Governador prevê fim dos blocos na Assembleia e descarta orçamento impositivo

João Azevêdo diz que tem discutido com os deputados todas as segundas-feiras as pautas de interesse do governo

Nabor Wanderley terá que recorrer ao TRT para continuar candidato. Foto: Roberto Guedes/ALPB

O governador João Azevêdo (PSB) descartou nesta segunda-feira (29) a possibilidade de implantação do Orçamento Impositivo. O modelo tem sido tratado até pelos deputados governistas como uma prioridade. O projeto do deputado Nabor Wanderley (PRB) se espelha em leis aprovadas na Câmara e no Senado e reproduzidas em praticamente todos os estados. “Para o governo federal que comanda todos os recursos do Brasil é fácil ter orçamento impositivo. Para a Paraíba, que depende de transferência, evidentemente que é muito difícil”, ponderou o gestor.

Azevêdo diz que a manutenção de orçamento impositivo não tem a mínima possibilidade neste momento. Atualmente, os parlamentares podem indicar conjuntamente gastos até o limite de 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado. As sugestões apresentadas por meio de emendas ao orçamento sã apenas sugestões, atualmente. Ou seja, os deputados indicam como deve ser o gasto, mas o Executivo não é obrigado a executar nada. Essa perspectiva muda em caso de lei que defina a obrigatoriedade no cumprimento dos compromissos.

O socialista também não vê futuro promissor para a existência de bloquinho e blocão. Ele assegura que ficarão apenas deputados governistas e oposição. O governador diz acreditar que haverá depuração nestas relações. O líder do blocão, na Assembleia, é o deputado federal Wilson Filho (PTB). O grupo integra a base aliada do governador.

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