Em nota, Arquidiocese ataca quebra de sigilo e esquece a exploração sexual

Igreja precisa, efetivamente, explicar por que padres suspeitos voltaram a celebrar missas

Padres ligados à Arquidiocese da Paraíba foram acusados de pedofilia. Foto: Alberi Pontes

A Arquidiocese da Paraíba quebrou o silêncio em relação à condenação por denúncias de explocação sexual de crianças e adolescentes. Divulgou uma nota oficial, nesta segunda-feira (21). O problema, no entanto, está no conteúdo. Ele se destina a questionar uma suposta quebra de sigilo, por parte do procurador do trabalho Eduardo Varandas. Esquece, portanto, de atacar o problema. Não há no texto justificativas, por exemplo, para a liberação dos religiosos suspeitos voltarem a celebrar missas. O sinal verde, vale ressaltar, vai de encontro à orietação do Papa Francisco, que tem sido duro no combate aos casos de pedofilia na Igreja. O caso foi noticiado pelo Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (20).

A justiça trabalhista condenou a Arquidiocese, no ano passado, ao pagamento de uma indenização de R$ 12 milhões por casos de explocação sexual. As denúncias se multiplicam desde 2014, quando, por meio da carta de uma fiel, os problemas foram expostos. Ela denunciou inúmeros casos de abusos na Igreja, tudo contando com a anuência, de acordo com a acusação, do hoje arcebispo emérito dom Aldo Pagotto. Houve caso de um adolescente que relatou relações sexuais com o então arcebispo. Em meio às denúncias, Pagotto renunciou ao cargo em 6 de julho de 2016. Ele foi substituído por Dom Genival Saraiva, que assumiu a função como administrador apostólico.

Após a chegada de Dom Genival, em 2016, foram afastados os padres Severino, Jaelson de Andrade e Ednaldo Araújo, além do padre Rui Braga. É preciso que a Arquidiocese da Paraíba explique o porquê de os religiosos acusados terem voltado a celebrar missas. Esse seria um passo importante em meio à discussão, seguindo o exemplo de Roma. No fim do ano passado, o papa afastou dois cardeais por denúncias de envolvimento com a pedofilia. Não se trata de caça às bruxas, mas uma instituição fundada na fé e na confiança das pessoas, não pode se abster de dar respostas à sociedade. Sobre o sigilo imposto pela Justiça, não custa lembrar que o objetivo dele é proteger as vítimas, não a Igreja.

Oposição deve lançar Karla Pimentel para a prefeitura do Conde

Advogada é nora do ex-prefeito Aluísio Régis e deve concorrer pelo PSL de Jair Bolsonaro

Karla Pimentel em reunião com Julian Lemos e coronel Francisco. Foto: Divulgação

A corrida eleitoral para 2020 já começou no Conde, cidade da Região Metropolitana de João Pessoa. Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (21), a oposição fechou questão sobre quem deve bater chapa com a prefeita Márcia Lucena (PSB). A escolhida foi a advogada Karla Pimentel. Ela foi incumbida de presidir e estruturar o PSL na cidade. A missão foi passada pelo presidente estadual do partido, o coronel Francisco. O deputado federal eleito Julian Lemos também esteve presente da reunião. O grupo quer fortalecer a sigla para a disputa das eleições municipais, tentando surfar na onda do conservadorismo que elegeu o presidente Jair Bolsonaro em 2018.

Em conversa com o blog, Karla Pimentel disse que a escolha do nome dela é reflexo do apoio à candidatura de Bolsonaro. Ela entra para a disputa também com apoio do ex-prefeito Aluísio Régis (MDB), que foi derrotado em 2016. A pré-candidata é casada com Herman Régis, filho do ex-prefeito. “Vamos estruturar o PSL e buscar junto ao presidente Jair Bolsonaro benefícios para a cidade do Conde, visando o desenvolvimento do município”, ressaltou. A contribuição da Presidência da República, ela ressalta, poderá vir através de programas e incentivos para a atração de investimentos para a cidade.

