Em Campina Grande, Alckmin tenta se descolar de Temer e promete vice do Nordeste

Presidenciável tucano circulou neste sábado pelo Parque do Povo e disse que desafio, se for eleito, será dobrar a renda do brasileiro

Geraldo Alckmin participou das festas juninas em Campina Grande. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, se esforçou durante entrevistas neste sábado (24), em Campina Grande, para se livrar da imagem de governista. Ele veio à cidade para participar do “Maior São João do Mundo” e foi ciceroneado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB). Ele é o quinto postulante a passar pela cidade. Nas entrevistas, ao ser questionado sobre a proximidade do partido com o presidente Michel Temer (MDB), ele alegou restringiu a participação tucana no governo, atualmente, à do chanceler Aloysio Nunes (SP). “Mas por uma decisão pessoal dele”, reforçou, momentos depois de alegar que o atual presidente foi escolhido pelo PT nas eleições de 2014. “O vice sempre tem uma expectativa de mandato”, acrescentou.

O PSDB foi um dos primeiro partidos a apoiar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), abrindo espaço para a posse de Michel Temer no governo. Alckmin alega que naquele momento ele, enquanto governador de São Paulo, defendeu que o partido ajudasse o Brasil, mas não fizesse parte do governo. A sigla, majoritariamente, optou por ocupar cargos na gestão. Chegou, inclusive, a ocupar quatro Ministérios importantes. Os ministros foram Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos). Deles, apenas Nunes permanece no cargo. As saídas ocorreram gradativamente após os escândalos de corrupção que tiveram o presidente Temer como alvo.

O vice nordestino

Em relação às eleições deste ano, Alckmin previu que até o final do próximo mês terá clareza sobre as alianças que serão fechadas pelo PSDB. Ele diz ter atualmente praticamente cinco partidos fechados, incluindo o PSDB. O pré-candidato não citou nomes de nenhum, mas prometeu fechar com pelo menos outros três. Ele diz querer um vice nordestino, já que a região é a segunda mais populosa do Brasil, ficando atrás apenas do Sudeste. Ele, no entanto, preferiu não se arriscar em dizer nomes, assegurou apenas que não será nenhum tucano. “O Nordeste tem 55 milhões de pessoas. É a região onde o investimento mais rapidamente dá resultado e nem com cifras tão grandes assim”, reforça.

Na área econômica, a promessa do pré-candidato é dobrar a renda do brasileiro. “O desafio econômico é muito grande, porque o Brasil passou por quase quatro anos de retração econômica, de queda de empregos, fechamento de empresas, de redução da atividade econômica”, disse, acrescentando que o partido reuniu os melhores economistas do Brasil para dar respostas no setor. Ele citou nomes como Pércio Arida, Edmar Bacha e José Roberto Mendonça de Barros. “Nossa meta é dobrar a renda do brasileiro. Quem ganha R$ 2 mil vai ganhar R$ 4 mil, quem ganha R$ 4 mil vai ganhar R$ 8 mil”, disse.

Mesmo sem dar muitos detalhes, Alckmin deu uma ideia de como pretende, se for eleito, melhorar a renda do Brasileiro. “Existe uma agenda de competitividade, melhorar a educação básica, educação básica de qualidade, abertura comercial, reduzir spread bancário, ter mais disputa na área de banco, ter mais disputa para ter crédito mais barato, infraestrutura e logística”, ressaltou, apontando as BRs 230 e 104 como investimentos em infraestrutura. Antes de Alckmin, entre os presidenciáveis, já estiveram em Campina Grande Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro, Álvaro Dias (Podemos) e Flávio Rocha (PRB). A expectativa é que no dia 5 de agosto passe pela cidade também o pré-candidato do Psol, Guilherme Boulos.

Com informações de Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco

 

comentários - Em Campina Grande, Alckmin tenta se descolar de Temer e promete vice do Nordeste

  1. Marcia Disse:

    Muito bem! Confio que Alckmin fará uma excelente escolha quando ao seu vice é essa será a chapa vitoriosa.

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