Em cinco anos, a Previdência da Paraíba terá acumulado déficit de R$ 10 bilhões

Cálculos integraram relatórios da LDO aprovada na Assembleia Legislativa

João Azevêdo demonstra preocupação com o déficit da Previdência estadual. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), saiu do Fórum Nacional de Governadores, em Brasília, dando sinais de preocupação em relação à reforma da Previdência. O texto apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) não contempla os déficits dos estados. Em todo o Brasil, organizados ou desorganizados, todos os governos veem o tema com preocupação. Na Paraíba, a previsão é a de que até 2023 o estado acumule um déficit de R$ 10 bilhões. Isso representa quase o montante do orçamento anual para todo os entes do Estado.

Reprodução/Diário Oficial do Estado

João Azevêdo falou também de temas como na necessidade de “respeito às diferenças dos cidadãos” na reforma. O texto em debate no Congresso Nacional, desta vez, contempla os estados. Ou seja, as regras valerão também para os governos estaduais. Um destes pontos diz respeito à contribuição dos servidores para a Previdência. Elas poderão chegar a 22% dos salários. Atualmente, são 11% na Paraíba. A realidade do estado é grave. Neste ano, pelo quadro, o déficit deve chegar a R$ 3,5 bilhões.

A arrecadação na Paraíba vem registrando tendência de queda desde 2016, enquanto que as despesas vêm crescendo. A diferença entre o acumulado da arrecadação todos os anos é muito grande. A ponto de a previsão para 2023 ser de arrecadação de R$ 580,1 milhões e despesa de R$ 2,3 bilhões. Há a tendência de aumento do número de aposentados para os próximos anos, ao passo que a arrecadação não tem crescido. Waldson de Souza estima que todos os meses o Estado destina R$ 120 milhões para cobrir o rombo na Previdência do Estado, a PBPrev.

A situação é similar ao que ocorre em todos os outros estados da federação. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Assembleia Legislativa aprovou no ano passado projeto elevando de 11% para 14% o desconto na folha de pagamento dos servidores para custear a Previdência.

Júri inocenta suspeito de assassinato eleito vereador enquanto estava preso

Bira Rocha fez campanha da cadeia, em Catolé do Rocha, e foi votar algemado no dia da eleição

Reprodução

O Tribunal do Júri de Campina Grande inocentou nesta quarta-feira (20) o réu Ubiraci Rocha, popularmente conhecido por Bira Rocha. Ele estava preso desde 2016, ano no qual foi eleito vereador de Catolé do Rocha. O dado interessante é que, na época, ele foi votar algemado, enquanto era saudado por eleitores. Das urnas, ele recebeu 948 votos , o suficiente para carimbar passagem para o Legislativo Municipal. O ato contínuo desta história é que, sem autorização para tomar posse, ele renunciou ao mandato em 2017.  Ele era filiado ao PPS.

No julgamento, Bira Rocha foi inocentado da acusação de ser o mandante do homicídio que vitimou Daniel dos Santos Paiva, fato ocorrido em janeiro do mesmo ano em que ele disputou a eleição. Após a decisão, ele foi solto. A denúncia do Ministério Público foi rejeitada por falta de provas. Bira Rocha estava preso desde maio de 2016, no Presídio Padrão Manoel Gomes, em Catolé do Rocha. Ele foi o sexto candidato mais votado nas eleições para a Câmara. Com a renúncia de Ubiraci Rocha, foi empossado no cargo o suplente Valdeci Dantas da Cunha (PTB).

Durante a campanha, o então postulante usou como jingle uma adaptação da música “Metralhadora”, da baiana Banda Vingadora. E não apenas isso, a “canção” é encerrada com uma rajada de balas.

 

 

Sindicatos que compõem a Fiep manifestam apoio a Buega Gadelha

Entidades dizem confiar na inocência de Gadelha, que foi afastado do comando da Federação

Nota foi divulgada por entidades que compõem o sistem aindústria. Foto: Divulgação

Vinte e cinco sindicatos que compõem a Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep) divulgaram nota, nesta quarta-feira (20), com manifestação de apoio a Buega Gadelha. O dirigente da entidade foi alvo de mandado de prisão temporária, na última terça-feira (19), no bojo da operação Fantoche. A Polícia Federal, na ação, investiga o suposto envolvimento de membros do “Sistema S” com a empresa Aliança Comunicação. As suspeitas são de que recursos do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Ministério do Turismo foram desviados através de empresas de fachada. Ao todo, R$ 400 milhões teriam sido movimentados pelo grupo em 17 anos.

