Em vídeo, Buba Germano revela descoberta de câncer e agradece orações

Deputado descobriu através de exames de rotina um linfoma não-Hodgkin em estágio inicial e fará quimioterapia

O deputado estadual Buba Germano (PSB) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (25), para revelar a descoberta de um câncer. O parlamentar disse ter conseguido o diagnóstico em um estágio inicial da doença, o que vai facilitar o tratamento. O diagnóstico veio após exames de rotina. Trata-se de um linfoma não-Hodgkin e o tratamento será feito com quimioterapia. A doença já acometeu outras figuras públicas. Da política, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB). Do mundo artístico, os casos de maior repercussão foram os dos atores Reynaldo Gianecchini e Edson Celulari.

“Em respeito a todos os paraibanos e paraibanas venho, através deste vídeo, falar sobre o recente diagnóstico que recebi, por meio de exames de rotina. Graças a Deus é uma doença tratável e certamente iremos vencê-la, em nome de Jesus. Aproveito tb para agradecer as palavras de apoio e orações que temos recebido. Nossa luta em favor da PB não vai parar!”, escreveu Buba Germano no seu Instragram. O parlamentar é ex-prefeito de Picuí, ex-presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup) e se prepara para disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa.

O linfoma não-Hodgkin engloba um grande grupo de doenças neoplásicas, isto é, cânceres, com origem nos linfonodos. Por ser uma doença cancerígena, se não tratada de forma correta, pode levar o paciente à morte. O risco maior é que os linfomas se espalhem pelo corpo, comprometem vários grupos de gânglios linfáticos e podem se espalhar para o fígado, baço e medula óssea. Os principais sintomas são o aumento de linfonodos, ou seja, gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilha, excesso de sudorese noturna, febre, coceira na pele e perda de peso sem motivo aparente.

Ricardo diz que não viu coragem em Luciano Cartaxo para disputar a eleição

Governador faz críticas à oposição por causa das declarações de que pré-candidatura de João não decola

Ex-aliados: Ricardo Coutinho (E) durante encontro com Luciano Cartaxo (C) para definir aliança em 2014. Foto: Divulgação/PMJP

O embate infrutífero entre governo e oposição, na Paraíba, anda a todo vapor. Os grupos políticos, antes de ensaiar as promessas de campanha, claramente estão se voltando para os ataques pessoais. Depois de uma semana com a oposição espalhando a tese de que o candidato governista João Azevedo (PSB) não empolga, chegou a vez do governador Ricardo Coutinho (PSB) dar o troco. Durante entrevista na manhã desta segunda-feira (25), ele desdenhou do desempenho da oposição.

O alvo poderia ser o pré-candidato Lucélio Cartaxo (PV) ou o senador José Maranhão (MDB). Mas não, Ricardo preferiu mirar o prefeito da capital, Luciano Cartaxo (PV). Ele disse que houve uma movimentação intensa do verde com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) focando as eleições. Ambos eram pré-candidatos até o início do ano. Coutinho disse, no entanto, que nunca viu de fato o gestor campinense como postulante de fato. Já a Luciano, ele diz ter faltado coragem.

E alegou não precisar ser “Mãe Diná” para dizer isso. “Luciano só era candidato se entregasse a ele. Olha, toma aqui! Você não precisa disputar com ninguém… tome aqui. Porque jamais sairia (candidato), não tem perfil para isso. Ou seja, não tem… eu ia aqui dizer um palavrão, mas eu não posso dizer, não tem aquilo que as pessoas dizem para alguém que tem coragem”, disse.

‘Rebelião’ petista irrita Ricardo Coutinho: ‘a história vai cobrar’

Partido dos Trabalhadores se aproxima de um apoio a Lígia Feliciano por vislumbrar falta de espaço na chapa encabeçada por João Azevedo

Ricardo Coutinho critica postura do PT de cobrança de espaço na majoritária. Foto: Francisco França/Secom-PB

É tempo de racha na ala governista. O namoro do Partido dos Trabalhadores com a pré-candidatura de Lígia Feliciano (PDT) ao governo do Estado tem causado tempestades na ala governista. O governador Ricardo Coutinho (PSB), ao falar sobre o caso, disse que “a história vai cobrar (o preço), se já não estiver cobrando”. O partido vem exigindo dos socialistas, na Paraíba, contrapartidas factíveis para o apoio à pré-candidatura de João Azevedo (PSB). Eles querem espaço reservado na chapa para a disputa do Senado e que o postulante anuncie, desde já, o apoio à pré-candidatura de Lula (PT) à Presidência.

