Prefeitos não vão pagar o 13° em vários municípios paraibanos

Presidente da Famup revela problemas de caixa em pelo menos 10% dos municípios do Estado

Tota Guedes diz que a dificuldade de caixa em várias cidades tem feito com que eles atrasem os salários. Foto: Reprodução/Facebook

O Papai Noel não trará boas notícias para os servidores públicos em várias cidades do Estado neste fim de ano. A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) estima que pelo menos 10% dos prefeitos não conseguirão honrar com o pagamento do 13° salário. A legislação diz que a primeira parcela do benefício deve ser paga até o dia 30 de novembro. A segunda, até o dia 20 de dezembro. O provimento desta premissa, no entanto, é costumeiramente descumprido. Há municípios paraibanos que, no ano passado, optaram por parcelar o equivalente a um salário inteiro no ano subsequente.

O presidente da Famup, Tota Guedes, ressalta, no entanto, que a maioria dos prefeitos terá como honrar com o compromisso. Um alento, para isso, será o pagamento pelo governo federal do adicional, referente ao 1% do bolo tributário do ano. Para a Paraíba, a estimativa é que sejam liberados R$ 132 milhões, divididos para os municípios. Nos menores, justamente os com índice 0.6, o volume de recursos liberado será de R$ 380 mil. “É um recurso importante, uma conquista municipalista, que tem ajudado, todos os anos, no pagamento do 13° dos servidores”, ressaltou.

O arrocho nas contas fez com que vários prefeitos paraibanos recorressem ao enxugamento da folha. Cidades como Cabedelo, Patos, Serra Grande, Campina Grande e Monteiro fizeram o dever de casa. Eles demitiram comissionados e servidores contratados por excepcional interesse público. Os cortes são orientados, em geral, pelo Tribunal de Contas do Estado, com base nas informações sobre excessos de pessoal.

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