TRE-PB determina multa de R$ 50 mil para partido que distribuir material com Lula presidente

Decisão de magistrado diz que candidatos flagrados terão que pagar multa mínima de R$ 15 mil na Paraíba

Denúncia contra a distribuição de material de propaganda ilegal foi protocolada no TRE. Foto: Rizemberg Felipe

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba concedeu Tutela Inibitória de Urgência para proibir a distribuição de material que apresente o ex-presidente Lula (PT) como candidato à Presidência da República. A decisão foi arbitrada pelo juiz auxiliar da Propaganda Eleitoral, Kéops de Vasconcelos, atendendo pedido do Ministério Público Eleitoral. O magistrado fixou “pena de multa cominatória, que arbitro em R$ 50 mil para as coligações e partidos, e em R$ 15 mil para os candidatos, podendo tais valores ser majorados em caso de reincidência da prática ilícita e do volume do material que venha a ser, porventura, confeccionado/distribuído”. A ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral foi movida após apreensão de material de campanha em poder de de militantes da coligação A Força do Trabalho.

Reprodução

A denúncia foi protocolada tendo como base a apreensão de 16 bandeiras do candidato ao cargo de senador, Luiz Couto (PT), nas quais haveria também propaganda de Lula como candidato à Presidência da República. A apreensão ocorreu no dia 5 de setembro, que foi convertida em uma Notícia de Fato. “Foram juntadas aos autos do referido procedimento imagens de material impresso de responsabilidade dos candidatos, Antônio Ribeiro (Frei Anastácio), Luiz Albuquerque Couto, João Bosco Carneiro Júnior e Yasnaia Pollyanna Werton Dutra, no qual Lula ainda é apresentado como sendo o candidato à Presidência da República pelo PT”, ressalta trecho da denúncia juntada aos autos.

Na sua decisão, o magistrado ressalta que apesar de na peça processual não haver a comprovação de que a confecção desse material e sua distribuição ocorreram após a cassação do registro de candidatura de Lula, há sério indício de que isso tenha ocorrido. “Por outro lado, o Auto de Apreensão das 16 bandeiras do candidato ao Senado Luiz Couto, que eram conduzidas por militantes, nas quais havia a propaganda do candidato Lula à Presidência da República, é prova inconteste de que tal propaganda foi posterior ao indeferimento da candidatura”, diz o magistrado na decisão. E acrescenta: “Também se mostra patente o perigo de dano, uma vez que, em uma campanha eleitoral de prazo reduzido, a vinculação de candidatos aos cargos de Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual à candidatura de Lula à Presidência da República mostra-se nefasta, por inevitavelmente induzir o eleitorado a erro, falseando a sua escolha livre e consciente, com potencialidade de influenciar no pleito eleitoral”.

O magistrado diz ainda que divulgação, por meio de material impresso ou virtual, de dados falsos a respeito de candidatos viola flagrantemente o equilíbrio da disputa, por criar estado mental no eleitor. “Neste caso, ao ser divulgado em material impresso de propaganda o nome do ex-presidente Lula como sendo candidato à Presidência da República, após a decisão judicial que indeferiu tal candidatura, afronta não apenas a legislação eleitoral como a própria autoridade da Justiça Eleitoral. Tal propaganda é irregular por induzir os eleitores, especialmente os mais carecedores de conhecimento e discernimento, a acreditar que Lula ainda é o candidato,
induzindo-se o eleitor a erro, ao votar em um candidato pensando estar votando em outro, potencialmente influindo no resultado do pleito”, diz.

 

 

 

Tucanos e emedebistas “fogem” de presidenciáveis para liderar eleições nos estados

Os partidos têm 8 candidatos a governador que despontam nas pesquisas

O caminho para mudar é através do voto. Foto: Divulgação/TSE

As eleições deste ano têm demonstrado um descolamento das disputas para presidente da República e para governador dos estados e do Distrito Federal. Enquanto Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) despontam nas pesquisas nacionais de intenção de voto, nos estados a preferência recai sobre candidatos do MDB e do PSDB. Nos estados, para obter sucesso, a receita tem sido se descolar das lideranças nacionais. Na Paraíba, o senador José Maranhão (MDB), segundo colocado nas pesquisas, evita falar no presidente Michel Temer (MDB), tampouco no candidato à Presidência, Henrique Meireles.

