Desde a redemocratização, esta é a terceira disputa estadual sem um campinense

Em 1998, Ronaldo Cunha Lima só não foi para a disputa por que perdeu na convenção

Cássio Cunha Lima tenta a reeleição para o cargo de senador após três disputas para o governo. Foto: Júlia Karoliny/CBN

Ninguém pode subestimar o poder eleitoral de Campina Grande. Os números falam por si. Desde a redemocratização, esta é apenas a terceira eleição estadual sem um candidato ao governo oriundo da Rainha da Borborema. As outras datas em que isso foi verificado foram 1994 e 1998. Neste último, José Maranhão (MDB) venceu Ronaldo Cunha Lima (PSDB), falecido em 2012, na convenção partidária. Neste período, em três oportunidades, o município mandou para o Palácio da Redenção um nascido na cidade. Neste período, a família Cunha Lima rivalizou ora com Wilson Braga, ora com Maranhão, ora com Ricardo Coutinho (PSDB).

Em 1990, Ronaldo Cunha Lima saiu vencedor das urnas na disputa contra Wilson Braga, hoje fora da política. Quatro anos depois, Ronaldo apoio o então senador Antônio Mariz, que tinha Maranhão como vice. Mariz morreu e o vice assumiu o governo. De posse da caneta, em 1998, Maranhão e Ronaldo romperam no episódio do Campestre. Ato contínuo, eles bateram chapa na convenção partidária e o então governador venceu a disputa. Maranhão foi reeleito poucos meses depois, disputando contra Gilvan Freire. A partir daí, Ronaldo deixou o MDB e migrou para o PSDB.

Quatro anos após o pleito de 1998, já em 2002, Cássio Cunha Lima (PSDB), herdeiro de Ronaldo, foi para a disputa e venceu Roberto Paulino (MDB) nas urnas. O tucano disputou novamente em 2006 e foi reeleito contra José Maranhão. O emedebista, no entanto, tomou o mandato de volta em 2009, após um longo e penoso processo na Justiça Eleitoral. Em 2010, coube a Nelson Júnior (Psol) representar a cidade na disputa eleitoral. Ele nasceu no Rio Grande do Norte, mas se consolidou profissionalmente na cidade, onde é professor da UEPB. Naquele ano, o eleito foi o governador Ricardo Coutinho (PSB), evitando a reeleição de Maranhão.

Já em 2014, Cássio voltou novamente para a disputa estadual, mas foi derrotado por Coutinho. O pleito também teve o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, também derrotado. Agora, em 2018, saíram da cidade apenas os candidatos ao Senado. E eles foram muitos: Cássio Cunha Lima, Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Daniella Ribeiro (PP) e Nivaldo Mangueira (Psol).

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