PF prende ex-prefeito de Imaculada e filho por desvio de recursos públicos

Operação Captura foi desencadeada pela Polícia Federal nas primeiras horas deste sábado

Polícia Federal cumpre mandado de prisão expedido contra ex-prefeito de Imaculada. Foto: Kleide Teixeira

A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado (23) o ex-prefeito de Imaculada, José Ribamar da Silva, e o filho dele, André Diogo Firmino. A operação Captura teve como objetivo cumprir mandado expedido pelo juiz Rodrigo Maia da Fonte, da 11ª Vara Federal da Paraíba. O gestor foi acusado pelo Ministério Público Federal em Monteiro de ter desviado R$ 606 mil dos cofres públicos no período em que comandou o município. Segundo a denúncia, a prática teria ocorrido entre junho e dezembro de 2012. Os presos serão encaminhados, ainda neste sábado, para o sistema penitenciário.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, nos últimos seis meses de mandato do prefeito José Ribamar da Silva, o gestor e o filho realizaram 110 operações de saques em espécie pela conta corrente da Prefeitura de Imaculada em uma agência bancária, na cidade de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco. Os valores sacados eram provenientes de diversos recursos federais, como convênios, termos de parceria, Fundeb e Fundo Municipal de Saúde, transferidos para a conta do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da prefeitura.

Além do prejuízo aos cofres públicos, a ação resultou no atraso de três meses de salário e 13º salário de 516 funcionários da Prefeitura de Imaculada. Na denúncia protocolada na Justiça Federal, o MPF ressaltou que em conta corrente vinculada a convênio federal não pode haver saque em espécie ou transferência para outra conta não vinculada à execução do objeto pactuado. O maior número dos saques em espécie ocorreu nos meses de setembro e outubro de 2012, justamente o período eleitoral daquele ano. As suspeitas eram de que parte dos recursos teriam sido usados para funanciar a campanha de aliados.

 

Gaeco ganha marchinha de carnaval: “Heureca, heureca, descobriram minha propina enfiada na cueca…”

Era uma vez um político paraibano que recebeu propina de um certo “Paulinho”. De quem estamos falando?

Um autor desconhecido fez chegar ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) uma marchinha de carnaval. A letra mostra um político corrupto que grita aos quatro cantos que a propina dele foi descoberta. Os versos dizem “heureca, heureca, descobriram minha propina enfiada na cueca…”. De 2017 para cá, foram muitas as operações desencadeadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPPB. Entre elas, as que tiveram como alvos os prefeitos de Bayeux, Berg Lima (sem partido); de Cabedelo, Leto Viana (PRP), e de Patos, Dinaldinho Wanderley (PSDB), todos afastados do cargo. O único que conseguiu retornar ao cargo foi Berg. Houve membros do governo do Estado também na mira.

Confira a letra da marchinha:

Há muitos “Paulinhos” envolvidos com suspeitas de pagamento de propina na política brasileira. Um deles, o Paulo Preto, o arrecadador de propinas do PSDB de São Paulo, foi preso nesta semana. Aqui, na Paraíba, ganhou notoriedade o Paulinho do restaurante Sal & Pedra, em Bayeux. Ele contou ao Gaeco, em 2017, que estaria sendo pressionado pelo prefeito Berg Lima a pagar propinas para ser pago pelo poder público por dívidas antigas. O gestor foi preso em flagrante, naquele ano, com o suposto dinheiro da propina colocado na cueca. A música pode ter este endereço, mas certamente quem escuta vai fazer ligação com outros personagens da política paraibana… sobra criatividade…

 

De recesso, vereadores (carnavalescos) caem na folia em João Pessoa

Parlamentares trocam debates políticos pelos passes de frevo e ginga do axé nas ruas da capital

Bloco Tambiá Folia é organizado pelo vereador Marcos Vinícius. Foto: Divulgação

Os trabalhos na Câmara de João Pessoa serão retomados apenas na terça-feira da semana que vem, dia 26. A suspensão dos trabalhos decorreu das goteiras registradas na estrutura do prédio. Antes disso, no entanto, quem quiser falar com os parlamentares, vai encontrá-los na folia. Pelo menos quatro dos 27 vereadores da capital acumulam o cargo de carnavalescos, neste período do ano. A lista inclui Marcos Vinícius (PSDB), Marcos Henriques (PT), João dos Santos (PR) e Sandra Marrocos (PSB).