O presidente estadual do PT, Jacksom Macedo, estabeleceu prazo para que haja sinalização do PSB sobre os espaços na chapa. A sigla tem até o dia 28, dia do Encontro de Definição de Tática Eleitoral petista, para apresentar uma posição. “Estamos conversando”, diz o dirigente ao ser questionado sobre o fechamento de aliança com PSB ou PDT. A postura é criticada pelo governador, que admite haver prerrogativa petista para a definição.

“O PT já é maior de idade. O PT sabe ou pelo menos deveria saber, se não sabe é pior ainda, mas deveria saber, as coisas que acontecem na política e na conjuntura. E sinceramente, eu não fiz nada das minhas posições em função daquilo que o PT pudesse me dar.  Até por que você pode botar umas quatro existências do partido aqui na Paraíba para poder devolver a ousadia, a coragem e a determinação do nosso grupo político quando arranharam a democracia e nós nos levantamos contra”, ressaltou Coutinho, fazendo referência ao impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Sobre a posição dos petistas, Coutinho diz que “o povo vai julgar”. Ele criticou ainda a cobrança por espaços na chapa. “Acho que a política não se faz só com participação em chapa majoritária. Está tudo aberto”, destacou, lembrando que já fez campanha na Paraíba apoiando candidatos do PT e sem receber a contrapartida. “Em 2010 votei na candidata do PT (Dilma Rousseff) sem receber apoio”, acrescentou, lembrando o episódio em que o ex-presidente Lula apareceu no guia eleitoral de José Maranhão pedindo voto para o emedebista.

Sobre os petistas, Ricardo disse ainda que o partido pode até fechar com outra candidatura, mas não vai como um grupo coeso. “Você poderia me perguntar sobre (o deputado federal) Luiz Couto e ele já disse (que fica conosco)”, garantiu o governador.

Em Campina Grande, Alckmin tenta se descolar de Temer e promete vice do Nordeste

Presidenciável tucano circulou neste sábado pelo Parque do Povo e disse que desafio, se for eleito, será dobrar a renda do brasileiro

Geraldo Alckmin participou das festas juninas em Campina Grande. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, se esforçou durante entrevistas neste sábado (24), em Campina Grande, para se livrar da imagem de governista. Ele veio à cidade para participar do “Maior São João do Mundo” e foi ciceroneado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Ele é o quinto postulante a passar pela cidade. Nas entrevistas, ao ser questionado sobre a proximidade do partido com o presidente Michel Temer (MDB), ele alegou restringiu a participação tucana no governo, atualmente, à do chanceler Aloysio Nunes (SP). “Mas por uma decisão pessoal dele”, reforçou, momentos depois de alegar que o atual presidente foi escolhido pelo PT nas eleições de 2014. “O vice sempre tem uma expectativa de mandato”, acrescentou.

O PSDB foi um dos primeiro partidos a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), abrindo espaço para a posse de Michel Temer no governo. Alckmin alega que naquele momento ele, enquanto governador de São Paulo, defendeu que o partido ajudasse o Brasil, mas não fizesse parte do governo. A sigla, majoritariamente, optou por ocupar cargos na gestão. Chegou, inclusive, a ocupar quatro Ministérios importantes. Os ministros foram Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos). Deles, apenas Nunes permanece no cargo. As saídas ocorreram gradativamente após os escândalos de corrupção que tiveram o presidente Temer como alvo.

O vice nordestino

Em relação às eleições deste ano, Alckmin previu que até o final do próximo mês terá clareza sobre as alianças que serão fechadas pelo PSDB. Ele diz ter atualmente praticamente cinco partidos fechados, incluindo o PSDB. O pré-candidato não citou nomes de nenhum, mas prometeu fechar com pelo menos outros três. Ele diz querer um vice nordestino, já que a região é a segunda mais populosa do Brasil, ficando atrás apenas do Sudeste. Ele, no entanto, preferiu não se arriscar em dizer nomes, assegurou apenas que não será nenhum tucano. “O Nordeste tem 55 milhões de pessoas. É a região onde o investimento mais rapidamente dá resultado e nem com cifras tão grandes assim”, reforça.

