Vice de Dodge, paraibano Luciano Maia critica eleição de Bolsonaro e diz que prisão de Lula causa “grande dor”

Discurso foi feito no Vaticano, na última segunda-feira, e foi muito aplaudido pela platéia e integrantes da mesa

Luciano Maris Maia disse que o Brasil continua dividido após crises políticas. Foto: Reprodução/Revista Época

Conhecido pela sobriedade na exposição de argumentos, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, gerou polêmica nesta semana. Durante palestra no Vaticano, na última segunda-feira (3), o vice de Raquel Dodge disse que a prisão do ex-presidente Lula, pelo legado do PT, trouxe “grande dor” no país. Por outro lado, demonstrou acreditar que a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), em 2018, sob a bandeira do combate à corrupção, traz “medo de retrocesso político de regimes militares”.  Na análise, sem citar nomes de operações, descreveu como elas acabaram sendo usadas politicamente para abreviar o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O impeachment da petista ocorreu em 2016.

“É que no próprio processo de investigação, houve um uso político da investigação, que resultou na antecipação do fim do mandato da presidente Dilma. E o Brasil está dividido ainda em razão disso, o que permitiu que um candidato, valendo-se da luta contra a corrupção, terminasse ganhando as eleições e trazendo de volta o medo de um retrocesso político para ainda à época de regimes militares. E isso assusta não só o Brasil, mas toda a nossa região”, afirmou Maia. As declarações foram dadas durante o encontro pan-americano de juristas sobre direitos sociais.

Sobre Lula, apesar de não evitar entrar em detalhes, ele previu discussões sobre as condenações em instâncias superiores. “O caso Lula pode vir a ser apreciado em grau de apelação, não falarei sobre ele. Mas eu posso mencionar que há uma grande dor no Brasil com essa matéria, porque o governo de Lula, e em seguida o de Dilma, foi o que teve mais sensibilidade social com as políticas públicas para resgatar da pobreza, para programas de alimentação, para programas de habitação”.

O vice-procurador-geral da República também viu uso político, envolvendo grande empresários, no impeachment de Dilma. “A luta contra a corrupção de que resultou a identificação de empresários ricos, que tiraram dinheiro não só da Petrobras, mas de países vizinhos nossos, Peru, Argentina e tantos outros, teve uma dificuldade imensa. É que no próprio processo de investigação, houve um uso político da investigação, que resultou na antecipação do fim do mandato da presidente Dilma”. A fala ocorreu num evento científico na Pontifícia Academia de Ciências, discutindo Direitos Econômicos e Sociais e a Doutrina Franciscana.

Confira o vídeo. O discurso está a partir das 7:44:00

3 comentários - Vice de Dodge, paraibano Luciano Maia critica eleição de Bolsonaro e diz que prisão de Lula causa “grande dor”

  1. rubens figueiredo Disse:

    Um procurador da República sendo conivente com o crime, mais um paraibano envergonhando nosso estado. Lula tá preso por que roubou e deixou roubar e se for esperar a condenação na última instância para prender, pode esperar sentado! pois nunca vi tanta lentidão e engavetamento de processos como no Brasil, só se julga rápido o que interessa a cúpula do mal. Lula é ladrão e ponto final!

  2. joaoclaudio Disse:

    o que causa dor e saber que infelizmente nosso pais tem um monte de adoradores de bandidos criminosos corrupto como a quadrilha de lula PT MDB

  3. ramalho leite Disse:

    Neste país ninguém pode falar a verdade que sofre todo tipo de censura. Parabéns Luciano. Vc honra a Paraíba e o Brasil

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