Um dia após arranca-rabo, deputados fazem roda de oração na Assembleia

Presidente da Casa, Adriano Galdino, vai reunir colegiado de líderes para pregar uma pauta propositiva

Deputados defendem que brigas sejam colocadas de lado. Foto: Reprodução

Um dia depois de uma arranca-rabo, com direito a murro na mesa e empurrões, deputados paraibanos buscaram a paz nesta quinta-feira (28). Antes do início da sessão, o deputado Chió (Rede) pediu que fosse formada uma roda de orações. De mãos dadas, os parlamentares presentes rezaram e fizeram pedidos a Deus por cerca de cinco minutos. O fato ocorre no mesmo dia em que o presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), prometeu reunir o colegiado de líderes para pregar uma pauta propositiva. Ele se encontra em Brasília, onde participa de reunião com presidentes de assembleias de todo o Nordeste.

A confusão, na quarta-feira, foi iniciada com o pedido do líder da oposição, Raniery Paulino (MDB), para que se realize sessão especial para discutir as irregularidades apontadas no contrato da Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul e com o governo do Estado. Houve reação dos governistas e, depois, um bate-boca sem tamanho. O ato contínuo disso foi o encerramento da sessão pela deputada Pollyana Dutra (PSB) e a fracassada tentativa da deputada Camila Toscano (PSDB) de reabrir os trabalhos. As cenas deprimentes repercutiram mal.

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  1. O fato acontecido na Assembléia Legislativa é deverasmente lamentável. Este tipo de arroubos parlamentares já aconteceram no passado, há mais ou menos uma década ou década e meia, mas, nos dias de hoje não deveria mais haver espaço para tudo isso. Mas, ocorre que alguns Deputados, por mais educados que sejam tentam buscar dividendos políticos para um futuro bem próximo, com vistas as eleições municipais em seu favor ou de seu agrupamento político, e não pensam tanto assim na Paraíba como afirmam. Um passa a falar e escrever em suas redes sociais grandes “fake news” sem se preocuparem com a honra alheia e acusam e tentam abalar a honra alheia sem nenhum escrúpulo. E quando a notícia é espalhada de forma inverídica estes ficam sem crédito para uma nova denúncia. Gente, a Paraíba precisa de construção, não de escândalos. A apuração dos fatos cabe a polícia no inquérito, ao Ministério em averiguar os fundamentos da investigação e por último a Justiça que dando o direito de defesa e o princípio do contraditório, para depois haver um veredito do Magistrado. Agora, por último, a Deputada Camila Toscano reabrir uma Sessão Ordinária que havia sido encerrada é o fim da picada e até um erro da Assessoria de Plenário que não a orientou que após o encerramento de uma Sessão Ordinária não pode nenhum Membro da Mesa ou Deputado se arvorar do direito de reabrir esta mesma Sessão Ordinária, pois, só pode haver uma Sessão Ordinária. É contrário ao dispositivo constitucional e regimental. Falo isso porque prestei assessoria à Mesa da Assembléia no Plenário por mais de 20 anos, antes de fazer parte do corpo das Comissões Permanentes da Casa, até minha aposentadoria aos 41 (quarenta e um) anos de serviço público, todo ele devotado à Assembléia Legislativa da Paraíba, de 1975 a 2012, quando me aposentei. Por isso, digo com propriedade, sabendo o que estou falando. Isso depõe contra o Poder Legislativo. Demonstra que o Parlamentar, mesmo sendo da Mesa, só porque é de oposição acha que pode tudo. DEUS do céu. A que ponto se chega. Esperamos que não haja mais nenhuma crise de autoridade forçada.

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