Na área econômica, a promessa do pré-candidato é dobrar a renda do brasileiro. “O desafio econômico é muito grande, porque o Brasil passou por quase quatro anos de retração econômica, de queda de empregos, fechamento de empresas, de redução da atividade econômica”, disse, acrescentando que o partido reuniu os melhores economistas do Brasil para dar respostas no setor. Ele citou nomes como Pércio Arida, Edmar Bacha e José Roberto Mendonça de Barros. “Nossa meta é dobrar a renda do brasileiro. Quem ganha R$ 2 mil vai ganhar R$ 4 mil, quem ganha R$ 4 mil vai ganhar R$ 8 mil”, disse.

Mesmo sem dar muitos detalhes, Alckmin deu uma ideia de como pretende, se for eleito, melhorar a renda do Brasileiro. “Existe uma agenda de competitividade, melhorar a educação básica, educação básica de qualidade, abertura comercial, reduzir spread bancário, ter mais disputa na área de banco, ter mais disputa para ter crédito mais barato, infraestrutura e logística”, ressaltou, apontando as BRs 230 e 104 como investimentos em infraestrutura. Antes de Alckmin, entre os presidenciáveis, já estiveram em Campina Grande Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro, Álvaro Dias (Podemos) e Flávio Rocha (PRB). A expectativa é que no dia 5 de agosto passe pela cidade também o pré-candidato do Psol, Guilherme Boulos.

Com informações de Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco

 

Mesmo com decisão da Justiça, prefeitura de Monteiro mantém abertura do São João

Município diz ter atendido às exigências do Corpo de Bombeiros, aguarda ‘okay’ da corporação, mas fará a festa independente dele

Prefeitura de Monteiro vai abrir nesta sexta-feira os festejos juninos. Foto: Divulgação/PMM

A prefeitura de Monteiro, no Cariri paraibano, manteve para esta sexta-feira (22) a abertura das festas juninas da cidade. A medida ocorre no dia seguinte à decisão da juíza Andressa Torquato Silva, que determinou a suspensão do evento. Ela alegou, após analisar ação proposta pelo Ministério Público, que a manutenção do evento poderia oferecer risco à vida e à segurança da população. Os argumentos têm como base laudo do Corpo de Bombeiros, que apontou irregularidades no palco e nos camarotes. Foi estabelecida, inclusive, uma multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento da decisão.

De acordo com o secretário de Comunicação de Monteiro, Fred Menezes, todos os problemas foram sanados. A inspeção do Corpo de Bombeiros apontou a falta de um plano para o caso de incêndio e a definição de rotas para a evacuação do público. “Eles (os Bombeiros) parecem não ter observado que a festa ocorrerá a céu aberto. Não é em ambiente fechado”, ressaltou. A documentação foi encaminhada ao Corpo de Bombeiros e a prefeitura espera apenas um ‘okay’ da corporação. “A liminar diz que a festa poderá ocorrer após sanadas as irregularidades apontadas. Resolvemos. Agora esperamos a liberação, mas a festa vai ocorrer com ou sem ela”, disse.

Atrações

Este ano, homenageado no Festival de Cultura, o monteirense Novinho da Paraíba pela primeira vez sobe ao palco do São João em sua terra natal. O artista nacionalmente conhecido sobe ao palco nesta sexta-feira, juntamente com Adriano Silva, Davi Lourenço e Avine Vinny.

Mas os atrativos do São João de Monteiro não estão apenas no palco principal. Às 16 horas quem abre o arrasta pé é o Sítio São Francisco com muito forró pé de serra. Animação para toda a família com um ambiente agradável, seguro que conta com barraca de comidas típicas e uma linda cidade cenográfica que renderão belas fotos e maravilhosas recordações.

Em clima de Copa do Mundo e São João, a economia da cidade já recebeu mais de um milhão de reais com a injeção da primeira parcela do décimo terceiro salário nas contas dos funcionários públicos municipais, pagos no início da semana.

O clima de forró e desenvolvimento também tomou conta da rede hoteleira na cidade que encontra-se lotada com a chegada dos turistas, filhos da terra e parentes que fazem do mês de junho o período de alegria com o reencontro e de muita animação devido o São João. A festa deve se estender até a próxima quarta-feira (27).

