Executivo 6:10

Maranhão “empobrece”, mas continua o mais rico entre os candidatos ao governo

Patrimônio declarado pelo senador é mil vezes maior que o informado pela candidata Rama Dantas

João Azevêdo, Lucélio Cartaxo, Tárcio Teixeira, José Maranhão e Rama Dantas são os candidatos ao governo. Foto: Montagem

O senador José Maranhão (MDB) declarou à Justiça Eleitoral, neste ano, um patrimônio ligeiramente menor que o informado em 2014. Naquele ano, ele disputou o cargo de senador, exercido atualmente. No pleito atual, o parlamentar disputa o governo. O postulante alega ter atualmente bens que somam R$8.037.673,96, um montante 8,9% menor que os R$ R$8.830.629,26 declarados quatro anos antes. Mesmo assim, a soma patrimonial declarada pelo medebista é mil vezes superior à da candidata que ocupa a outra ponta na escala social dos candidatos. Rama Dantas (PSTU) declarou um único bem material, um automóvel avaliado em R$ 8 mil. Se for o mesmo veículo declarado em eleições anteriores, trata-se de um Ford Ka 2004.

Na sequência dos mais ricos está João Azevêdo (PSB), que declarou patrimônio de R$1.058.340,88. O engenheiro e ex-secretário de gestões socialistas disputa as eleições pela primeira vez. O terceiro com maior patrimônio entre os candidatos paraibanos é Lucélio Cartaxo. Ele declarou uma lista de bens à Justiça Eleitoral que soma R$746.963,23. O montante representa um crescimento substancial em relação ao declarado em 2014, quando disputou vaga no Senado. O patrimônio declarado na época era de R$590.986,52. Ele não foi eleito naquele ano. O quarto mais rico entre os postulantes é Tárcio Teixeira (Psol), que apresentou declaração de bens que somam R$299.157,64.

Declaração de bens na eleição atual em sido menos detalhada e menos transparente. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil

Apesar de a Justiça Eleitoral ter voltado atrás no afrouxamento da transparência em relação aos bens declarados pelos candidatos, ainda tem sido difícil identificar de quais bens falam os postulantes. Em anos anteriores, eles eram obrigados a detalhar nome de empreendimentos e endereços. Isso fazia com que o eleitor pudesse averiguar a veracidade das informações. Neste ano, apesar das promessas de correção, até agora há apenas as informações básicas dos bens declaradas. O Tribunal Superior Eleitoral garantiu que todos terão que complementar as informações.

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