A largada foi dada por Sandra Marrocos. Ela organiza o bloco Mulher de Luta, que saiu às ruas nesta quinta-feira (21). A homenageada do ano foi Vó Mera. A concentração ocorre junto com a do bloco Anjo Azul, no Centro. A vereadora diz que a festa busca a preservação da cultura e alertar também para os direitos da mulher. O ritmo das músicas segue a linha do frevo e do maracatu. O bloco saiu às ruas nesta quinta pela 12ª vez consecutiva.

Neste sábado (23), a festa fica por conta do Tambiá Folia, no bairro de Tambiá. O vereador Marcos Vinícius é um dos organizadores. A folia será animada pela Banda Mel e pelo cantor Kevin Djana, um dos destaques do The Voice Brasil, da Rede Globo. Esta é a 20ª edição da comemoração e é uma festa que vem crescendo a cada ano, tanto com as atrações quanto com a presença do público.

Para quem está com mais paciência para esperar, a pedida é o bloco Borrachudo. O organizador é o vereador Marcos Henriques (PT). O grupo se reúne em camarote na estrutura do Muriçocas do Miramar, na Quarta-feira de Fogo. Funcionário de carreira da Caixa Econômica, Henriques lembra que o nome do bloco surgiu do jargão usado pelos bancários para designar cheques sem fundos. “Começamos com a participação de poucas pessoas, há 18 anos, e agora já reunimos 1500 foliões”, disse.

Já para o final das festividades, no dia 2 de março, sai às ruas o bloco Vaca Morta, organizado pelo vereador João dos Santos. A festa tem concentração na Praça da Conquista, no Padre Zé. O bairro é a área de atuação do vereador pessoense.

Operação Calvário: Justiça do Rio nega habeas corpus para dirigente da Cruz Vermelha

Daniel Gomes é suspeito de comandar esquema de desvios de recursos públicos também em hospitais paraibanos

Operação apura desvios de recursos públicos. Foto: Divulgação/polemica.paraiba.com.br

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou nesta quinta-feira (22), por unanimidade, habeas corpus para o empresário Daniel Gomes da Silva. Ele foi preso na segunda etapa da operação Calvário, desencadeada, em conjunto, pelos ministérios públicos da Paraíba e do Rio de Janeiro. Gomes é suspeito de comandar um esquema de desvios de recursos públicos na Cruz Vermelha Brasileira, filial Rio Grande do Sul. Na Paraíba, o grupo movimentou R$ 1,2 bilhão em contratos entre 2011 e 2018, incluíndo também o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep). Os dois administram, no Estado, o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, o Hospital Metropolitano de Santa Rita e o Regional de Mamanguape.

A segunda fase da operação Calvário foi desencadeada no dia 1° de fevereiro. Além de Daniel, na oportunidade, foram presos o ex-assessor do governo da Paraíba, Leandro Nunes Azevedo, e a secretária particular de Daniel, Michelle Cardozo. No mesmo dia, foram alvos de mandados de busca e apreensão os secretários estaduais Livânia Farias (Administração) e Waldson de Souza (Planejamento e Gestão). O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba investiga supostos pagamentos a autoridades feitos pelos responsáveis pela Cruz Vermelha. Na primeira etapa da operação, no ano passado, foram presos Daniel e mais 11 empresários e diribentes da empresa.

Caixas de dinheiro

O ex-assessor preso, na Paraíba, tem um longo histórico de proximidade com a secretária Livânia Farias. As investigações do Ministério Público mostraram que, durante a campanha eleitoral de 2018, ele foi ao Rio de Janeiro em suposta operação de transporte de valores repassados pela Cruz Vermelha. O chefe da organização criminosa, de acordo com o MPPB e o MPRJ, é o empresário Daniel Gomes da Silva. Em meio às investigações e às denúncias, Leandro Nunes Azevêdo foi exonerado do governo do Estado. O governador João Azevêdo (PSB), ao ser questionado sobre o assunto, nesta quinta-feira (31), disse que o ex-auxiliar pediu exoneração do cargo. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 19 deste mês, poucos dias depois de uma equipe do Fantástico, da Rede Globo, vir à Paraíba para fazer matéria sobre o assunto.