Buega foi solto ainda na terça-feira. A Justiça Federal em Pernambuco, no entanto, determinou também o afastamento cautelar dele do cargo por 90 dias. Os dirigentes sindicatos, na nota divulgada nesta quarta, se dizem confiantes de que as investigações irão inocentar Gadelha.

Confira a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

Nós, Presidentes dos Sindicatos que compomos a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, sentimo-nos no dever de vir a público para informar a toda a população e às autoridades constituídas que depositamos plena confiança no trabalho e condução do Presidente da FIEP, Francisco de Assis Benevides Gadelha, à frente dos destinos do Sistema Indústria da Paraíba, sobretudo pela administração séria, e competente que consolida sua liderança.

A história de vida de Buega é de um homem bom, humilde no trato e foi construída com competência, dignidade e caráter, predicados que são penhores da sua hombridade. Somos, portanto, solidários a ele neste momento, confiantes de que os fatos já estão sendo esclarecidos com a maior rapidez e transparência possível, ressaltando nossa crença nas instituições e no esclarecimento dos fatos para o bem da verdade e da honra das pessoas.

SINDIAÇÚCAR – PB
SINDIÁLCOOL – PB
SINDIARROZ – PB
SINDIBEBIDAS – PB
SINDIBENTONITA – PB
SINDICALÇADOS – PB
SINDICER – PB
SINDOCES – PB
SINDUSCON – PB
SINDUSCON – JP
SINDOCOUROS – PB
SINDOFIBRAS – PB
SINDIMINERAIS – PB
SINDITÊXTIL – PB
SINDIGRÁFICA – PB
SINDISEGURANÇA – PB
SINDIPLAST – PB
SINDICAFÉ – PB
SINDIMETALÚRGICA – PB
SINDIPAN – PB
SINDIPAN – CG
SINDISABÃO – PB
SINDIVEST – PB
SINDIVIDROS – PB
SINDIREPA – PB

Justiça afasta Buega Gadelha do comando da Fiep por 90 dias

Medida cautelar foi decidida por magistrado após dirigentes do “Sistema S” serem ouvidos no bojo da operação Fantoche

Buega Gadelha se encontrava em Brasília quando se apresentou à Polícia Federal. Foto: Divulgação

A Justiça Federal em Pernambuco determinou o afastamento de Buega Gadelha do comando da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep). A decisão foi proferida na mesma sentença que definiu a soltura do dirigente, preso no bojo da operação Fantoche. Gadelha é acusado pela Polícia Federal de participação em um suposto esquema de superfaturamento em contratos firmados com a empresa Aliança Comunicação. Os projetos teriam resultado em desvios de recursos do ‘Sistema S’ e do Ministério do Turismo.

Pela decisão proferida pelo juiz federal César Arthur Cavalcanti de Carvalho, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, foi afastado da função de dirigente do Departamento Nacional do SESI. A medida foi extensiva também aos dirigentes regionais. A lista inclui Ricardo Essinger, Francisco de Assis Benevides Gadelha (Buega) e José Carlos Lyra de Andrade. Eles não poderão exercer as funções diretivas no Senai, no Sesi ou na Federação Nacional da Indústria.

O afastamento deverá ter duração de 90 dias, quando os casos voltarão a ser analisados pelo magistrado. Neste período, os dirigentes ficam proibidos, inclusive, de frequentar os locais de trabalho. A decisão, inclui, também, o empresário Hebron Costa Cruz de Oliveira entre os que não poderão ser aproximar das entidades ligadas ao Sitema S. Os contratos firmados entre a Aliança Comunicação e as instituições ligadas à CNI teriam movimentado R$ 400 milhões de 2002 até agora. Parte destes recursos teria sido desviado.

