“Se pudesse ser candidato, dava na oposição todinha em Campina Grande”, diz Romero

Prefeito de Campina Grande está no segundo mandato e disse que não tem pressa para definir apoios para 2020

Romero Rodrigues aponta o Complexo Aluízio Campos como a principal obra da prefeitura. Foto: Marcos Alfredo/Codecom-CG

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), não tem demonstrado preocupação em relação à disputa política de 2020. Entre os aliados dele, seis ou sete nomes são cotados para disputar a prefeitura. “Só vou cuidar disso depois do carnaval de 2020. Até lá, minha preocupação exclusiva será a gestão”, disse. O gestor, que deu entrevista na CBN, nesta quinta-feira (31), tem demonstrado impaciência com o que diz ser “ataques da oposição”. Sobre os adversários, ele é taxativo: “se eu pudesse ser candidato, podia juntar tudinho que eu dava neles todos”. Rodrigues está no segundo mandato e não pode mais concorrer para o cargo. Ele foi reeleito em 2016, com 62,85% dos votos.

Para justificar o otimismo em relação ao hipotético sucesso eleitoral, Rodrigues alega que tem muitas obras para mostrar. A joia da coroa é o Complexo ALuízio Campos, em fase final de construção. A obra, aprovada pelo governo federal no primeiro ano de mandato do tucano, é impressionante. Eu a vi de perto, levado pelo prefeito, logo após a entrevista na CBN. É uma verdadeira cidade, pronta para abrigar mais de 25 mil habitantes. Tem casas com água aquecida, escola, creche e praças equipadas. “Não tem paralelo no Brasil. Pode procurar. Esse foi um projeto aprovado pelo governo federal e nenhum outro do gênero saiu do papel”, disse o prefeito de Campina Grande.

Entre os aliados, muitos têm lançado o nome para a disputa em 2020. Alguns deles, inclusive, dizendo que vão para a disputa com ou sem o apoio do tucano. “Nestes casos, o diálogo já fica difícil”, pontua Romero. A tradição paraibana é trabalhar as eleições com muita antecedência. Quando isso não é feito, a probabilidade de sucesso diminiu. Aconteceu isso no ano passado em relação à disputa do governo do Estado. No bate e rebate entre o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), sobre quem seria o candidato da oposição, eles ficaram para trás na disputa. Romero, por outro lado, atribui a derrota de Lucélio Cartaxo (PV), a solução encontrada, à divisão das oposições. Isso por que José Maranhão (MDB) se lançou candidato. O vencedor foi João Azevêdo (PSB).

Márcio Murilo toma posse no cargo de presidente do Tribunal de Justiça

Posse vai acontecer no anfiteatro do Tribunal de Contas do Estado

Márcio Murilo da Cunha Ramos, Arnóbio Alves Teodósio e Romero Marcelo da Fonseca Oliveira serão empossados. Foto: Divulgação/TJPB

Os desembargadores Márcio Murilo da Cunha Ramos, Arnóbio Alves Teodósio e Romero Marcelo da Fonseca Oliveira serão empossados, nesta sexta-feira (1º), respectivamente, nos cargos de presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça, para o biênio 2019/2020.

A posse da nova Mesa Diretora do TJPB ocorrerá às 16h, no anfiteatro do Centro Cultural Ariano Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, sob a presidência do atual chefe do Poder Judiciário estadual, desembargador Joás de Brito Pereira Filho.

Antes, pela manhã, ocorrerá uma Missa em Ação de Graças na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, na Praça Dom Ulrico, no Centro. A cerimônia, às 10h, será celebrada pelo arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson Pedreira, e concelebrada pelo monsenhor Aloísio Catão e o padre Sérgio José de Souza Santos.

Na solenidade, à tarde, o desembargador Márcio Murilo será acompanhado, para assinatura do Termo de Posse, pelas desembargadoras Fátima Bezerra Cavalcanti e Maria das Graças Morais Guedes. Caberá ao desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, irmão do novo presidente, fazer a saudação pelo TJPB.

Para falar em nome da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB), Márcio Murilo convidou Paulo Maia, numa homenagem ao decano da advocacia paraibana. Representando o Ministério Público, discursará o procurador Francisco Sagres. O futuro presidente do TJPB disse que, após tomar posse, pedirá permissão ao Tribunal Pleno para facultar a palavra à juíza Lilian Cananéa, que falará em nome da mulher, juíza e servidora do Tribunal de Justiça.

No evento, serão empossados, também, os desembargadores Marcos Cavalcanti de Albuquerque, no cargo de diretor da Escola Superior da Magistratura (Esma), e José Aurélio da Cruz, como ouvidor de Justiça. Os novos mandatários da Corte de Justiça foram eleitos na 22ª Sessão Administrativa do Pleno e em escrutínio secreto, na manhã do dia 14 de novembro. O desembargador Márcio Murilo, eleito com 14 votos, será o 50º presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Currículo do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos – Formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), aprovado em 1º lugar, Márcio Murilo ingressou na magistratura em 2 de junho de 1987, igualmente aprovado em 1º lugar em concurso público, sendo designado para a Comarca de Esperança. Atuou, ainda, nas Comarcas de Conceição, Itabaiana, Sapé, Campina Grande e, por fim, João Pessoa, quando compôs, por várias vezes, a 1ª, 3ª e 4ª Câmaras Cíveis, em substituição a desembargadores.

Um ano depois de estar na magistratura, participou de concurso público promovido pelo Ministério Público para o cargo de promotor de justiça da Paraíba, obtendo a 3ª colocação. Mas, permaneceu no cargo de juiz.

Márcio Murilo foi presidente da 1ª Turma Recursal Mista da Comarca da Capital e esteve no exercício da Diretoria do Fórum da Capital. Em 18 de novembro de 2005, foi promovido para o cargo de desembargador do TJPB.

Desde então, coordenou os Juizados Especiais e presidiu a 3ª Câmara Cível e a Criminal, foi professor (2001 a 2015) e diretor da Escola Superior da Magistratura (Esma), no biênio 2009/2010, e corregedor-geral de Justiça, no biênio 2013/2014. O desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos é o 50º presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Com informação do Tribunal de Justiça