Karla Pimentel diz esperar que o aparato do governo federal seja colocado à disposição do projeto eleitoral representado por ela. A pré-candidata vai se reunir com empresários da cidade e, a partir daí, promete buscar mais investimentos. Em relação à atual prefeita, Márcia Lucena, faz críticas com relação ao zoneamento definido pela prefeitura. Diz que ele prejudica os investimentos na cidade. Ou seja, o clima promete esquentar pras bandas do Litoral Sul.

Pedofilia: condenação faz padre Severino pedir exoneração da prefeitura do Conde

Arquidiocese da Paraíba foi condenada a pagar indenização de R$ 12 milhões por casos de exploração sexual

O padre Severino Melo é um dos religiosos acusados de exploração sexual contra crianças de adolescentes. Foto: Divulgação

O padre Severino Melo comunicou à prefeita do Conde, Márcia Lucena (PSB), nesta segunda-feira (21), que formalizará ainda nesta semana o pedido de exoneração do cargo de Secretário-chefe de Gabinete da administração municipal. A decisão foi tomada após a repercussão da matéria divulgada pelo Fantástico, da Rede Globo, a respeito da condenação da Arquidiocese da Paraíba por supostos abusos sexuais de religiosos contra crianças e adolescentes. O nome de Melo aparece entre três os sacerdotes apontados como responsáveis pelos abusos. As vítimas relataram relações sexuais também com Jaelson Alves de Andrade e Ednaldo Araújo dos Santos, além do então arcebispo Dom Aldo Pagotto.

Na conversa que teve com a prefeita, Severino Melo deu explicações sobre os motivos que o levaram a decidir pelo pedido de exoneração. Antes de tomar a decisão, ele teria procurado outros auxiliares da administração municipal. De todos, ouviu relatos sobre as dificuldades que a permanência dele no cargo trariam para a prefeitura. Seria um problema difícil de administrar. O religioso está licenciado do cargo, enquanto faz visita a parentes no Estado da Bahía. Ele foi admitido na equipe de governo ainda no início da gestão de Márcia Lucena. Pesou para a contratação os trabalhos sociais desenvolvidos na cidade. A nomeação ocorreu em 2017, apesar de as denúncias já serem conhecidas na época.

A Arquidiocese da Paraíba foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 12 milhões, em decisão da primeira instância. Os casos denunciados e a ação movida pelo Ministério Público do Trabalho ganharam repercussão pela primeira vez em 2014, com uma carta escrita por uma fiel. Ela denunciou inúmeros casos de abusos na Igreja, tudo contando com a anuência, inclusive, do hoje arcebispo emérito dom Aldo Pagotto. Houve caso de adolescente que relatou relações sexuais, inclusive, com o então arcebispo. Em meio às denúncias, Pagotto renunciou ao cargo em 6 de julho de 2016. Ele foi substituído por Dom Genival Saraiva, que assumiu a função como administrador apostólico.

Após a chegada de Dom Genival, em 2016, o padre Severino foi afastado das suas funções sacerdotais, juntamente com os monsenhores Jaelson de Andrade e Ednaldo Araújo. Só neste ano, autorizado pelo atual arcebispo da Paraíba, Dom Delson, o padre Severino Melo voltou a celebrar missas. O caso foi visto por auxiliares de Márcia Lucena como um sinal de que as denúncias contra ele não prosperariam. A crença surgiu depois que o Ministério Público da Paraíba arquivou o inquérito criminal que investigava o caso por entender que ele havia prescrito. A condenação na seara trabalhista, no entanto, criou dificuldades à permanência do padre na Prefeitura.

A carta-renúncia deve ser protocolada na Prefeitura do Conde ainda nesta semana.

Daniella diz que não definiu voto para para presidência do Senado e esquece companheiro de partido

Senadora eleita não citou Esperidião Amin, que se já se lançou para a disputa da eleição.

Por Jhonathan Oliveira

A senadora eleita Daniella Ribeiro (Progressistas) disse nesta quinta-feira (17) que ainda não sabe em quem votar na eleição para a presidência do Senado, que acontece no dia 1º de fevereiro. Em nota, ela afirmou que isso vai ser discutido pelo partido. O que chama atenção é que Daniella, futura líder da legenda, esqueceu de citar que o Progressistas já tem um nome colocado para a disputa, que é o senador eleito Esperidião Amin, de Santa Catarina.