Permanecem presos os irmãos Luiz Otávio e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva, todos sócios da empresa Aliança Comunicação. Além deles, também estão presos os empresários Jorge Tavares Pimentel Junior, sócio da Neves e Silva Produção, e Júlio Ricardo Rodrigues Neves, da Idea Locação de Estruturas e Iluminação.

Assembleia: CPI da Cruz Vermelha esbarra na desidratação da oposição

Dos 14 parlamentares eleitos por partidos oposicionistas, apenas 11 permanecem firmes na trincheira oposta ao governo

Raniery Paulino espera por assinatura de governista para pedir a instalação de CPI. Foto: Roberto Guedes/ALPB

Os eleitores paraibanos escolheram 14 deputados para figurarem na lista de oposicionistas na Assembleia Legislativa. O grupo, no entanto, foi desidratado a ponto de, agora, não dispor de mais de 11 nomes. O líder do bloco, Raniery Paulino, tem feito as contas. Seriam necessárias 12 assinaturas para que se protocolasse o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos da Cruz Vermelha no Estado. O problema é que apenas 11 assinaram.

Dos 14 deputados, um deles, Felipe Leitão (DEM), decidiu trocar de lado logo no início do mandato. Outros dois se recusaram a assinar o pedido de instalação de CPI. Foram eles Manoel Ludgério (PSD) e Caio Roberto (PR). Os dois já são tidos pelos líderes da oposição como governistas ou “bancada flex”. Raniery Paulino diz que o bloco está contando apenas com quem efetivamente tem contribuído para as discussões relacionadas à pauta oposicionista. “Estamos esperando uma assinatura, mas de um deputado governista”, diz, fazendo segredo sobre o nome.

Aproveitando o vácuo da oposição, que não conseguiu as assinaturas suficientes para protocolar a abertura de CPI, os governistas trataram de protocolar quatro de uma vez. Pelo regimento, apenas três CPIs poderão tramitar na Assembleia ao mesmo tempo. Foram protocoladas as comissões que pedem investigações sobre os casos de Homofobia, Feminicídio, Indústria das Multas e Direitos das Crianças. Esta última, para apurar casos de pedofilia, abandono e negligência contra crianças e adolescentes do Estado.

 

Operação Fantoche: Justiça solta Buega Gadelha e outros membros do “Sistema S”

Presidente da Fiep foi um dos 10 presos durante operação que investiga fraudes em contratos do “Sistema S” com a Aliança Comunciação

Buega Gadelha ainda não se pronunciou sobre as acusações. Foto: Reprodução

O presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, foi libertado na tarde desta terça-feira (19). Ele foi um dos dez presos no bojo da operação Fantoche, desencadeada pela Polícia Federal em seis Estados. Ao todo, junto com Gadelha, seis pessoas foram liberadas por decisão da Justiça Federal. A ação  investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo (MTur) e entidades do Sistema S, entre elas o Sesi. Um dos presos foi liberado após audiência de custódia, no Recife (PE). Os outros foram liberados em Brasília. O presidente da Fiep tinha se apresentado à PF no início da tarde desta terça, depois de ser procurado em endereços de Campina Grande.

Foram soltos nesta terça, além de Buega, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade; o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger; o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade; a empresária ligada à Aliança Comunicação, Lina Rosa Gomes Vieira da Silva, e o advogado e presidente do Instituto Origami, Hebron Costa Cruz de Oliveira. De acordo com informações da Justiça Federal de Pernambuco, eles foram soltos porque já foram ouvidos e não havia mais diligências a serem feitas

Permanecem presos os irmãos Lina Rosa, Luiz Otávio e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva, todos sócios da empresa Aliança Comunicação. Além deles, também estão presos os empresários Jorge Tavares Pimentel Junior, sócio da Neves e Silva Produção, e Júlio Ricardo Rodrigues Neves, da Idea Locação de Estruturas e Iluminação. Pela manhã, o delegado federal Renato Madsen, da PF, afirmou que os alvos da Operação Fantoche são investigados pela criação de empresas de fachada. Segundo ele, os empresários teriam criado empresas sem fins lucrativos para dificultar a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos desde 2002 por meio de convênios tanto com o ministério quanto com o Sesi. Eles receberam mais de R$ 400 milhões por esses serviços. Foram cumpridos, ainda, outros 47 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas. Segundo a PF, é investigada a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

