro lado, que a atividade exercida por eles profissionalmente seja regulamentada pelo Estado.

Mobilização

De acordo com Flávio Oliveira, um dos representantes do Sindicato dos Transportes Alternativos do Sertão da Paraíba, o Sertão está mobilizado em prol da causa. “Nós trazemos pacientes frequentemente do Sertão para o Laureano e sabemos a importância desse hospital”, explicou.

Mobilizaram-se em prol da causa moradores dos municípios de São Domingos, Pombal, Catolé do Rocha, Coremas, São Bentinho, Patos, Cacimba de Areia, além de pessoas de todo o Vale do Piancó. “Viemos de longe e a expectativa é de continuarmos fazendo essas campanhas para que o Hospital não pare. Vamos continuar fazendo a nossa parte”, comentou Flávio Oliveira.