“Ainda não tenho definição sobre esse assunto. O partido vai se reunir na última semana de janeiro para discutir, só então teremos um posicionamento”, pontuou Daniella. A senadora disse que a essa reunião foi tratada com o presidente do Progressistas, o também senador Ciro Nogueira. “Não temos pressa em definir, o que mais importa é termos uma posição coerente com a história do Progressistas”, afirmou.

Além do ‘esquecido’ Amin, a eleição para a presidência do Senado deve ter ao menos mais cinco concorrentes. O favorito é o alagoano Renan Calheiros (MDB), que se vencer a eleição vai comandar a Casa pela quinta vez. Para fazer um contraponto ao emedebista, o governo lançou o nome de Major Olímpio (PSL-SP). Também estão cotados Davi Alcolumbre (DEM-AP), Alvaro Dias (Podemos-PR), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Simone Tebet (MDB-MS),que seria uma alternativa ao nome de Renan.

Efeito cascata: TJPB, TCE e Ministério Público da Paraíba reajustam em 16,3% subsídio para 2019

Aumento na remuneração já vale a partir de 1º de janeiro deste ano.

 

Por Angélica Nunes

 

O aumento de 16,3% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já provocou efeito cascata para os membros do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público da Paraíba. Em atos dos Diários Oficiais dos respectivos órgãos, desta quarta-feira (16), os presidentes do TJPB, desembargador Joás de Brito Pereira; do TCE-PB, André Carlo Torres; e o procurador-geral de Justiça, Francisco Sheráphico da Nóbrega, determinaram a implantação do reajuste dos salários.

Apenas no Judiciário estadual, o impacto será de cerca de R$ 25 milhões, segundo cálculo da Associação dos Técnicos, Auxiliares e Analistas Judiciários da Paraíba (Astaj). Com os novos valores, os 19 desembargadores do TJ passarão a ganhar, cada um, R$ 35,4 mil. O atual teto do STF é de R$ 39,2 mil.

Além dos desembargadores, também tiveram os subsídios reajustados os 124 juízes de direito de 3ª entrância, que passaram a receber R$ 33,6 mil; seguidos pelos 42 juízes de 2ª entrância (R$ 32 mil), os 44 juízes auxiliares (R$ 32 mil), os 11 de 1ª entrância (R$ 30,4 mil) e os 30 juízes substitutos (R$ 30,4 mil).

O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Joás de Brito, argumentou em entrevista à CBN João Pessoa que a repercussão final no orçamento é de R$ 9 milhões até o fim do ano devido ao corte do auxílio moradia para a maior parte dos magistrados. “Vai haver necessidade de remanejamento pelo aumento de R$ 23 milhões, mas haverá redução com o corte do auxílio moradia, que vai ser cortado”, comentou. Joás acrescentou que o magistrado terá perda financeira de R$ 1 mil porque antes o auxílio moradia era pago sem qualquer decréscimo, líquido, sem qualquer corte.

Mais cascata

Houve aumento da remuneração também dos sete conselheiros do TCE-PB e dos procuradores de Justiça, que vão receber a partir de 1º de janeiro o mesmo subsídio dos desembargadores do TJPB, no total de R$ 35,4 mil. Além da cúpula da Corte de Contas, tiveram o subsídio reajustado os conselheiros substitutos, que passam a receber R$ 33,6 mil, e procuradores de contas, que tiveram o salário aumentado para o mesmo valor dos conselheiros substitutos.

No caso do MPPB, também houve reajuste escalonado para os procuradores de 3ª entrância (R$ 33,6 mil), de 2ª entrância (R$ 32 mil), de 1ª entrância (R$ 30,4 mil) e para os substitutos (R$ 28,8 mil). O órgão conta atualmente com 18 procuradores de Justiça e 195 promotores, segundo dados do Sagres do TCE referentes ao mês de outubro do ano passado (o mais atualizado disponível no sistema).

 

Confira o subsídio do TJPB:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira o subsídio do TCE:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira o subsídio do MPPB:

Denúncia do Ministério Público acusa Berg Lima de 128 crimes; se fossem somadas, penas passariam de mil anos

Prefeito é acusado  de montar um esquema de contratação de servidores fantasmas em Bayeux.