 

 

Justiça suspende São João de Monteiro por falta de segurança em palco e camarotes

Prefeitura chegou a anunciar a manutenção da festa, prometendo resolver os problemas apontados por Ministério Público e Corpo de Bombeiros

Decisão da Justiça estabelece que a festa só seja realizada se os problemas forem sanados. Foto: Divulgação/TRF2

A abertura do São João na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, foi suspensa por decisão da Justiça. A juíza da  2ª vara de Monteiro-PB, Andressa Torquato Silva, entendeu que a manutenção do evento poderia oferecer risco à vida e à segurança da população. Ela alertou também para o risco de grandes tragédias como o já registrado nacionalmente. A magistrada tomou por base laudo de vistoria elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar. O pedido para que a festa fosse suspensa foi formulado pelo Ministério Público, apesar das professas feitas pelo Município de sanar os problemas a tempo. A Secretaria de Comunicação da Prefeitura chegou a divulgar matéria garantindo o início da festa para esta sexta-feira (22).

Aliados da prefeitura têm, constantemente, apontado perseguição política até de aliados. Na decisão, a juíza apontou que “diante do pedido urgente realizado na data de hoje pelo Ministério Público do Estado da Paraíba, defiro a tutela antecipada, inaudita autera pars, para determinar que o Município de Monteiro-PB , na conformidade do art. 300 §1º do Código Processo Civil se abstenha de utilizar o palco e os camarotes instalados para as festividades da cidade de Monteiro-PB, tudo para fins de resguardar os bens jurídicos referente à saúde, à vida e à integridade física das pessoas que participarão de tais eventos”, ressaltou. A condição para que a festa ocorra é que se sejam sanados todos os problemas apontados na vistoria.

A pena para o caso de descumprimento é de multa no valor de R$ 100 mil em desfavor de órgão ou entidades a serem indicadas pelo Ministério Público.

Em Campina Grande, Bolsonaro defende extinção de ministérios e venda de estatais

Presidenciável diz que Conselho de Direitos Humanos “defende quem não presta”.

Por Josusmar Barbosa, do Jornal da Paraíba

Jair Bolsonaro andou pelas ruas de Campina Grande em busca de apoio. Foto: Josusmar Barbosa

O pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, nesta quinta-feira (21), em Campina Grande, a extinção de 14 ministérios, entre eles, o da Segurança, e a privatização de 100 empresas estatais. Ele pregou mudança no Código Penal para que o policial não seja punido nos confrontos com mortes de marginais e disse que, se for eleito, vai tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos da ONU, alegando que o órgão só defende quem não presta.

Bolsonaro desembarcou, no aeroporto João Suassuna, por volta das 15 horas, sendo recebido por dirigentes do PSL e centenas de aliados. Ele fez um discurso, depois seguiu para a Praça da Bandeira, no Centro, falou rapidamente aos presentes e concedeu entrevista à Imprensa. Posteriormente, seguiu para o Calçadão da Cardoso Vieira, acompanhado de Julian Lemos, vice-presidente nacional do PSL. No local, Bolsonaro tomou cafezinho e fez um lanche no tradicional box de Wellington do Queijo.

Extinção de ministérios

Dos 29 ministérios existentes hoje no país, Jair Bolsonaro defendeu a extinção de 14, entre eles, o da Segurança. “Quando não se quer resolver alguma coisa, em Brasília, cria-se um ministério, quando não se quer resolver alguma coisa dentro da Câmara se cria uma comissão. Esse ministério será ser extinto, teremos uma secretaria dentro do Ministério da Justiça”, frisou o presidenciável.

Privatização

O presidenciável também pregou a privatização da maioria das empresas estatais. Para ele, só devem permanecer sob o comando do governo brasileiro, as empresa responsáveis pela geração e transferência de energia, por exemplo. “Não sou estatizante, mas dessas 150 estatais, no mínimo 100 vão embora rapidinho, você pode ter certeza disso”, enfatizou Bolsonaro, caso seja eleito ao Palácio do Planalto.

Segurança

Para enfrentar os problemas da segurança, não é preciso criar um ministério, na visão do presidenciável. Além de liberar o porte de arma parta parte da população, Bolsonaro sustenta que é preciso modificar o Código Penal. A proposta é que o policial responda por eventuais danos que provoque com o uso de armas no confronto com bandidos, mas não seja punido. “Com uma pequena mudança no Código Penal, você dá meios para o policial poder bem trabalhar, dando a resposta que a sociedade tanto precisa”, destacou.