Tanto o MDB como o PSDB têm oito candidatos a governador bem colocados nas pesquisas de intenção de votos do Ibope, feitas neste mês de setembro e registradas na Justiça Eleitoral. Considerando a coligação que apoia o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), sobe para 18 o número de postulantes aos governos estaduais que despontam nas sondagens eleitorais.

Os candidatos do PSDB aparecem bem posicionados nas pesquisas em estados importantes, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O MDB também está entre os dois primeiros em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com chances de resolver a eleição no primeiro turno em Alagoas e no Pará.

Mesmo com Bolsonaro liderando as pesquisas, somente em Roraima o candidato a governador do PSL está bem colocado nas sondagens de intenção de votos. O partido lançou candidaturas próprias a governador de 14 estados.

Já o PT tem sete candidatos bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, inclusive com a possibilidade de vitória no primeiro turno, no Ceará, na Bahia e no Piauí. Considerando o Pros e o PCdoB, que integram a coligação de Haddad, são mais dois candidatos a governador com chances eleitorais – no Distrito Federal e no Maranhão, respectivamente.

O PSB não lançou candidato a presidente da República, porém, pelas pesquisas de intenção de voto, está bem na corrida eleitoral em seis estados. No Espírito Santo, o PSB pode resolver o pleito no primeiro turno. O PDT tem concorrentes com chances eleitorais em cinco estados, um a mais do que o DEM.

Da Agência Brasil

 

 

 

Pesquisa Datafolha: Bolsonaro, 28%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 10%; Marina, 5%

Consulta aponta tendência de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad nas eleições deste ano

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (28) mostrou o candidato a presidente, Jair Bolsonaro (PSL), estacionado com 208% das intenções de voto. Ele é seguido pelo candidato petista Fernando Haddad, com 22%. O postulante do PT cresceu 6 pontos percentuais em relação à última consulta do instituto, realizada na semana passada. A pesquisa ouviu 9 mil eleitores entre quarta-feira (26) e sexta-feira (28).

Reprodução/G1

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 28%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 10%
Marina Silva (Rede): 5%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Vera Lúcia (PSTU): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 10%
Não sabe/não respondeu: 5%

Rejeição
O Instituto também perguntou: “Em quais desses nomes você não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente deste ano ? E qual mais?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro: 46%
Haddad: 32%
Marina: 28%
Alckmin: 24%
Ciro: 21%
Vera: 18%
Cabo Daciolo: 17%
Eymael: 17%
Boulos: 17%
Meirelles: 16%
Alvaro Dias: 15%
Amoêdo: 14%
João Goulart Filho: 14%
Rejeita todos: 4%
Votaria em qualquer um: 2%
Não sabe/não respondeu: 4%

Confira as simulações de segundo turno:

Ciro 42% x 36% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)

Alckmin 45% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 2%)

Ciro 48% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 12%; não sabe: 2%)

Haddad 39% x 39% Alckmin (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)

Haddad 45% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 13%; não sabe: 2%)

Ciro 41% x 35% Haddad (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)

Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 9 mil eleitores em 343 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 26, 27 e 28 de setembro
Registro no TSE: BR-08687/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”

 

Vice de Bolsonaro critica 13° e adicional de férias: “são jabuticabas”

General Mourão diz que trabalhar 12 meses e receber por 13 é uma invenção dos brasileiros

Hamilton Mourão participou de palestra no Rio Grande do Sul. Foto: Reprodução/TV

O candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), gerou nova polêmica nesta semana. Durante palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana (RS), na última terça-feira, 25, ele criticou a existência de 13º salário e o pagamento do adicional de férias no Brasil. O general da reserva do Exército Brasileiro defendeu a realização de uma reforma trabalhista que corrigisse esses pontos. Para ele, os direitos trabalhistas são “jabuticabas” — isto é, ocorrem só no Brasil e em mais nenhum outro país do mundo.

“Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada doze, como é que nós pagamos treze? É complicado, e é o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, disse o militar reformado.

Outro ponto criticado por Mourão foi o pagamento de imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017. “Sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador essa questão do sindicato, do imposto sindical, em cima da atividade produtiva, é o mais custo que existe”, disse Mourão.

