Executivo 12:54

#VazaJato: Julian viu conversa republicana e Efrain defende aplicação da lei

Mensagens trocadas entre Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato dividem deputados paraibanos

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, gerou polêmica após divulgação de mensagens trocadas com membros da Lava Jato. Foto: Divulgação

Os deputados federais paraibanos se mostraram divididos nesta segunda-feira (10) em relação às denúncias publicadas pelo site The Intercept Brasil. Nelas, estão conversas vazadas que mostraram entendimentos entre o então juiz (hoje ministro) Sérgio Moro e integrantes da Operação Lava Jato. Nos diálogos, Moro chegou a sugerir mudança na ordem das operações e até cobrou maior agilidade nas ações dos procuradores da Força Tarefa. Entre os paraibanos, houve quem cobrasse a saída do ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), mas também quem visse “conversa republicana” e seletividade nas mensagens divulgadas. As manifestações ocorrem um dia após o  ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) acusar, pelas redes sociais, representantes da operação de atuar como organização criminosa (Orcrim).

O deputado federal Gervásio Maia (PSB) usou o Twitter, assim como Ricardo Coutinho, para atacar a Lava Jato. “A denúncia do @TheInterceptBr é gravíssima!! Uma conspiração que colocou o país em um abismo econômico sem precedentes. Não há clima para Sérgio Moro continuar no Ministério da Justiça”, disse o parlamentar, cobrando a demissão do ministro da Justiça. Moro foi o responsável pelo processo que resultou, entre outras coisas, na condenação do ex-presidente Lula, aliado dos socialistas paraibanos.

Do lado governista, o deputado federal Julian Lemos (PSL) alertou para o risco de qualquer pessoa ter o celular violado por hackers. Ele também disse não ter visto em nenhum ponto, comportamento não republicado de Sérgio Moro. “Eu tive acesso a alguns trechos que eu achei que foram seletivos. Em nenhum dos trechos eu vi nada que não fosse republicano. Agora, o que me chamou a atenção foi o disparato de entrar dentro de um celular de um ministro da Justiça. Isso mostra que podem entrar no de qualquer cidadão. Para mim, o que mais me horroriza é a possibilidade de (se) invadir o celular de um repórter, de um médico, de um cidadão comum. Inclusive com conversas íntimas caso for de um marido com uma mulher”, ressaltou.

Também integrante de um partido da base aliada do presidente Jair Bolsonaro, Efraim Filho, disse ser necessário se fazer Justiça. “Defendo a aplicação da lei. Aí, o expert do direito penal é quem poderá identificar se houve cometimento de crime e que crime foi cometido. Isso aí os tribunais e quem domina a matéria dirão. A minha defesa é da aplicabilidade da lei. O cidadão brasileiro, seja ele um grande político poderoso condenado pela Lava Jato ou seja um operador do direito ou um cidadão comum no dia a dia, ele quer é isso, ele quer o bom senso e que a lei seja aplicada para todos”, ressaltou o parlamentar, evitando se colocar na defesa ou no ataque em relação aos diálogos.

Outro deputado ouvido pela CBN durante a manhã foi Wilson Santiago (PTB). O parlamentar, no entanto, preferiu subir no número em relação aos diálogos. Disse que vai esperar os desdobramentos para poder se posicionar.

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COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Suetoni
    Ricardo

    A corrupção foi comprovada. A população não é burra!
    Os procedimentos utilizados não tem tanta relevância se o fato ocorreu e não houve coerção ou tortura.
    Sergio Moro e o Promotor não estão envolvidos em corrupção no Brasil.
    Cortina de fumaça para proteger poderosos que tentam chamada de ORCRIM uma limpeza, comparado a sujeira cometida por eles na OPERAÇÃO CALVÁRIO

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