Ao ser indagado, na entrevista, sobre a frase que “bandido bom é bandido morto”, Jair Bolsonaro respondeu: “Essa tese não é minha, é do então deputado Sivuca do Rio de Janeiro, mas entre um policial e dez marginais ou 100 marginais eu sou pela vida do policial”.

Direitos Humanos

Ainda durante a entrevista, Jair Bolsonaro apoiou a administração do presidente Donald Trump para retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. “Eu teria saído antes antes do Trump, pois aquele Conselho de Direitos da ONU não serve para absolutamente nada. Não é apenas porque vota contra Israel de forma corriqueira, mas porque está sempre do lado de quem não presta. Como presidente, tiro sim para fazer economia para o Brasil”, frisou.

Ciro e Lula

Em relação às críticas do presidenciável Ciro Gomes (PDT), que o chamou de “fascista”, Bolsonaro disse que não vai responder a um “destemperado”. Quanto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que ele é um ficha-suja, pois foi condenado por corrupção em duas instâncias, logo não pode concorrer às eleições deste ano. No início da noite, Bolsonaro participou de um evento com militantes do partidários na AABB e depois viajou para Patos, no Sertão.

 

 

Estado protocola ação para tentar impedir que UEPB adie início das aulas para 2019

Instituição alegou redução nos repasses do governo estadual para justificar, entre outras coisas, a suspensão da contratação de pessoal

UEPB anunciou medidas para adequar o orçamento à demanda da instituição de ensino. Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB) quer impedir que a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) adie para o ano que vem o início das aulas dos alunos novatos, aprovados para o período letivo 2018.1. A instituição de ensino editou nesta semana a Portaria UEPB/GR/0667/2018, para disciplinar o arrocho nas contas da universidade. O reitor Rangel Júnior explicou que a medida vai evitar o fechamento de alguns dos campi da universidade. Para tentar reverter a decisão, o governo propôs na Vara da Fazenda Pública de João Pessoa uma ação anulatória de ato administrativo. A medida foi combinada também com o pedido de obrigação de fazer e a antecipação dos efeitos da tutela.

Para justificar o pedido, o texto subscrito pelo procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, aponta suposta postura perdulária da instituição. Ele alega que foram concedidos benefícios a servidores que não teriam amparo legal, assim como contratados profissionais também de forma ilegal. O argumentos se fundam na tentativa de apontar eventuais falhas da direção da instituição de ensino na administração dos recursos públicos. A ação proposta pelo Estado não desconhece o fato de a UEPB ter respaldo legal para gerir o próprio orçamento. “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, diz o texto legal.

Em decorrência da publicação da Portaria UEPB/GR/0667/2018, a Administração Central da Instituição também publicou, na última terça-feira (19), a Portaria UEPB/GR/0668/2018, que suspende todos os editais referentes a processos de seleção simplificada de professor substituto. Desta forma, todas as seleções que estavam em andamento nos departamentos de todos os câmpus da Universidade não terão continuidade. Devido a não contratação dos professores substitutos para o período 2018.1, as chefias de departamentos da UEPB deverão distribuir as disciplinas e turmas do referido semestre letivo, a ser iniciado em 30 de julho, entre a carga horária dos docentes efetivos.

Por conta disso, a ação movida pelo governo do Estado pede que se declare a nulidade da portaria, bem como a condenação dos gestores da instituição. Veja os pontos pedidos:

(a) declaração da nulidade da Portaria 0667/2018 (UEPB/GR) – no capítulo em que adiou o início do semestre letivo de 2018.1 para o ano de 2019 – com base na teoria dos motivos determinantes, afastando, conseguintemente, o adiamento do início do semestre letivo de 2018.1 para o ano de 2019; e

(b) condenação da RÉ no dever de observância dos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, assim como ao disposto nos artigos 167, II, e 169, da Constituição Federal, e 19, II, da LC 101/2000, de modo que a sua gestão considere, apenas, os valores constantes do Quadro de Detalhamento da Despesa – QDD relativo ao orçamento de 2018 e seguintes.