Na palestra na cidade gaúcha, Hamilton Mourão defendeu um ajuste fiscal com “disciplina fiscal”. “Terá que ser produzido um ajuste fiscal, se não for produzido um ajuste fiscal o governo vai fechar. Isso vai importar em sacrifício de toda ordem, quem está dizendo que vai ser anos maravilhosos logo no começo está mentindo escandalosamente para a população”, afirmou ele, que propôs “enxugamento do Estado”, “liberalização financeira”, “desregulamentação”, abertura comercial e revisão progressiva de desonerações.

O general Mourão provocou polêmica recentemente, também durante palestra, quando disse acreditar que casas comandadas por mãe e avó, mas sem pai e avô são fábricas de desajustados.

 

 

Réus da operação Xeque-Mate são denunciados agora por improbidade

Suspeitos viraram réus em ação criminal movida também pelo Ministério Público

Leto Viana participa da audiência de Custódia que confirmou a prisão. Foto: Divulgação/TJPB

Sete réus da operação Xeque-Mate foram denunciados novamente pelo Ministério Público da Paraíba. Desta vez, eles são alvos de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Entre elas estão o prefeito afastado Wellington Viana França (Leto Viana), o ex-prefeito José Maria de Lucena Filho (Luceninha), o empresário Roberto Santiago e o radialista Fabiano Gomes. A ação tem como objeto a ‘compra de mandato’ de cargo eletivo e requer que a Justiça defira liminares de afastamento da função pública e de indisponibilidade de bens, cumulada com dano moral coletivo. Eles se tornaram réus em ação criminal.

A ação civil pública foi assinada pelos promotores de Justiça de Cabedelo, Ronaldo José Guerra, Alessandro de Lacerda Siqueira, Guilherme Barros Soares e Rogério Rodrigues Lucas de Oliveira e também tem como alvos o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Cabedelo, Lucas Santino da Silva; o ex-secretário municipal de comunicação, Olívio Oliveira dos Santos, e Fabrício Magno Marques de Melo Silva.

A ação civil pública baseia-se nas provas obtidas na Operação ‘Xeque-Mate’, deflagrada em abril, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e pela Superintendência de Polícia Federal na Paraíba, para apurar crimes praticados pelos poderes Executivo e Legislativo de Cabedelo, em conluio com empresários e servidores municipais. Ela resultou na prisão do atual prefeito (Leto Viana), do presidente da Câmara de Vereadores (Lúcio José do Nascimento Araújo) e de outros quatro vereadores, além do afastamento de cinco vereadores e de servidores municipais.Compra de mandato

Conforme explicaram os promotores de Justiça, a ação civil pública tem como objeto a ‘compra de mandato’ de prefeito. “Valendo-se da ‘fragilidade’ de Luceninha (ex-prefeito que estava sendo pressionado por credores a pagar dívidas adquiridas na campanha de 2012), Roberto Santiago, para evitar movimentos inconstantes ou surpresas indesejadas, optou adquirir, ‘comprar’, a gestão e repassá-la a Leto Viana, pessoa de sua inteira confiança e amigo de longa data, como estratégia de inibir especialmente qualquer concorrência ao seu interesse e às suas atividades empresariais”, explicou o promotor Ronaldo Guerra.

Conforme apurou o MPPB, o empresário Roberto Santiago participou da compra do mandato de prefeito de Luceninha porque pretendia que o prefeito Leto Viana impedisse a instalação de um shopping center na cidade de Cabedelo. “De fato, até a prisão de Leto, o shopping, a ser edificado pelo conhecido Grupo Marquise, não conseguiu se instalar no município.

A concretização da transação, mediante o pagamento de parte da quantia acordada, ocorreu em 20 de novembro de 2013, quando Roberto Santiago, proprietário da empresa Portal, Leto Viana, então  vice-prefeito de Cabedelo; Lucas Santino, na condição de presidente da Câmara de Cabedelo, Olívio Oliveira, ocupante do cargo de Secretário Municipal de Comunicação e Fabiano Gomes, assessor de comunicação da empresa Portal e responsável pelo marketing da campanha eleitoral de Luceninha, ofereceram, prometeram e concretizaram vantagens patrimoniais indevidas ao então prefeito Luceninha, para que ele renunciasse ao cargo eletivo”, detalhou o promotor.

