Em João Pessoa, ministro do Turismo nega ter coordenado laranjal do PSL

Marcelo Álvaro Antônio esteve em João Pessoa para participar de evento voltado para o turismo e foi questionado sobre “laranjal”

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, nega participação no laranjal do PSL. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, negou nesta segunda-feira (10) que tenha comandado o laranjal do PSL em Minas Gerais, seu estado de origem. Ele é acusado de ter comandado um esquema de desvios de dinheiro público destinado ao financiamento de candidaturas do partido naquele estado. O deputado federal licenciado esteve em João Pessoa para participar do 3º Seminário Itinerante do programa Investe Turismo, quando foi abordado sobre o assunto. Álvaro assegurou que não houve o esquema denunciado no estado dele. “E creio que não houve em nenhum outro estado do Brasil”, enfatizou, sem esconder o constrangimento com as perguntas. O evento aconteceu no Shopping Sebrae, no Bairro dos Estados.

O escândalo foi denunciado pela deputada federal Alê Silva (PSL-MG). Ela relatou a existência de esquema de candidaturas de laranjas comandado por Marcelo Álvaro Antônio em Minas Gerais e afirmou ter recebido a informação de que o ministro do Turismo a ameaçou de morte em uma reunião com correligionários, no fim de março, em Belo Horizonte. O caso foi contato em depoimento espontâneo prestado à Polícia Federal em Brasília. A parlamentar também solicitou proteção policial. Eleita com 48 mil votos, Alê Silva é a primeira congressista a relatar às autoridades a existência do esquema de laranjas do PSL de Minas, comandado nas eleições pelo atual ministro de Jair Bolsonaro (PSL). Ela deve prestar novo depoimento nas próximas semanas.

Outras testemunhas deram informação parecida à Polícia Federal a respeito da atuação do atual ministro. Marcelo Álvaro Antônio assegurou que as denúncias são caluniosas. Ele disse, também, que as operações ocorridas em Minas Gerais foram totalmente dentro da legislação eleitoral. Os casos são investigados desde fevereiro no Estado do Sudeste e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido nacionalmente em 2018.

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