Com mandado de prisão em aberto, Buega promete se apresentar à Polícia Federal nesta quarta

Presidente da Fiep alegou que as informações divulgadas até agora pela PF são superficiais

Buega Gadelha nega acusações e promete se apresentar à PF. Foto: Divulgação

O presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, prometeu, em nota, se apresentar à Polícia Federal nesta quarta-feira (20). Ele teve mandado de prisão expedido no bojo da operação Fantoche, desencadeada pela PF em seis estados brasileiros. Gadelha se encontra em Brasília, onde participaria de reunião da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, também foi alvo de mandado de prisão. Eles integrariam o núcleo de membros do Serviço Social da Indústria (Sesi) “alegadamente envolvidos nos desvios em apuração, seja o nacional, sejam alguns regionais de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Mato Grosso do Sul.

Veja a nota divulgada pela Fiep

A Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, tomou conhecimento sobre operação de âmbito nacional, cujo teor das investigações ainda são superficiais, basicamente através de informações da imprensa.
O Presidente Francisco Gadelha está no cumprimento de compromissos em viagem anteriormente marcada e se apresentará espontaneamente às autoridades nesta quarta-feira (20), em Recife, para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários e determinou que sejam prestadas todas as informações requisitadas pelos órgãos competentes para colaborar e esclarecer quaisquer fatos necessários. Ele acrescenta, ainda, que o Sistema Indústria da Paraíba está tranquilo e sem qualquer receio.

Além do mandado de prisão temporária, pesa contra Buega Gadelha a decisão de quebra dos sigilos bancário e fiscal. Ele também foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A operação Fantoche, desencadeada nesta terça-feira (19) pela Polícia Federal, também teve como um dos alvos a Aliança Comunicação e Cultura LTDA. A empresa é também a responsável pela organização do Maior São João do Mundo, em Campina Grande. De acordo com as investigações da PF, ela executava os projetos contratados fazendo uso de empresas de fachada. O dinheiro era fruto de convênios com o Sistema S, através do Sesi, Senai e Sesc, e do Ministério do Turismo. Pelo menos 60% do arrecadado pela Aliança, segundo a PF, vinha dos contratos suspeitos. Três dos quatro membros do grupo familiar foram presos em Pernambuco, durante a operação. Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão e 40 de busca e apreensão.

Veja a lista de alvos de mandados de prisão:

Robson Braga de Andrade – presidente da CNI

Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva – empresário e um dos donos da Aliança Comunicação. Ele já havia sido preso pela PF em 2013, na Operação Esopo

Ricardo Essinger – presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe)

Francisco de Assis Benevides Gadelha – conhecido como Buega Gadelha, é presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB). A Fiep-PB afirmou que Buega cumpre agenda em Brasília (DF)

José Carlos Lyra de Andrade – presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA)

Lina Rosa Gomes Vieira da Silva – empresária e publicitária, ligada à Aliança Comunicação

Hebron Costa Cruz de Oliveira – advogado e presidente do Instituto Origami

Jorge Tavares Pimentel Junior

Júlio Ricardo Rodrigues Neves – sócio da Idea Locação de Estruturas e Iluminação

Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva – ligado à Aliança Comunicação

Operação Fantoche: Aliança usava empresas de fachada para desviar dinheiro público, diz PF

Oito empresas executavam projetos superfaturados com recursos do Sistema S e do Ministério do Turismo

Polícia Federal investiga denúncias de corrupção na execução de projetos financiados com recursos públicos. Foto: Kleide Teixeira

A operação Fantoche, desencadeada nesta terça-feira (19) pela Polícia Federal, revelou a Aliança Comunicação e Cultura LTDA como a responsável pelo esquema de superfaturamento e lavagem de dinheiro público. A empresa é também a responsável pela organização do Maior São João do Mundo, em Campina Grande. De acordo com as investigações da PF, ela executava os projetos contratados fazendo uso de empresas de fachada. O dinheiro era fruto de convênios com o Sistema S, através do Sesi, Senai e Sesc, e do Ministério do Turismo. Pelo menos 60% do arrecadado pela Aliança, segundo a PF, vinha dos contratos suspeitos. Três dos quatro membros do grupo familiar foram presos em Pernambuco, durante a operação. Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão e 40 de busca e apreensão.