As vantagens indevidas a Luceninha se concretizaram no pagamento de quantia em dinheiro (espécie) e, outra parte, na reserva de cargos públicos, cujo provimento seria realizado a partir de pessoas indicadas pelo ex-prefeito, totalizando proveito econômico direto e indireto de aproximadamente R$ 5,3 milhões.

Pedidos

Na ação civil pública, a promotoria requer a condenação dos promovidos por ato de improbidade administrativa e a aplicação das seguintes sanções: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por oito anos; pagamento de multa civil; proibição de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos; ressarcimento integral do dano, ficando o valor da causa estimado em R$ 80,6 milhões.

 

 

Ricardo usa pagamento de salários para atacar adversários

Gestor faz postagem nas redes sociais dizendo que antes das gestões do PSB, salários eram pagos com atraso

O governador Ricardo Coutinho (PSB) causou polêmica nas redes sociais, nesta quinta-feira (27), em postagem sobre o pagamento dos salários dos servidores estaduais. O gestor apoia a candidatura de João Azevêdo (PSB) para a disputa do Governo e fez referência, na postagem, ao fato de que os salários são pagos atualmente em dia e que “é bom lembrar também disso, no dia 7”. No Twitter, o gestor anuncia pagamento para esta quinta e sexta-feira (28). “Religiosamente em dia e respeitosamente com os trabalhadores e com a economia paraibana”, pontuou na rede social.

A publicação provocou muitas reações contrárias na rede social, assim também como defesas do governador. Ricardo, na postagem, faz referência ao fato de que, antes dele, não haveria regularidade no pagamento dos salários dos servidores. Dos antecessores do governador socialista, dois estão na disputa deste ano. Um deles, José Maranhão (MDB), aparece como principal adversário do candidato governista, João Azevêdo, na disputa. O outro, Cássio Cunha Lima (PSDB), disputa a reeleição para o Senado no pleito deste ano. A coligação dele apoia a candidatura de Lucélio Cartaxo (PV)

 

Debate das TVs Cabo Branco e Paraíba com candidatos ao governo será terça-feira

Em reunião com representantes de coligações, nesta quarta, foram apresentadas as regras do debate

Ernesto Paglia será o mediador do debate das TVs Cabo Branco e Paraíba. Foto: Reprodução/TV Globo

Terça-feira, dia 2, será um dia decisivo para os candidatos ao governo da Paraíba. Eles vão se encontrar no debate das TVs Cabo Branco e Paraíba, o mais esperado em todas as eleições. O confronto, neste ano, será mediado pelo jornalista Ernesto Paglia, da Rede Globo. As regras do programa foram repassadas para os representantes dos postulantes, durante reunião na tarde desta quarta-feira (26), na sede da emissora. O espaço é considerado decisivo pelos candidatos, pela grande audiência das TVs. Por ser a última semana de campanha, é visto também como momento para tentar desidratar os adversários e, de quebra, buscar os votos dos indecisos.

Vão participar do debate os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Estarão ferente à frente João Azevêdo (PSB), José Maranhão (MDB), Lucélio Cartaxo (PV) e Tárcio Teixeira (Psol). Nesta terça, os representantes dos postulantes foram apresentadas às regras do debate. Eles souberam como vai ser a distribuição e a quantidade de blocos, bem como os tempos para considerações finais. Haverá dois blocos com temas livres e dois blocos com temas determinados. Eles foram apresentados aos temas que serão disponibilizados no embate e que serão sorteados durante o debate. Foram apresentadas também todas as questões logísticas. Uma delas é a necessidade de os candidatos chegarem uma hora e meia mais cedo.

“É um momento importante para a nossa cobertura, para que o candidato apresente suas propostas, para que perguntem entre si. E a gente espera que seja um momento de propostas, muito mais do que embates”, explicou Giulina Costa, chefe de redação da TV Cabo Branco. Para proceder a montagem do cenário, a TV Cabo Branco começa a apresentar os seus telejornais direto da redação, a partir deste sábado (29). Isso por que o estúdio vai ser todo reformado. O debate começa logo depois da novela Segundo Sol.

