Executivo 22:25

Conselho de Direitos Humanos quer que estado investigue e puna “carreata com cadáveres”

Confronto de policiais com bandidos, na Paraíba, resultou em oito mortes e desfile de cadáveres em carroceria

Corpos foram exibidos na carroceria de uma carro. Foto: reprodução

O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-PB) cobrou neste domingo (7) que o governo da Paraíba investigue e puna os responsáveis pelo que chamou de “exploração de cenas mórbidas”. O alvo das críticas foi à carreata de viaturas da Polícia Militar na qual foram exibidos cadáveres de suspeitos de assalto mortos em confronto. O episódio ocorreu em Barra de São Miguel, na Paraíba, na última terça-feira (2), e culminou na morte de oito pessoas. Eles eram acusados de ter cometido assalto em Santa Cruz do Capibaribe, um dia antes. A ação, na segunda, terminou com a brutal morte de um policial militar. Um outro ficou ferido.

Na terça, uma ação policial envolvendo policiais paraibanos e pernambucanos resultou na morte dos oito suspeitos do assalto. Os corpos foram exibidos em carreata realizada pelos policias, ao som dos aplausos de populares. Um abuso, de acordo com o conselho. O grupo também lamentou a morte do policial. “Assim sendo, o CEDH-PB insta às Secretarias de Segurança do Estado da Paraíba e Pernambuco a investigarem rigorosamente estes fatos, punindo devidamente os responsáveis, e mais do que isso, adotem todas as providências necessárias para evitar a repetição de espetáculos dessa ordem que enodoam todo e qualquer mérito das ações policiais em defesa da segurança pública”, diz a nota.

Confira a posição do Conselho:

NOTA PÚBLICA

O CONSELHO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS DA PARAÍBA vem por meio dessa nota pública externar seu repúdio e sua profunda preocupação com a forma pela qual se portaram os agentes policiais do Estado da Paraíba e do Estado de Pernambuco, após a cena do confronto que resultou em oito mortos na cidade de Barra de São Miguel-PB.

Sem entrar no mérito da ação policial em si, entende este órgão colegiado que o tratamento da cena do embate, transformado literalmente em um espetáculo macabro de manipulação e exibição de cadáveres, em total desacordo com as regras de conduta da atividade policial, excedeu todas as raias da legalidade.

Efetivamente, a cena do confronto exigia preservação, para fins do trabalho necessário da perícia criminal, e afastamento do público, a fim de evitar a sempre nociva divulgação e exploração de cenas mórbidas de morte e mutilação. Muito pelo contrário, testemunhou-se no local atos incompatíveis com a atividade policial, e que se prestaram unicamente para denegrir e rebaixar as instituições policiais diante da sociedade civilizada que ainda preza pelo respeito às leis e à dignidade humana, que impõem o respeito no tratamento dos mortos, por pior que possa ter sido o ato por eles cometido.

De fato, cena de crime não é lugar para discurso público sobre a criminalidade ou busca de apoio popular, diante dos cadáveres tombados. Tal ato resvala na demagogia. Cenas de gelar o sangue, tais como cadáveres sendo despidos (com que finalidade? humilhação post-mortem?), carreata com cadáveres jogados na caçamba de caminhonete, corpos empilhados um sobre o outro como troféus em uma guerra tribal, cadáveres sendo alvejados por disparos inúteis foram amplamente divulgadas nas redes sociais dos Estados de Pernambuco e Paraíba, mediante filmagens de populares e até mesmo possivelmente de policiais, sendo certo que tais vídeos não poderiam ter sido produzidos sem o consentimento e a tolerância dos agentes policiais participantes da operação, cujos comandantes, aparentemente, procuraram atrair o público daquela urbe interiorana para o espetáculo macabro, ao invés de afastá-lo, como seria seu dever.