 

Por Jhonathan Oliveira

 

Prefeito de Bayeux reassumiu o cargo em dezembro de 2018 (Foto: Secom/Bayeux)

O prefeito de Bayeux, Berg Lima (sem partido), está envolto em mais uma ‘encrenca’ na Justiça. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou uma nova denúncia contra ele, a acusação desta vez é de desvio de recursos públicos a partir de um esquema de contratação de servidores fantasmas na administração municipal, no ano de 2017. O órgão pede que Berg seja investigado por 128 crimes de responsabilidade. Se fossem friamente somadas as penas previstas para todos esses crimes, Berg teria que cumprir 1.536 anos de cadeia.

A denúncia, assinada pelo subprocurador-geral de Justiça, Alcides Jansen, foi protocolada no dia 17 de dezembro de 2018, dois dias antes de Berg Lima reassumir o comando do Executivo de Bayeux, mas o blog teve acesso aos autos nesta segunda-feira (14). Além de Berg, foram denunciadas outras 20 pessoas, que, segundo a investigação, eram servidores fantasmas na prefeitura em 2017.

O MP quer que Berg Lima seja condenado por crime de responsabilidade por apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio. Para o órgão, cada salário pago aos ‘fantasmas’ é um ilícito diferente, dessa forma, o procurador pede que ele seja incurso 128 vezes no crime. De acordo com o decreto-lei 201/1967, as penas para esses casos vão de 2 a 12 anos de reclusão, o que significa que em caso de condenação Berg poderá pegar de 256 anos até 1.536 anos de cadeia. Se condenado, também geraria a perda do cargo.

De acordo com o Ministério Público, no entanto, a dosimetria da pena não é definida a partir de um cálculo que simplesmente soma friamente a pena máxima de cada crime, multiplicando o número de crimes pelo número de anos de pena. Esse cálculo é um pouco mais complexo e leva em consideração outras questões.

“Berg Lima orquestrou um esquema espúrio de distribuição de cargos no âmbito da administração pública municipal, cujo modo de agir apontava para um verdadeiro loteamento de cargos, ocupados por aliados políticos e seus indicados que não desempenhavam regularmente suas funções, ou seja, recebiam salário sem a correspondente contraprestação do serviço público”, diz o procurador na denúncia. Segundo o MP, os apadrinhados eram indicados informalmente para as vagas, eles eram inseridos na folha de pagamento sem ato formal de nomeação.

Os fatos relatados no processo foram externados inicialmente pelo ex-secretário de Indústria e Comércio Ramonn Acioli. Ele identificou as irregularidades, ao perceber uma enorme diferença entre os servidores que trabalhavam e os que estavam na folha de pagamento. Outros secretários identificaram o mesmo problema, mas Acioli foi mais incisivo, cobrou uma posição do prefeito e não tendo uma resposta acabou pedindo exoneração. Em 29 de junho de 2017, ele fez uma representação formal na Câmara Municipal contra o prefeito. Poucos dias depois, em 5 de julho, Berg acabaria sendo preso após ser flagrado recebendo dinheiro de um fornecedor da prefeitura.

De acordo com o Ministério Público, com os pagamentos feitos aos 20 servidores fantasmas, Berg desviou um montante superior a R$ 310, 2 mil dos cofres das prefeituras. “Os servidores acima descritos são apenas alguns fantasmas que o Ministério Público conseguiu identificar, mas é comentado que havia outros tantos, ainda não identificados servidores fantasmas no âmbito do município de Bayeux, durante a administração de Gutemberg Lima Davi, posto que a mudança sucessiva de prefeitos dificultou a identifcação, uma vez que novos gestores fizeram exoneração e novas nomeações”, destaca Alcides Jansen na peça processual.

A defesa de Berg Lima foi procurada, mais ainda não se pronunciou sobre as acusações levantadas pelo Ministério Público da Paraíba.

Deputados terão que reduzir em 20% o salário e número de servidores na Assembleia Legislativa

Resoluções homologadas por Gervásio prevê controle de frequência e mais transparência.

