Após veto a aliado, Efraim tenta novo nome para o Incra junto a Bolsonaro

Leonardo Torreão Villarim Medeiros teve a nomeação cancelada cinco dias após ter nome anunciado

Efraim Filho questiona parâmetros questionados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Foto: Alex Ferreira

O Diário Oficial da União (DOU) trouxe uma publicação indigesta para o deputado federal Efraim Filho (DEM). O indicado por ele para o comando do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba teve a portaria anulada. Leonardo Torreão Villarim Medeiros, apesar de não ser petista, entrou na cota da “despetização” pregada pelo governo federal. A dispensa ocorreu poucos dias após notícias em blogs divulgarem que ele era próximo, também, ao ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista é ferrenho adversário do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Procurado pelo blog, Efraim Filho disse que “o assunto tá sendo discutido e trabalhado junto ao Presidente e à Casa Civil. A relação de Bolsonaro com os governadores nordestinos não é das melhores. Na semana passada, uma frase curta, dita por ele a Lorenzoni durante café da manhã com jornalistas, acabou gerando uma crise no governo. Na ocasião, Bolsonaro se referia aos gestores nordestinos como “governadores de paraíba” e destacava o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), como o pior deles. No dia seguinte, para dizer que não atacava o povo nordestino, garantiu que a frase era direcionada aos governadores da Paraíba e do Maranhão.

Durante a campanha do ano passado, o desconforto era maior com o ex-governador Ricardo Coutinho. Da conversa com o presidente e com o ministro da Casa Civil, Efraim evita prognóstico. Ao ser questionado se indicará outro nome ou poderá ver Villarim reconduzido, ele disse que é melhor esperar para ver. O presidente Jair Bolsonaro, vale ressaltar, tem orientado os auxiliares a não nomearem pessoas que tenham atuado junto a gestores filiados a partidos de esquerda. Não faz muito, o agora ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy, pediu exoneração do cargo por ter tido uma nomeação criticada pelo presidente.

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