O debate será transmitido pelas TVs Cabo Branco e Paraíba e também através do G1, via internet, e pelas rádios CBN João Pessoa e Campina Grande.

Pleno restabelece as medidas cautelares e solta Fabiano Gomes

Defesa alegou agravamento das condições de saúde do comunicador por causa do diabetes

Fabiano Gomes foi preso após o descumprimento de medidas cautelares. Imagem/Reprodução

Na manhã desta quarta-feira (26), durante sessão ordinária, o Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba restabeleceu as medidas cautelares anteriormente impostas a Fabiano Gomes da Silva e, em consequência, revogou sua prisão preventiva, com a determinação da expedição imediata de Alvará de Soltura. O radialista foi denunciado na Operação Xeque-Mate, acusado de intermediar a compra do mandato do então prefeito de Cabedelo, Luceninha, por seu vice, Leto Viana. A decisão foi por maioria, contra os votos do desembargador-relator, João Benedito da Silva, e do juiz convocado Miguel de Britto Lyra Filho.

O relator do Agravo Interno nos Autos da Cautelar Inominada Criminal n° 000870-27.2018.815.0000 interposto pela defesa do radialista, João Benedito, ressaltou que o descumprimento de medidas cautelares constitui fundamento idôneo à decretação da prisão preventiva, nos termos dos artigos 282, § 4º, e 312, parágrafo único, do Código de Processo Penal.

A maioria do Colegiado acompanhou o voto divergente do juiz convocado Carlos Eduardo Leite Lisboa, que votou pelo restabelecimento das medidas cautelares.

A defesa sustentou, no pedido, que apenas não se apresentou em Juízo por estar acometido de grave doença psíquica (depressão), inclusive em razão das investigações da Operação Xeque-Mate, estando a tomar remédios que comprometem sua capacidade mental, tendo como reações possíveis alucinações, confusão mental e lapsos de memória.

Ainda alegou que o radialista possui condição de saúde agravada pela diabetes, bem como estaria colaborando com a Justiça, tendo depositado em Juízo seu passaporte e pedido autorização judicial para viagem a trabalho. Disse que Fabiano Gomes teria sido notificado da aplicação das medidas cautelares menos de 15 dias antes do início do período determinado para comparecimento, de modo que a proximidade das datas causou embaraço no cumprimento da medida.

Também ressaltou haver a necessidade de intimação prévia para justificar a razão de não ter comparecimento, a qual não foi realizada, em ofensa ao contraditório prévio. Por fim, não estariam presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal.

Fabiano Gomes foi preso, preventivamente, no dia 22 de agosto, pelo descumprimento da medida cautelar de comparecimento mensal em Juízo. Ao manter a prisão preventiva, à época, o desembargador João Benedito afirmou que a medida era necessária não só para reprimir ato atentatório à dignidade da Justiça, mas, principalmente, por conveniência da instrução criminal e garantia da aplicação da lei penal. O radialista foi recolhido ao presídio PB1 em João Pessoa, onde aguarda o seu Alvará de Soltura.

Com informações do Tribunal de Justiça

 

Ibope para presidente: Bolsonaro, 27%; Haddad, 21%, e Ciro, 12%

Consulta encomendada pela CNI mostra candidatos oscilando dentro da margem de erro

A nova pesquisa Ibope para a sucessão presidencial apresentou pouca variação entre os candidatos na disputa. O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre sábado (22) e segunda-feira (24). Ela mostrou o candidato Jair Bolsonaro (PSL) na liderança das intenções de voto, com 27%. Os números mostram oscilação negativa de um ponto percentual em relação à consulta divulgada na última segunda. O mesmo ocorre com o segundo colocado, Fernando Haddad (PT), que passou de 22% para 21%.

Os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 27%
Fernando Haddad (PT): 21%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 6%
João Amoêdo (Novo): 3%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 11%
Não sabe/não respondeu: 7%

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em 126 municípios. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Em relação à pesquisa Ibope anterior (com entrevistas feitas no sábado, dia 22 e domingo, dia 23), a atual pesquisa (realizada no sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, dia 24) mostra:

Jair Bolsonaro passou de 28% para 27%;

Fernando Haddad saiu de 22% para 21%;

Ciro Gomes foi de 11% para 12%;

Geraldo Alckmin se manteve com 8%;

Marina Silva saiu de 5% para 6%;

Os indecisos oscilaram de 6% para 7% e os brancos ou nulos, de 12% para 11%.

