Coligação de PSL-PRTB-DC-SD revela monstrengo eleitoral de 2018

Grupo reunido na proporcional para eleição na Paraíba representa quatro presidenciáveis e um pré-candidato ao governo

Convenção reuniu representantes de quatro partidos que apoiam Lucélio Cartaxo. Foto: Angélica Nunes

Pode procurar um alinhamento ideológico nas coligações partidárias para este ano, ele não será encontrado com facilidade. Foi isso o que se viu durante a convenção que reuniu, na Câmara de João Pessoa, nesta segunda-feira (30), lideranças de PSL, PRTB, DC e SD. Os quatro partidos vão se coligar nas eleições para referendar chapas proporcionais. Daí sairão 70 candidatos a deputado estadual e 25 a deputado federal. No contexto estadual, a liga para a união das siglas é a pré-candidatura de Lucélio Cartaxo (PV) ao governo. No plano nacional, no entanto, será cada um por si e Deus por todos.

O PSL tem Jair Bolsonaro como candidato à Presidência, da mesma forma que o PRTB vai lançar Levy Fidélix. O DC, como em todas as eleições, lançará José Maria Eymael. O SD entrou no grupo de partidos que apoia Geraldo Alckmin (PSDB), no mesmo agrupamento político integrado pelo PV de Lucélio Cartaxo. A dificuldade, sempre, é explicar a liga ideológica. PSL, PRTB, DC e SD são partidos do espectro de direita. O PV surgiu na esquerda e na paraíba terá um ex-petista como candidato. “Eu acho que a gente está partindo para uma mudança… é o novo… o diálogo… essa eleição vai ser muito diferente”, disse o vereador João Corujinha (DC).

A profusão de partidos com os mais variados matizes ideológicos reunidos em um único grupo político não é privilégio de Cartaxo. Na chapa de João Azevêdo também há uma fauna robusta de grupos dos mais diversos espectros ideológicos. Partindo do plano nacional, o PSB encara indefinição sobre alinhamento com o ex-presidente Lula (PT) ou com Ciro Gomes (PDT). Fora isso, ainda há muitos partidos da base aliada de Geraldo Alckmin (PSDB) e de Manuela D’Ávila na coligação. A mistura é tão grande que seria impossível a antiga tese de imposição de verticalização das candidaturas nos Estados.

Ao todo, 35 partidos estão aptos a inscrever candidatos para as disputas eleitorais deste ano. E ainda há vaga para mais…

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