Judiciário 9:13

Operação Calvário: Justiça do Rio nega habeas corpus para dirigente da Cruz Vermelha

Daniel Gomes é suspeito de comandar esquema de desvios de recursos públicos também em hospitais paraibanos

Operação apura desvios de recursos públicos. Foto: Divulgação/polemica.paraiba.com.br

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou nesta quinta-feira (22), por unanimidade, habeas corpus para o empresário Daniel Gomes da Silva. Ele foi preso na segunda etapa da operação Calvário, desencadeada, em conjunto, pelos ministérios públicos da Paraíba e do Rio de Janeiro. Gomes é suspeito de comandar um esquema de desvios de recursos públicos na Cruz Vermelha Brasileira, filial Rio Grande do Sul. Na Paraíba, o grupo movimentou R$ 1,2 bilhão em contratos entre 2011 e 2018, incluíndo também o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep). Os dois administram, no Estado, o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, o Hospital Metropolitano de Santa Rita e o Regional de Mamanguape.

A segunda fase da operação Calvário foi desencadeada no dia 1° de fevereiro. Além de Daniel, na oportunidade, foram presos o ex-assessor do governo da Paraíba, Leandro Nunes Azevedo, e a secretária particular de Daniel, Michelle Cardozo. No mesmo dia, foram alvos de mandados de busca e apreensão os secretários estaduais Livânia Farias (Administração) e Waldson de Souza (Planejamento e Gestão). O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba investiga supostos pagamentos a autoridades feitos pelos responsáveis pela Cruz Vermelha. Na primeira etapa da operação, no ano passado, foram presos Daniel e mais 11 empresários e diribentes da empresa.

Caixas de dinheiro

O ex-assessor preso, na Paraíba, tem um longo histórico de proximidade com a secretária Livânia Farias. As investigações do Ministério Público mostraram que, durante a campanha eleitoral de 2018, ele foi ao Rio de Janeiro em suposta operação de transporte de valores repassados pela Cruz Vermelha. O chefe da organização criminosa, de acordo com o MPPB e o MPRJ, é o empresário Daniel Gomes da Silva. Em meio às investigações e às denúncias, Leandro Nunes Azevêdo foi exonerado do governo do Estado. O governador João Azevêdo (PSB), ao ser questionado sobre o assunto, nesta quinta-feira (31), disse que o ex-auxiliar pediu exoneração do cargo. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 19 deste mês, poucos dias depois de uma equipe do Fantástico, da Rede Globo, vir à Paraíba para fazer matéria sobre o assunto.

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COMENTÁRIOS

  1. Avatar for Suetoni
    EDILSON SOBRAL DE MORAIS – ADVOGADO – OAB-PB n.º 8475

    Não consigo acreditar que estes monstros mal-assombrados fizeram parte de um governo que tanto trabalhou pela Paraíba. Se estas safadezas e roubos estão colados ao Governo, que eles digam para que e para iriam. O que de maléfico fizeram neste Estado. Com a palavra os dirigentes do Estado da Paraíba.

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    Silvio Romero

    Deixe esse seboso preso por mais um ano, pra forçar ele a fazer delação premiada e entregar o chefe da quadrilha.

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    Silvio Romero

    Deixe esse seboso preso por mais um ano, pra forçar ele a fazer delação premiada e entregar o chefe da quadrilha.

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    An silva

    Creio que o governo de João.deva passar a limpo tais fraudes, devido esse contratos irregulares no governo de Ricardo. Crendo que o proprio governo atual não tenha rabo presos.

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    Valter

    Tomara que os safados maiores sejam presos, são tão culpados que estão caladinhos. Tenho nojo daquela bancada governista da Assembleia PB todos querendo encobrir e protelando pra que não se abra uma CPI que investigue os roubos! Canalhas!!

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