Em cinco anos, a Previdência da Paraíba terá acumulado déficit de R$ 10 bilhões

Cálculos integraram relatórios da LDO aprovada na Assembleia Legislativa

João Azevêdo demonstra preocupação com o déficit da Previdência estadual. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), saiu do Fórum Nacional de Governadores, em Brasília, dando sinais de preocupação em relação à reforma da Previdência. O texto apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) não contempla os déficits dos estados. Em todo o Brasil, organizados ou desorganizados, todos os governos veem o tema com preocupação. Na Paraíba, a previsão é a de que até 2023 o estado acumule um déficit de R$ 10 bilhões. Isso representa quase o montante do orçamento anual para todo os entes do Estado.

Reprodução/Diário Oficial do Estado

João Azevêdo falou também de temas como na necessidade de “respeito às diferenças dos cidadãos” na reforma. O texto em debate no Congresso Nacional, desta vez, contempla os estados. Ou seja, as regras valerão também para os governos estaduais. Um destes pontos diz respeito à contribuição dos servidores para a Previdência. Elas poderão chegar a 22% dos salários. Atualmente, são 11% na Paraíba. A realidade do estado é grave. Neste ano, pelo quadro, o déficit deve chegar a R$ 3,5 bilhões.

A arrecadação na Paraíba vem registrando tendência de queda desde 2016, enquanto que as despesas vêm crescendo. A diferença entre o acumulado da arrecadação todos os anos é muito grande. A ponto de a previsão para 2023 ser de arrecadação de R$ 580,1 milhões e despesa de R$ 2,3 bilhões. Há a tendência de aumento do número de aposentados para os próximos anos, ao passo que a arrecadação não tem crescido. Waldson de Souza estima que todos os meses o Estado destina R$ 120 milhões para cobrir o rombo na Previdência do Estado, a PBPrev.

A situação é similar ao que ocorre em todos os outros estados da federação. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Assembleia Legislativa aprovou no ano passado projeto elevando de 11% para 14% o desconto na folha de pagamento dos servidores para custear a Previdência.

Júri inocenta suspeito de assassinato eleito vereador enquanto estava preso

Bira Rocha fez campanha da cadeia, em Catolé do Rocha, e foi votar algemado no dia da eleição

Reprodução

O Tribunal do Júri de Campina Grande inocentou nesta quarta-feira (20) o réu Ubiraci Rocha, popularmente conhecido por Bira Rocha. Ele estava preso desde 2016, ano no qual foi eleito vereador de Catolé do Rocha. O dado interessante é que, na época, ele foi votar algemado, enquanto era saudado por eleitores. Das urnas, ele recebeu 948 votos , o suficiente para carimbar passagem para o Legislativo Municipal. O ato contínuo desta história é que, sem autorização para tomar posse, ele renunciou ao mandato em 2017.  Ele era filiado ao PPS.

No julgamento, Bira Rocha foi inocentado da acusação de ser o mandante do homicídio que vitimou Daniel dos Santos Paiva, fato ocorrido em janeiro do mesmo ano em que ele disputou a eleição. Após a decisão, ele foi solto. A denúncia do Ministério Público foi rejeitada por falta de provas. Bira Rocha estava preso desde maio de 2016, no Presídio Padrão Manoel Gomes, em Catolé do Rocha. Ele foi o sexto candidato mais votado nas eleições para a Câmara. Com a renúncia de Ubiraci Rocha, foi empossado no cargo o suplente Valdeci Dantas da Cunha (PTB).

Durante a campanha, o então postulante usou como jingle uma adaptação da música “Metralhadora”, da baiana Banda Vingadora. E não apenas isso, a “canção” é encerrada com uma rajada de balas.

 

 

Sindicatos que compõem a Fiep manifestam apoio a Buega Gadelha

Entidades dizem confiar na inocência de Gadelha, que foi afastado do comando da Federação

Nota foi divulgada por entidades que compõem o sistem aindústria. Foto: Divulgação

Vinte e cinco sindicatos que compõem a Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep) divulgaram nota, nesta quarta-feira (20), com manifestação de apoio a Buega Gadelha. O dirigente da entidade foi alvo de mandado de prisão temporária, na última terça-feira (19), no bojo da operação Fantoche. A Polícia Federal, na ação, investiga o suposto envolvimento de membros do “Sistema S” com a empresa Aliança Comunicação. As suspeitas são de que recursos do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Ministério do Turismo foram desviados através de empresas de fachada. Ao todo, R$ 400 milhões teriam sido movimentados pelo grupo em 17 anos.