 

 

 

TCE oficia Cabedelo e Bayeux sobre ilegalidade no pagamento de salários a prefeitos afastados

Leto Viana e Berg Lima, de Cabedelo e Bayeux, respectivamente, foram afastados da prefeitura por decisão da Justiça

Berg Lima foi flagrado em vídeo feito por empresário justamente no momento em que recebia dinheiro supostamente de propina. Imagem: Reprodução

Os termos da decisão do Tribunal de Contas da Paraíba sobre o pagamento das remunerações de agentes políticos e de servidores públicos afastados de suas funções por decisão judicial, foram encaminhados pela presidência da Corte, via Portal do Gestor, nesta quarta-feira (20), para conhecimento de todos os gestores – municipais e estaduais -, prefeitos e presidentes de Câmaras de Vereadores. Com isso, as prefeituras de Cabedelo e Bayeux ficam impedidas de pagar os salários dos gestores afastados do cargo por decisão judicial.

O prefeito em exercício de Cabedelo, Vítor Hugo (PRP), já decidiu cortar os salários pagos a Leto Viana e ao vice, Flávio Oliveira, ambos afastados do cargo no bojo da operação Xeque-Mate. A economia para os cofres públicos será de R$ 34 mil. Já no caso de Bayeux, o prefeito em exercício, Noquinha, prometeu cortar os pagamentos feitos a Berg Lima. O gestor foi afastado do cargo no ano passado sob a acusação de tentativa de extorsão de empresários. Sem poder se aproximar de qualquer prédio público, ele manteve o salário superior a R$ 20 mil.

Em ofício circular nº 014/2018, o presidente do TCE-PB, conselheiro André Carlo Torres Pontes, explica que está dando conhecimento, aos gestores, da decisão consubstanciada no parecer normativo TC 03/2018 em virtude da “repercussão e a relevância da presente matéria”. Publicada, em forma de extrato, no Diário Oficial Eletrônico dessa terça-feira (19), a decisão tomada na sessão plenária do último dia 13 resultou de consulta formulada pela presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Geusa de Cássia Ribeiro Dornelas.

A votação nos autos do processo 10567/18, com relatoria do conselheiro substituto Antonio Cláudio Silva Santos, firmou por maioria, na ocasião, o entendimento do Tribunal pela irregularidade do pagamento, “salvo por decisão em contrário de mesma esfera”.

O relator acolheu a consulta e, em seu voto, também justificou o envio da matéria à discussão do Pleno pela relevância do tema e fundamentado em pareceres da Consultoria Jurídica da Corte e do Ministério Público de Contas.

Aracilba Rocha assume a diretoria de Administração da Eletrobras

Engenheira paraibana retorna à companhia em momento estratégico para setor energético brasileiro

Aracilba Rocha volta ao comando de cargo estratégico na Eletrobras. Foto: Divulgação

A engenheira paraibana Aracilba Rocha assumiu a Diretoria de Administração da Eletrobras. A executiva retorna aos quadros da companhia em momento estratégico, quando se discute, entre outras coisas, a privatização de distribuidoras de energia. Ela ocupou anteriormente o cargo de presidente do Conselho de Administração da estatal. A empresa é líder em transmissão de energia elétrica no Brasil, com aproximadamente metade do total de linhas de transmissão do país em sua rede básica, em alta e extra-alta tensão. Para se ter uma ideia da importância da companhia, ela pretende investir R$ 19,756 bilhões​ no setor até 2022​.​​ ​​

Confira o perfil da executiva
Aracilba Alves da Rocha é graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e especialista em Finanças de Empresa pela Ordem dos Economistas de São Paulo e em Gerenciamento de Conjuntos Habitacionais pela Universidade de São Paulo (USP). Foi assessora da Secretaria de Planejamento do Estado de São Paulo, diretora técnica da Secretaria de Participação e Descentralização do Governo de São Paulo, diretora de recursos humanos da Empresa de Telecomunicações da Paraíba (Telpa), diretora-presidente da Empresa de Saneamento da Paraíba (Cagepa) e secretária de Fazenda do Estado da Paraíba. Atuou ainda como diretora de administração da Eletrobras, presidente do Conselho de Administração da Eletrobras Chesf, presidente do Conselho de Administração da Cepisa e diretora administrativa e financeira do Eletrobras Cepel.​