Rômulo Gouveia e Raíssa Lacerda divergem sobre condução do PSD em João Pessoa

Saída de Lucélio Cartaxo da presidência do partido abriu brecha para o desentendimento entre os correligionários.

 

Por Angélica Nunes

 

A saída do núcleo político do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), do PSD acabou deixando espaços que despertaram o interesse da vereadora Raíssa Lacerda (PSD), que já havia sido a presidente do PSD de João Pessoa. A parlamentar teria afirmado nesta terça-feira (27) que iria retornar ao comando da legenda na capital, mas o presidente estadual do PSD, deputado Rômulo Gouveia, correu logo para dar um freio nos planos da correligionária.

Em nota à imprensa, Rômulo disse que o comando da legenda será discutido com todos os correligionários. O deputado destacou que tem muito respeito e admiração pela vereadora Raíssa Lacerda e tê-la ao seu lado é motivo de engrandecimento partidário. “A sua chegada, como fundadora, trouxe também para as nossas fileiras um homem de bem, a quem tenho um enorme carinho e muito apreço, nosso sempre vice-governador José Lacerda”, lembrou.

Apesar disso, ponderou Rômulo Gouveia, “há nos quadros do PSD pessoas que devem ser consideradas a participar do processo de eleição da nova composição do diretório da capital. “Há nos nossos quadros, e em especial na Câmara de Vereadores de João Pessoa, outros dois importantes companheiros, que têm contribuído com a social democracia na Paraíba, o vereador Marmuthe Cavalcante e o vereador Professor Gabriel, temos ainda na Administração Municipal, o ex-vereador, que foi presidente da Câmara e é o atual Secretário de Turismo de João Pessoa, Fernando Milanez. Portanto, temos políticos experientes e comprometidos com a transformação na vida dos pessoenses e de todos os paraibanos”, enfatizou.

Após o puxão de orelha público, a vereadora desmentiu que tenha demonstrado em algum momento interesse em reassumir a presidência do PSD em João Pessoa, com a saída de Lucélio Cartaxo, que também foi para o PV. “Na realidade eu nunca falei que queria ser presidente. Eu tenho uma relação muito boa com Rômulo, ontem estávamos em uma festa juntos, dos 80 anos de Martinho Lisboa. A única coisa que falei foi que de forma automática eu já estaria na presidência, porque como saiu muita gente do partido e saiu o presidente, então, como vice-presidente, seria algo automático. Se sai um prefeito, assume um vice, se sai um presidente, assume a vice. Mas hora nenhuma eu disse que tinha pretensões de ser a presidente do partido. Inclusive, se fosse unanimidade e todos me quisessem quanto presidente do PSD, eu não queria mais, até porque nem sei se permaneço no partido”, esclareceu.

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