Na Paraíba, um mandado de prisão temporária teve como alvo o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Francisco de Assis Benevides Gadelha, mais conhecido como Buega Gadelha. O presidente da entidade se encontrava em Brasília e, por isso, não foi localizado pela Polícia Federal na casa dele, em Campina Grande. Houve cumprimento de mandado de busca e apreensão na Fiep. Gadelha é apontado nas investigações como um dos gestores de “departamentos do SESI (Serviço Social da Indústria) alegadamente envolvidos nos desvios em apuração, seja o nacional, sejam alguns regionais de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Mato Grosso do Sul. Gadelha é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Dos irmãos responsáveis pela Aliança, foram alvos de mandados de prisão Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, Lina Rosa Gomes Vieira da Silva e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva. O único que ficou de fora foi Luiz Geraldo Gomes Vieira da Silva. As apurações revelaram que as Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) eram contratadas pelo Sistema S e elas subcontratavam a Aliança Comunicação com o argumento de que a empresa possuía os direitos autorais dos projetos. A Aliança, por sua vez, fazia uso de empresas de fachada para executar os projetos.

Confira a relação de empresas relacionadas como de fachada:

. 1ª EMPRESA (DE FACHADA): IDEA PRODUÇÕES E LOCAÇÃO DE ESTRUTURAS E ILUMINAÇÃO
. 2ª EMPRESA (DE FACHADA): IDEA LOCAÇÃO DE ESTRUTURAS E ILUMINAÇÃO
. 3ª EMPRESA (DE FACHADA): NEVES E SILVA PRODUÇÕES LTDA
. 4ª EMPRESA (FANTASMA): MAGALHÃES & REGO PRODUÇÕES E EVENTO DE SHOWS
. 5ª EMPRESA (FANTASMA): MARCELO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
. 6ª EMPRESA (FANTASMA): FABRICIO BEZERRA E LIMA ME
. 7ª EMPRESA (FANTASMA): NUNES E ARAÚJO PRODUÇÃO DE SHOWS E EVENTOS
. 8ª EMPRESA (FANTASMA): FM5.6 LTDA.

A ação da Polícia Federal contou com o apoio do Tribunal de Contas da União e, ao todo, com a participação de 213 policiais federais e 8 auditores do TCU. Eles estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Alagoas. As medidas foram determinadas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões decorrentes desses contratos.

Se um resfriado abalou o governo Bolsonaro, imagine uma gripe…

Presidente demonstrou fraqueza ao incentivar ingerência do filho no governo e, após estrago, errou timing para demitir Bebianno

Jair Bolsonaro se depara com a primeira crise de um governo com pouco mais de um mês de vida. Foto: Renato Araújo/ABr

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) encerrou nesta segunda-feira (18) um capítulo dramático da novela em que se transformou a situação do agora ex-ministro Gustavo Bebiano. De expoente do núcleo duro da campanha vitoriosa do capitão reformado do Exército, em 2018, ele passa à condição de primeira baixa do governo. Tudo isso em meio a um enredo repleto de amadorismos e arroubos juvenis do clã Bolsonaro, com soluções bem ao nível da 5ª série. Primeiro difama, depois se intriga e só após passar a ser tratado como vacilão, decide mandar o auxiliar pastar. O resultado final não poderia ser pior: um resfriado balançou o governo e causa reflexões sobre os efeitos danosos que poderão decorrer de uma pneumonia.