 

Angélica Nunes

 

Resoluções foram homologadas no fim da legislatura. Foto: Roberto Guedes/ALPB

Os deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba, quando forem empossados no próximo dia 1º de fevereiro, terão que reduzir em 20% o salário e quantidade de servidores em seu gabinete. Este percentual deve ser aplicado a cada ano em relação ao valor e quantitativo de contratados atualmente existente na Casa. A medida faz parte de uma resolução aprovada em plenário e homologada pelo presidente da Assembleia, Gervásio Maia (PSB), que está de malas prontas para a Câmara Federal, para disciplinar o funcionamento do Programa de Apoio ao Exercício do Mandato Parlamentar para a legislatura 2019/2023.

Outra condicionante é que os contratados para o Programa de Apoio ao Exercício do Mandato Parlamentar devem possuir instrução de nível superior ou técnico profissionalizante. O valor máximo para os contratos será de até R$10 mil para os contratados que possuírem nível superior de escolaridade e de até R$5 mil para aqueles que possuírem nível técnico-profissionalizante.

Outra novidade que passa a valer a partir deste ano são as melhorias nos procedimentos de transparência que serão adotados pela Assembleia Legislativa. Em 2018, o legislativo estadual foi alvo de reiterado alertas do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) por ausência de informações como a lista de servidores lotados em cada gabinete.

Mais controle

Os servidores serão monitorados com ponto eletrônico. O controle de registro de frequência dos servidores de todos os setores da Assembleia Legislativa da Paraíba, efetuado mediante meio eletrônico, com aferição por mecanismo biométrico, será instalado em 180 dias, conforme uma outra resolução homologada por Gervásio Maia. Não estão sujeitos ao ponto eletrônico os procuradores e servidores em exercício exclusivo de atividades cuja natureza inviabilize a sujeição a controle rígido de horário.

Outro detalhe é pagamento dos servidores ficará na dependência do encaminhamento da frequência atestada pelo chefe imediato, que encaminhará ao Departamento de Recursos Humanos, relatório mensal declarando a frequência do servidor.

Mais transparência

Também através de resolução, o futuro presidente da assembleia terá que criar mecanismos para encaminhar mensalmente ao TCE, bem como disponibilizadas no portal eletrônico da Assembleia Legislativa da Paraíba, folha de pagamento dos servidores efetivos e
comissionados, com as respectivas remunerações, e a relação dos contratos do Programa de Apoio ao Exercício do Mandato Parlamentar, com os seus respectivos valores. As providências serão implementadas no prazo de até 120 dias a partir da entrada em vigor desta Resolução.

 

Socorro Gadelha deve voltar gestão Cartaxo se Aguinaldo não intervir com Bolsonaro

Reforma administrativa aumentou especulação sobre retorno à Secretaria de Habitação de JP.

 

Angélica Nunes

Socorro Gadelha é cotada para governo federal e municipal. Foto: Arquivo Pessoal

O tabuleiro da reforma administrativa iniciado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), deverá ter mais uma peça movida na próxima semana com o retorno de Socorro Gadelha para a Secretaria de Habitação do município. Em entrevista à CBN João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (9), Cartaxo foi evasivo ao ser cobrado pela definição do nome da ex-secretária de volta ao cargo.

As especulações ganharam reforço após o anúncio, na última segunda-feira (7), do remanejamento da atual titular da pasta, Sachenka da Hora para a Secretaria de Infraestrutura. Cartaxo, entretanto, confirmou apenas que ofereceu o cargo à ex-auxiliar, mas que ainda aguarda retorno. “É um bom nome, é um bom nome”, limitou-se a dizer.

Pessoas do núcleo político do prefeito, no entanto, afirmam que o anúncio pode sair já na próxima semana, após o retorno do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) de sua viagem de férias. Segundo a fonte, Socorro Gadelha não quer atropelar o processo e não abre mão de que o parlamentar participe das definições.

Articulações

Atualmente, Socorro Gadelha ainda está em Brasília, respondendo pela Secretaria Nacional da Habitação do Ministério das Cidades até que o presidente Jair Bolsonaro nomeie a substituta. Este, inclusive, é outro ponto de curva que tem atrasado o definição do nome de Socorro na Habitação de João Pessoa.

