Segurança e saúde foram os temas dominantes no debate das TVs Cabo Branco e Paraíba

Temas foram apontados pelos eleitores paraibanos como as maiores preocupações na pesquisa realizada pelo Ibope

 

O debate entre os candidatos ao governo, na Paraíba, foi marcado pela abordagem de temas relacionados à saúde e à segurança pública. Ou melhor, à alegada deficiência nos dois setores. Os pontos, vale ressaltar, coincidem com os elencados como as principais preocupações dos paraibanos em pesquisa recente realizada pelo Ibope. O primeiro está no topo das preocupações de 71% dos paraibanos. Já o segundo tem 51%. O alvo principal dos ataques, no debate, foi o candidato governista João Azevêdo (PSB), principalmente por ser o líder na última consulta eleitoral realizada pelo Ibope na Paraíba. O socialista apareceu com 32% da preferência do eleitorado, seguido de José Maranhã0 (MDB), com 28%; Lucélio Cartaxo (PV), com 19%, e Tárcio Teixeira (Psol), com 2%. Por isso, é o alvo a ser batido.

O primeiro bloco do debate mediado pelo jornalista Ernesto Paglia, da Rede Globo, teve perguntas livres e ordem dos candidatos definida por sorteio. Ele serviu de experimentação para os candidatos. João Azevêdo (PSB) focou logo no início o senador José Maranhão (MDB). Ele questionou o adversário sobre investimentos para a geração de emprego e acusou o presidente Michel Temer, do partido do parlamentar, de perseguir a Paraíba, impedindo a liberação de empréstimos internacionais. Maranhão retrucou a acusação e disse que as falhas são do governador Ricardo Coutinho (PSB). Na sequência foi a vez de Lucélio Cartaxo (PV) questionar Azevêdo. Ele focou a segurança, travando embate sobre a responsabilidade do policiamento. Já Tárcio Teixeira (Psol) fez críticas a José Maranhão e a Lucélio Cartaxo. O primeiro por supostas deficiências na política para a agricultura e o segundo a respeito da alegada perseguição na prefeitura de João Pessoa.

O segundo bloco foi iniciado com troca de acusações, de forma mais forte, entre os candidatos. José Maranhão questionou Lucélio sobre investimentos em saúde e, no rebate, ouviu críticas por suposto descaso com o setor nos governos do emedebista. Pontos, inclusive, defendidos por Maranhão. Já Lucélio questionou Tárcio a respeito da geração de emprego. O postulante do Psol, na resposta, aproveitou para, novamente, criticar a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PV), irmão de Lucélio. No passo seguinte, Tárcio questionou João sobre uma possível redução de impostos e o socialista respondeu que a carga tributária, no estado, é justa. O socialista, por outro lado, questionou José Maranhão sobre cultura e ouviu do emedebista o relato de obras realizadas no governo dele e promessa de criação de rotas culturais.

No terceiro bloco, o clima esquentou no embate entre João e Tárcio. O postulante do Psol acusou o colega de disputa de receber salários de R$ 45 mil. O socialista se defendeu garantindo que recebe praticamente o mesmo salário de Tárcio e foi desafiado para um confronto. Depois disso, foi a fez de José Maranhão mirar o governista. Ele questionou o candidato sobre obras hídricas e João fez um relato sobre obras e programas para um eventual governo. Ao ser questionado sobre a falta de água, alegou que a Paraíba ficou sete anos sem chuvas.

Outro momento tenso do debate ocorreu quado Lucélio questionou José Maranhão sobre processo que tramita no Congresso, referente ao acúmulo de salários. Maranhão negou a informação. Depois disso o emedebista partiu para o ataque, questionando suposto superfaturamento nas obras da Lagoa. Ele ainda questionou sobre o meio de vida do adversário, questionando sobre com que ele trabalha. O bloco foi concluído com pergunta de João para Lucélio. Novamente o tema foi a segurança hídrica. O socialista questionou o adversário sobre questões relacionadas a segurança hídrica. Lucélio criticou a paralisação das obras, principalmente da adutora Acauã-Araçagui. Já João Azevêdo criticou a demora para a conclusão das obras do Eixo Norte da transposição.

No quarto bloco, a pergunta feita por João Azevêdo e direcionada a José Maranhão foi sobre eficiência. Não custou para que fossem feitas críticas pelo emedebista. Questionou, também, a falta de segurança no Estado. João, retomando a questão, disse que a Paraíba é o sexto estado mais eficiente do Brasil. Ele ainda seguiu questionando Maranhão, alegando que nunca foi colocada emenda para a segurança pública pelo senador.

No embate de Lucélio com Maranhão, o verde questionou o senador sobre propostas para a educação. O emedebista diz que teve toda a atenção com a UEPB, mesmo tendo enfrentado greve. Já Lucélio prometeu levar para o Estado a experiência das escolas bilíngues. Houve ainda um embate entre Tárcio Teixeira e João Azevêdo, com novo desafio para que ele apresente os contracheques e comparasse os salários com o dele.

Tárcio Teixeira questionou ainda João Azevêdo sobre a insegurança no Estado. João, na resposta, disse que a segurança pública começou a existir a partir de 2012 e que Ricardo Coutinho chegou a pedir munições emprestadas a Pernambuco no início da gestão, porque a Paraíba não as tinha. Tárcio fez novo desafio a João para que ele apresentasse os contracheques dele, bem como como conhecer outras pessoas que fazem mais barato.

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