Tal cenário, nada distante do culto ao sangue do antigo Coliseu de Roma, concorre não para o fortalecimento, mas para o descrédito da atividade policial, transformada, pelo tratamento absurdo da cena do crime, em um grotesco ato de vingança selvagem, a anos-luz de distância da ideia de uma ação policial racional, eficiente e planejada, como acreditamos ter sido o propósito da atuação das autoridades da segurança pública pernambucanas e paraibanas.

Assim sendo, o CEDH-PB insta às Secretarias de Segurança do Estado da Paraíba e Pernambuco a investigarem rigorosamente estes fatos, punindo devidamente os responsáveis, e mais do que isso, adotem todas as providências necessárias para evitar a repetição de espetáculos dessa ordem que enodoam todo e qualquer mérito das ações policiais em defesa da segurança pública.

Contudo, este Conselho lamenta e se solidariza com a corporação policial pela morte de um de seus membros. Também, igualmente, lamenta e se solidariza com os familiares das pessoas que perderam suas vidas em tão horrenda ação.

João Pessoa, 7 de julho de 2019

GUIANY CAMPOS COUTINHO
PRESIDENTE DO CEDH

 

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COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Suetoni
    wladporto1000@gmail.com

    Cedh, Conselho estadual de.defensores de bandidos, isso sim. Quem defendeu o policial assassinado??? Enquanto tiver esquerdalha no governo, veremos fatos como esse.

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    ANDERSON CLEMENTE

    Será que esses mesmos conselheiros dos direitos humanos (ou direito dos manos?) foram na casa da viúva com suas 3 filhas menores prestar solidariedade em nome do estado? Ou será que estão querendo apenas aparecer, já que ninguém nunca ouviu falar desse tal de conselho? Fico de cá espiando

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    Z. G.

    Quem deveria denunciar e investigar o ocorrido eram as Corregedorias, vc nao veria aquilo nos EUA, ja vi algo assim na Siria.

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      João

      Era para ter cortado cabia direitinho todos esses vagabundos mais lá no inferno o cão ajeita eles

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      JOÃO

      Quem são os humanos? Os bandidos? Bandido não tem compaixão das pessoas de bem.Esse Conselho devia ser humano e defender as pessoas de bem, esses sim precisam de a amparo. Chega de hipocrisia!

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    Pedro

    Antes desse “Conselho de direitos humanos” se expressar sobre a carreata, deveria exigir do Estado uma nova Constituição para permitir a prisão perpétua e a pena de morte, pois inadmissível são esses bandidos assaltando, se sentindo os donos da sociedade. Eu queria ver se esses jornalistas e defensores de “direitos humanos” gostariam de ser ameaçados por criminosos e terem os seus bens subtraídos. É fácil criticar a ação letal da polícia quando vc está numa sala com ar-condicionado, numa cadeira confortável e cercado de todo conforto.

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      JOÃO

      Quem são os humanos? Os bandidos? Bandido não tem compaixão das pessoas de bem.Esse Conselho devia ser humano e defender as pessoas de bem, esses sim precisam de a amparo.

  5. Avatar for Suetoni
    socorro vieira

    PARABENS AO Conselho de direitos humanos que só trabalha em favor dos bandido. sem contários

  6. Avatar for Suetoni
    José Romildo da Silva Santos

    Bando de desocupados não tem o q fazer, fica procurando denigrir a imagem é o trabalho bem feito,

  7. Avatar for Suetoni
    JOÃO

    Quem são os humanos? Os bandidos? Bandido não tem compaixão das pessoas de bem.Esse Conselho devia ser humano e defender as pessoas de bem, esses sim precisam de a amparo. Chega de hipocrisia!

  8. Avatar for Suetoni
    Carlos boeges

    Bandido bom é bandido morto,se estão com.peninhs leva pra casa de vocês

  9. Avatar for Suetoni
    mauricio

    Nós pagamos para que esse conselho de direito dos manos continue a defender bandidos, vamos lutar para extinguir esse órgão de desocupados.

  10. Avatar for Suetoni
    Nildo

    Direitos Humanos deve ser feito para humanos direitos e não para proteger bandidos.

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