Cotado para continuar líder do governo, agora do governo Bolsonaro, Aguinaldo Ribeiro poderia articular a permanência da aliada no governo federal. Aguinaldo Ribeiro, que exerceu a mesma função nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, além de ter sido ministro das Cidades na gestão petista, teve seu nome mencionado durante o programa “Fatos & Versão”, exibido pela Globo News, como opção para Bolsonaro e o cargo de Socorro Gadelha pode ser uma das exigências à mesa.

 

 

Justiça bloqueia 10% do FPM de Monteiro por deixar de instalar aterro sanitário

Decisão da Justiça Federal foi tomada a pedido do Ibama.

 

Angélica Nunes

O juiz federal Rodrigo Maia Fonte, da 11ª Vara Federal da Paraíba, determinou o bloqueio de 10% das próximas quotas mensais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) repassada ao município de Monteiro, no Cariri paraibano. A decisão foi tomada com base em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de solicitar a prefeitura de Monteiro a adequar a deposição de resíduos sólidos à legislação ambiental e a recuperar a área degradada.

A ação foi movida por descumprimento de acordo firmada em uma audiência de conciliação, realizada em 21 de novembro de 2017 e depois de a Prefeita municipal não ter comparecido a nova audiência designada pela Justiça no intuito de se alcançar uma solução final para o litígio. O Ibama afirma que chegou a requerer a fixação de multa diária, bem como o encaminhamento ao Ministério Público Federal para apuração de responsabilização criminal por crime de desobediência.

O juiz Rodrigo Maia Fonte, ao decidir, reforça que não há confirmação de que, ao longo dos anos de pendência da presente ação, o município de Monteiro tenha adotado as medidas adequadas para a deposição dos resíduos sólidos da edilidade, conforme se comprometeu perante este Juízo por várias vezes.

Na decisão, Rodrigo Maia destaca que “embora o bloqueio dos valores repassados do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) seja uma medida constritiva drástica e excepcional, com impacto direto nas finanças e administração municipais, é o próprio ente executado, com seu absoluto descaso com este processo, que exclui qualquer outra alternativa de solução”.

Prefeitura

A secretária de Finanças de Monteiro, Rosilda Henrique, disse que o município já tinha conhecimento do bloqueio e a procuradoria foi até o MPF pedindo uma prorrogação desse prazo para a adequação da situação e posteriormente crie o aterro sanitário da cidade. Ela disse que ainda não tem uma confirmação de que os recursos foram desbloqueados.

Rosilda ressaltou ainda que a outra opção que havia era de levar o lixo de Monteiro para a cidade de Sertânia, em Pernambuco, o que seria inviável do ponto de vista econômico.

Desencontro de informações marca anúncio de que PB teria mais um nome na equipe de Bolsonaro

Julian Lemos confirmou presença; Ministério diz que não confirma nome.


Por: Aline Oliveira

Um desencontro de informações marcou nesta terça-feira (8) o anúncio de que a Paraíba teria mais um nome na equipe do presidente Jair Bolsonaro.

De um lado o deputado federal eleito Julian Lemos (PSL) confirmou que, sim, Morgana Macena vai compor a equipe do Ministério da Mulher e Direitos Humanos. Do outro, uma mensagem oficial da assessoria de comunicação do órgão foi categórica: “no momento não confirmamos a informação”, diz mensagem enviada por email ao Jornal da Paraíba.

Julian falou com o Jornal da Paraíba por telefone, apressadamente e justificando que  estava no meio de um compromisso. Por isso, disse não poder dar detalhes de qual será o cargo da paraibana nem quando deve acontecer sua nomeação, mas garantiu que ela vai exercer cargo diretamente ligado à ministra Damares Alves.

>>> Pastor paraibano é nomeado como secretário no governo Bolsonaro

Morgana Macena é pastora, odontóloga, sanitarista, com especialização em Saúde Pública. Segundo Julian,ela está credenciada para o cargo por seu currículo. “Esqueça que ela é pastora, ela [vai ocupar o cargo porque] é uma cientista que tem um currículo extraordinário”, diz.

Morgana tem 57 anos e foi candidata ao cargo de Deputada Federal pelo PSL em 2018, recebendo 6.128 votos, o que equivale a 0,31% dos votos válidos, mas não foi eleita. Ela também foi candidata a vereadora de Cabedelo em 2016 e estava cotada para se candidatar à prefeitura da cidade na eleição suplementar que está marcada para março deste ano.