Tudo começou com as acusações de que Bebiano repassou R$ 400 mil para uma candidata laranja de Pernambuco. O presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), procurou se livrar do pepino. A mulher que recebeu a terceira maior doação de campanha feita pelo partido, no ano passado, recebeu pouco mais de 200 votos. Bivar tratou de acusar Bebianno pelos repasses, afinal, o ex-fiel escudeiro de Bolsonaro era o presidente do partido durante a campanha. O então ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência negou as acusações. Pressionado, ele procurou demonstrar segurança no cargo. Alegou que havia conversado com Bolsonaro por três vezes enquanto ele estava internado para a reconstrução do trânsito intestinal. Tudo começou a dar errado a partir daí.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) entrou no circuito para desmentir Bebianno. Em vídeo, chamou o ex-presidente do PSL de mentiroso. Depois, divulgou áudio em que o presidente se recusava a atender o auxiliar. Foi então que Bolsonaro retuitou as postagens do filho, chancelando-as. A sequência disso foi outra sucessão de erros. O então ministro procurou ajuda de aliados do partido e da base. Muitos deles procuraram dar sobrevida a Bebianno. Sem nenhum sinal de fumaça do outro lado, o ex-ministro começou a dar entrevistas na imprensa. Nelas, chegou a dizer que se ele caísse, Bolsonaro também cairia. A ameaça pegou mal e afastou até as pessoas que costuravam uma reaproximação.

A demissão poderia ter ocorrido na semana passada, logo após as ameaças. A permanência faria com que todos acreditassem realmente existir algo grave o suficiente para derrubar o governo, coisa que talvez haja. Mesmo assim, o quadro se arrastou de forma desgastante por todo o fim de semana. Ao jornalista Gerson Camarotti, da Globo News, pessoas próximas a Bebianno atribuíram a ele desabafos contra o presidente. Entre eles, a declaração de que o gestor é fraco e a sensação de que ele deveria pedir desculpas ao Brasil, por ter ajudado a eleger o ex-capitão. Só na tarde desta segunda-feira (18), a demissão foi confirmada pelo presidente. Ela acontece na mesma semana em que serão encaminhados para o Congresso o pacote anticrime e a reforma da previdência.

O episódio mostra que o presidente precisa urgentemente queimar os livros de Olavo de Carvalho e Brilhante Ustra e iniciar o mais rápido possível a leitura de O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.

“O silêncio não é aceitável”, diz arcebispo sobre abusos na Igreja

Vaticano promove encontro de 21 a 24 deste mês sobre o assunto

Papa Francisco fará a abertura e o encerramento do encontro no Vaticano de 21 a 24 de fevereiro de 2019 – Max Rossi/Reuters/ABr

O Vaticano promoveu nesta segunda-feira (18) uma entrevista coletiva para a imprensa para informar como será o encontro “A proteção das crianças na Igreja”, que discutirá as denúncias de abusos cometidos por religiosos contra crianças e adolescentes, nos dias 21 a 24. Participarão representantes de conferências epicospais de 130 países e integrantes de grupos de vítimas. O Papa Francisco fará a abertura e o encerramento do encontro.

O secretário da Congregação para a Doutrina da Fé e membro da Comissão Organizadora, arcebispo de Malta Charles J. Scicluna, disse que o silêncio é inaceitável. “A negação é um mecanismo primitivo, mas devemos nos afastar do código de silêncio, quebrar a cumplicidade, porque o silêncio não é aceitável”.

O arcebispo destacou que, quando se trata de “proteger a inocência”, não é possível desistir. “A Igreja é um lugar seguro para todos, especialmente as crianças”, ressaltou. Segundo Scicluna, “não basta publicar os números, é preciso um estudo aprofundado para dar um contexto”.

Organização
Pela organização do encontro, os três dias de discussão serão dedicados a um tema específico: a responsabilidade dos bispos. Os participantes vão assistir três reportagens por dia seguidas de perguntas e respostas e trabalhos em grupo.

Haverá ainda testemunhos dos sobreviventes e momentos de oração, na abertura e no encerramento do dia. O papa Francisco abrirá os trabalhos com uma introdução e os fechará no domingo com um discurso após a missa.

Papa, missa, Galo
Papa Francisco fará a abertura e o encerramento do encontro no Vaticano de 21 a 24 de fevereiro de 2019 – Max Rossi/Reuters/ Direitos reservados

O presidente da Fundação do Vaticano Joseph Ratzinger – Bento XVI , padre Federico Lombardi, fará reuniões privadas com representantes das associações de vítimas.

O encontro ocorre dias depois de o papa Francisco expulsar o ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington (EUA), Theodore McCarrick, de 88 anos.

Da Agência Brasil