Cabedelo: governistas entram com mandado de segurança contra Geusa

Vereadores ligados a Vitor Hugo querem a revogação de nova composição da mesa diretora da Câmara

Geusa Ribeiro deve assumir o comando da prefeitura em janeiro. Foto: Júlia Karoliny

Os vereadores governistas, de Cabedelo, entraram na manhã desta segunda-feira (3) com mandado de segurança contra a mesa diretora da Câmara Municipal. Eles querem a revogação de projeto que alterou a composição do colegiado para o segundo biênio. O projeto foi aprovado em sessão tumultuada no dia 27 de novembro e os parlamentares ligados ao prefeito interino Vítor Hugo (PRB) alegaram ter votado na matéria sem saber o conteúdo verdadeiro. Alegaram que existia apenas uma capa do projeto. Pelo texto aprovado, a nova presidente da Casa será Geusa Ribeiro (PRP), atual mandatária da Câmara na condição de vice-presidente.

A partir de 1° de janeiro, já como presidente da Câmara de Cabedelo, ela assumirá o comando da prefeitura. Vítor Hugo, por isso, seguirá para a Câmara, desta vez na condição de segundo vice-presidente. O projeto que resultou na nova composição da Casa foi apresentado pelo vereador José Eudes (PTB). A proposta era cassar o mandato dos vereadores afastados do cargo pela Justiça no bojo da operação Xeque-Mate e efetivar os suplentes. Dez ao todo. A proposta incluiu ainda a substituição dos nomes na Mesa Diretora eleita antecipadamente para o segundo biênio.

Os vereadores mantiveram Vítor Hugo como segundo vice-presidente. Já Geusa Ribeiro foi escolhida como presidente, cargo que seria ocupado originalmente pela vereadora Jaqueline França, mulher de Leto e presa na operação Xeque-Mate. Foram preenchidos com novos nomes as vagas de presidente, primeiro vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário. Isso tirou Vítor Hugo até da linha de sucessão na Câmara. Chateado, ele acusou Geusa de manobra e de ter aplicado um golpe contra ele na Casa.

Geusa nega que tenha dado golpe e acusa os aliados do prefeito de não terem lido o projeto. Ela também nega que seja candidata a prefeita da cidade, apesar de assumir o cargo a partir de 1° de janeiro. “Não tenho pretensões eleitorais”, assegura. A disputa direta pela prefeitura vai acontecer no dia 17 de março, segundo calendário aprovado pela Assembleia Legisltiva. Vítor Hugo, por outro lado, garante que será candidato a prefeito no pleito do ano que vem. “É a vontade da população de Cabedelo”, assegura. Em dois anos, a cidade terá a terceira pessoa no comando. Se nenhum dos nomes empossados até agora for eleito na eleição direta, prevista para 17 de março, esse número aumentará para quatro.

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