Buega foi solto ainda na terça-feira. A Justiça Federal em Pernambuco, no entanto, determinou também o afastamento cautelar dele do cargo por 90 dias. Os dirigentes sindicatos, na nota divulgada nesta quarta, se dizem confiantes de que as investigações irão inocentar Gadelha.

Confira a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

Nós, Presidentes dos Sindicatos que compomos a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, sentimo-nos no dever de vir a público para informar a toda a população e às autoridades constituídas que depositamos plena confiança no trabalho e condução do Presidente da FIEP, Francisco de Assis Benevides Gadelha, à frente dos destinos do Sistema Indústria da Paraíba, sobretudo pela administração séria, e competente que consolida sua liderança.

A história de vida de Buega é de um homem bom, humilde no trato e foi construída com competência, dignidade e caráter, predicados que são penhores da sua hombridade. Somos, portanto, solidários a ele neste momento, confiantes de que os fatos já estão sendo esclarecidos com a maior rapidez e transparência possível, ressaltando nossa crença nas instituições e no esclarecimento dos fatos para o bem da verdade e da honra das pessoas.

SINDIAÇÚCAR – PB
SINDIÁLCOOL – PB
SINDIARROZ – PB
SINDIBEBIDAS – PB
SINDIBENTONITA – PB
SINDICALÇADOS – PB
SINDICER – PB
SINDOCES – PB
SINDUSCON – PB
SINDUSCON – JP
SINDOCOUROS – PB
SINDOFIBRAS – PB
SINDIMINERAIS – PB
SINDITÊXTIL – PB
SINDIGRÁFICA – PB
SINDISEGURANÇA – PB
SINDIPLAST – PB
SINDICAFÉ – PB
SINDIMETALÚRGICA – PB
SINDIPAN – PB
SINDIPAN – CG
SINDISABÃO – PB
SINDIVEST – PB
SINDIVIDROS – PB
SINDIREPA – PB

Justiça afasta Buega Gadelha do comando da Fiep por 90 dias

Medida cautelar foi decidida por magistrado após dirigentes do “Sistema S” serem ouvidos no bojo da operação Fantoche

Buega Gadelha se encontrava em Brasília quando se apresentou à Polícia Federal. Foto: Divulgação

A Justiça Federal em Pernambuco determinou o afastamento de Buega Gadelha do comando da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep). A decisão foi proferida na mesma sentença que definiu a soltura do dirigente, preso no bojo da operação Fantoche. Gadelha é acusado pela Polícia Federal de participação em um suposto esquema de superfaturamento em contratos firmados com a empresa Aliança Comunicação. Os projetos teriam resultado em desvios de recursos do ‘Sistema S’ e do Ministério do Turismo.

Pela decisão proferida pelo juiz federal César Arthur Cavalcanti de Carvalho, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, foi afastado da função de dirigente do Departamento Nacional do SESI. A medida foi extensiva também aos dirigentes regionais. A lista inclui Ricardo Essinger, Francisco de Assis Benevides Gadelha (Buega) e José Carlos Lyra de Andrade. Eles não poderão exercer as funções diretivas no Senai, no Sesi ou na Federação Nacional da Indústria.

O afastamento deverá ter duração de 90 dias, quando os casos voltarão a ser analisados pelo magistrado. Neste período, os dirigentes ficam proibidos, inclusive, de frequentar os locais de trabalho. A decisão, inclui, também, o empresário Hebron Costa Cruz de Oliveira entre os que não poderão ser aproximar das entidades ligadas ao Sitema S. Os contratos firmados entre a Aliança Comunicação e as instituições ligadas à CNI teriam movimentado R$ 400 milhões de 2002 até agora. Parte destes recursos teria sido desviado.

