Vitalzinho diz que delação da OAS é “matéria requentada”

Ministro do TCU é citado em delação de diretores da OAS, referente a suposta doação ilegal de campanha

Ministro Vital do Rêgo nega as acusações feitas pelos delatores. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, classificou como “matéria requentada” a delação da empreiteira OAS. O assunto retornou às manchetes da mídia nacional, nesta quarta-feira (27), por causa da homologação das denúncias pelo Supremo Tribunal Federal. O paraibano foi acusado pelos delatores de ter embolsado R$ 3 milhões em doações ilegais de campanha, em 2014. Ao todo, R$ 125 milhões teriam sido distribuídos com 21 políticos de oito partidos entre os anos de 2010 e 2014.

“A matéria veiculada nesta quarta-feira refere-se a delação antiga, de assunto publicado há mais de três anos, e já à época explicado à opinião pública. Tal fato mostra que esta publicação de hoje é, na verdade, uma “matéria requentada”. Mesmo assim, a defesa do ministro Vital do Rego reitera sua manifestação, também já feita há mais de três anos, de que não recebeu qualquer doação irregular de campanha”, disse, em nota, a assessoria do ministro do Tribunal de Contas da União.

As informações foram publicadas inicialmente pelo jornal O Globo. No período a que se refere a denúncia, o hoje ministro era senador da República e comandava a Comissão Parlamentar Mista da Petrobras (CPMI). O dinheiro teria sido pago, segundo os delatores, para blindar os dirigentes da empreiteira na investigação.

Além de Vital do Rêgo, aparecem entre os suspeitos o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o ex-ministro Edison Lobão (MDB-MA). Teriam recebido caixa dois o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador José Serra (PSDB-SP), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral, entre outros. Os citados negam as acusações.

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