Todas as oscilações ocorreram dentro da margem de erro.

Rejeição
Os entrevistados responderam em qual candidato não votariam de jeito nenhum (nessa hipótese, o entrevistado por responder mais de um nome; daí, a soma superar 100%). Os resultados foram:

Jair Bolsonaro: 44%
Fernando Haddad: 27%
Marina Silva: 27%
Geraldo Alckmin: 19%
Ciro Gomes: 16%
Cabo Daciolo: 11%
Henrique Meirelles: 11%
Eymael: 10%
Alvaro Dias: 9%
Guilherme Boulos: 9%
Vera Lúcia: 9%
João Amoêdo: 8%
João Goulart Filho: 7%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 7%

Simulações de segundo turno
Haddad 42% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 4%)

Ciro 44% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%)

Alckmin 40% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%)

Bolsonaro 40% x 38% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 3%)

 

Expectativa do resultado
A pesquisa perguntou a cada entrevistado quem ele acha que será o próximo presidente, independentemente de sua intenção de voto. Os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro: 44%
Fernando Haddad: 20%
Ciro Gomes: 8%
Geraldo Alckmin: 7%
Marina Silva: 3%
Alvaro Dias: 1%
Henrique Meirelles: 1%
Não sabe/não respondeu: 16%
Os demais candidatos foram mencionados por menos de 1% dos entrevistados

Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 2 mil eleitores em 126 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 22, 23 e 24 de setembro
Registro no TSE: BR-04669/2018
Nível de confiança: 95%
Contratante da pesquisa: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

 

Pastor Estevam é investigado por suposto uso de igreja como “palanque eleitoral” para Jair Bolsonaro

Procurador-regional Eleitoral fez alerta recentemente aos religiosos paraibanos para que se abstenham do uso eleitoral dos templos

Pastor Estevam Fernandes é investigado por suposto uso da igreja como palanque político. Foto: Reprodução

O pastor Estevam Fernandes virou alvo de uma investigação da Procuradoria-Regional Eleitoral, na Paraíba. Ele é suspeito de utilização da Primeira Igreja Batista, em João Pessoa, como palanque eleitoral para pedir votos para o candidato a presidente, Jair Bolsonaro. O Procedimento Preparatório Eleitoral foi publicado no Diário Eletrônico do órgão, nesta terça-feira, 25. Dias atrás, o religioso se tornou estrela de um vídeo divulgado pelos eleitores do presidenciável, com pedido de votos para o capitão da reserva do Exército. No pronunciamento, ele deixa claro a preferência pelo postulante com base nas ideias expressadas por ele durante a campanha. Temas como aborto e identidade de gênero são citados.

“Pastores de todo o Brasil, éramos um grupo de mais ou menos 108 pastores, durante encontro em Brasília, nos reunimos para pensar o Brasil. Tínhamos ali 4 milhões de eleitores representados por líderes das maiores igrejas de todo o país. Levamos para o debate três candidatos, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro. E questionados sobre suas posições, sobre as questões éticas que envolvem o Brasil, com os temas ideologia de gênero e aborto todos deram suas opiniões, mas o mais claro foi Bolsonaro. Temos que alertar que a Pátria corre perigo. A gente quer um país com os valores cristãos, queremos um país que não tenhamos vergonha e nem medo de dizer que cremos na bíblia e em Jesus, na família, no casamento, que menino é menino e menina é menina e também que Deus condena o aborto”, disse.

Recentemente, o Ministério Público Federal, na Paraíba, emitiu um alerta para os religiosos e os partidos políticos. Em entrevista à CBN, o procurador Victor Veggi também deixou claro que há vedação legal para o pedido de voto para candidatos nos templos e cultos. No caso do pastor Estevam, ele recebeu prazo de cinco dias para apresentar defesa. O procedimento deve ser encerrado dentro de 60 dias, podendo ser prorrogado.

Procurado, o pastor Estevam disse que ainda não tinha sido notificado sobre a investigação e não quis comentar o assunto.

Confira a portaria:

Reprodução