Caso GEO: em desabafo nas redes sociais, procurador da República aponta erros em condenação de adolescente

Renan Paes Felix diz que o irmão dele foi condenado sem provas em meio a equívocos da promotoria

O procurador da República Renan Paes Felix publicou um longo desabafo nas redes sociais. Nele, faz críticas à condução das investigações que resultaram na condenação do irmão adolescente a internação. O rapaz, de 17 anos, foi um dos quatro alvos de sentença proferida pelo juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude da capital, Luiz Augusto Souto Cantalice. A acusação é de terem participado de ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável, ocorrido em uma escola particular de João Pessoa. O caso foi julgado nesta quarta-feira (25) e corre em segredo de Justiça.

Confira o link com a publicação na íntegra

Reprodução/Facebook

Os jovens foram apreendidos em março deste ano, mas as investigações ocorriam desde maio do ano passado. A origem de tudo foi o relato de uma criança de 8 anos, que disse ter sofridos abusos. Os atos contariam com a conivência de um zelador. Ao iniciar a apuração da história, adolescentes supostamente envolvidos no caso foram relacionados pela direção da escola. E está justamente aí o problema, segundo o relato do procurador. Os suspeitos foram relacionados pelas características físicas e por ser moreno, mesmo estudando pela manhã, o irmão adotivo dele foi acusado. Os abusos teriam ocorrido no período da tarde.

O procurador aponta erro também da promotora encarregada do caso, Ivete Leônia Arruda. Ela teria acusado o irmão dele tendo como base características físicas, mesmo com outras variáveis apontando para a inocência no caso. Além disso, teria excluído outro suspeito com as mesmas características, filho de uma servidora do Ministério Público.

3 comentários - Caso GEO: em desabafo nas redes sociais, procurador da República aponta erros em condenação de adolescente

  1. Ester Disse:

    Indignação, revolta, decepção, injustiça são palavras que nem de perto traduzem o nosso sentimento por ver um adolescente como Ray ser condenado dessa forma, relaxadamente sem fazer uso das provas que iriam mostrar a sua inocência. Acredito que não pode haver dor maior do que ser acusado (e nessas proporções) de uma coisa que você não fez.
    Só Deus para dar calma e resignação à pessoa! Mas Ele é o Juiz Justo que julgará os juízes desse mundo! Aí, coitados daqueles que não agiram conforme as Leis de Deus.
    Estamos com você Ray, orando para que tudo seja esclarecido e você fique livre dessa condenação injusta!

  2. Estevão Martins Disse:

    Seria este um caso de racismo institucional? Aparenta ter pesado sobre o adolescente a cor de sua pele (moreno, negro).

    • Mônica Brandão Disse:

      Concordo plenamente, foi posto suspeito por sua raça e classe, por mais q sua condição financeira atual fosse boa, mas qdo querem punir contextualizam p justificar, lamentável! Espero q reavaliem tal sentença e n deixem mais um inocente pagar pelo q n fez.

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