Permanecem presos os irmãos Luiz Otávio e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva, todos sócios da empresa Aliança Comunicação. Além deles, também estão presos os empresários Jorge Tavares Pimentel Junior, sócio da Neves e Silva Produção, e Júlio Ricardo Rodrigues Neves, da Idea Locação de Estruturas e Iluminação.

Assembleia: CPI da Cruz Vermelha esbarra na desidratação da oposição

Dos 14 parlamentares eleitos por partidos oposicionistas, apenas 11 permanecem firmes na trincheira oposta ao governo

Raniery Paulino espera por assinatura de governista para pedir a instalação de CPI. Foto: Roberto Guedes/ALPB

Os eleitores paraibanos escolheram 14 deputados para figurarem na lista de oposicionistas na Assembleia Legislativa. O grupo, no entanto, foi desidratado a ponto de, agora, não dispor de mais de 11 nomes. O líder do bloco, Raniery Paulino, tem feito as contas. Seriam necessárias 12 assinaturas para que se protocolasse o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos da Cruz Vermelha no Estado. O problema é que apenas 11 assinaram.

Dos 14 deputados, um deles, Felipe Leitão (DEM), decidiu trocar de lado logo no início do mandato. Outros dois se recusaram a assinar o pedido de instalação de CPI. Foram eles Manoel Ludgério (PSD) e Caio Roberto (PR). Os dois já são tidos pelos líderes da oposição como governistas ou “bancada flex”. Raniery Paulino diz que o bloco está contando apenas com quem efetivamente tem contribuído para as discussões relacionadas à pauta oposicionista. “Estamos esperando uma assinatura, mas de um deputado governista”, diz, fazendo segredo sobre o nome.

Aproveitando o vácuo da oposição, que não conseguiu as assinaturas suficientes para protocolar a abertura de CPI, os governistas trataram de protocolar quatro de uma vez. Pelo regimento, apenas três CPIs poderão tramitar na Assembleia ao mesmo tempo. Foram protocoladas as comissões que pedem investigações sobre os casos de Homofobia, Feminicídio, Indústria das Multas e Direitos das Crianças. Esta última, para apurar casos de pedofilia, abandono e negligência contra crianças e adolescentes do Estado.

 

Operação Fantoche: Justiça solta Buega Gadelha e outros membros do “Sistema S”

Presidente da Fiep foi um dos 10 presos durante operação que investiga fraudes em contratos do “Sistema S” com a Aliança Comunciação

Buega Gadelha ainda não se pronunciou sobre as acusações. Foto: Reprodução

O presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, foi libertado na tarde desta terça-feira (19). Ele foi um dos dez presos no bojo da operação Fantoche, desencadeada pela Polícia Federal em seis Estados. Ao todo, junto com Gadelha, seis pessoas foram liberadas por decisão da Justiça Federal. A ação  investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo (MTur) e entidades do Sistema S, entre elas o Sesi. Um dos presos foi liberado após audiência de custódia, no Recife (PE). Os outros foram liberados em Brasília. O presidente da Fiep tinha se apresentado à PF no início da tarde desta terça, depois de ser procurado em endereços de Campina Grande.

Foram soltos nesta terça, além de Buega, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade; o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger; o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade; a empresária ligada à Aliança Comunicação, Lina Rosa Gomes Vieira da Silva, e o advogado e presidente do Instituto Origami, Hebron Costa Cruz de Oliveira. De acordo com informações da Justiça Federal de Pernambuco, eles foram soltos porque já foram ouvidos e não havia mais diligências a serem feitas

Permanecem presos os irmãos Lina Rosa, Luiz Otávio e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva, todos sócios da empresa Aliança Comunicação. Além deles, também estão presos os empresários Jorge Tavares Pimentel Junior, sócio da Neves e Silva Produção, e Júlio Ricardo Rodrigues Neves, da Idea Locação de Estruturas e Iluminação. Pela manhã, o delegado federal Renato Madsen, da PF, afirmou que os alvos da Operação Fantoche são investigados pela criação de empresas de fachada. Segundo ele, os empresários teriam criado empresas sem fins lucrativos para dificultar a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos desde 2002 por meio de convênios tanto com o ministério quanto com o Sesi. Eles receberam mais de R$ 400 milhões por esses serviços. Foram cumpridos, ainda, outros 47 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas. Segundo a PF, é investigada a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.