Na CBN, Maranhão diz que “não existe aliança das oposições” na Paraíba

Virtual candidato ao governo, senador diz que “casamento com Cartaxo” acabou na eleição passada

Senador diz que será candidato ao governo nas eleições deste ano e não abre mão da disputa. Foto: Suetoni Souto Maior

O senador José Maranhão (MDB) jogou por terra, nesta quarta-feira (3), a tese de aliança das oposições na Paraíba. Segundo o parlamentar, virtual candidato ao governo, o agrupamento que existiu foi para o pleito de 2016. “Este casamento já foi feito. Agora estamos na fase do divórcio”, ressaltou o emedebista, durante entrevista à jornalista Michelle Sousa, na CBN João Pessoa. O casamento referido pelo parlamentar foi a aliança que resultou na reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O gestor foi reconduzido ao cargo no pleito passado tendo o emedebista Manoel Júnior na condição de vice.

O parlamentar, inclusive, demonstrou desconforto com as cobranças que diz estar recebendo. “Poderemos até apoiar, mas não aceito essa obrigação”, disse José Maranhão, sem especificar de onde tem vindo a pressão. “A aliança foi para Luciano Cartaxo se reeleger prefeito. Não temos compromisso para elegê-lo governador, presidente e nem papa”, ironizou. Ele também cobra reciprocidade, dizendo que chegou a hora, na verdade, da retribuição. “(Luciano Cartaxo) Não pode apoiar o PMDB também não?”, destacou o parlamentar.

Momentos antes, ao ser questionado se teria o apoio de Manoel Júnior, caso seja candidato ao governo, Maranhão foi evasivo. Júnior assumirá a prefeitura de João Pessoa caso Cartaxo decida disputar o governo. Neste cenário, o prefeito teria que se desincompatibilizar do cargo até o dia 7 de abril, seis meses antes das eleições. Neste caso, o parlamentar disse que não seria estratégico responder à pergunta, para não colocar o correligionário em saia justa. Em outro momento, vale ressaltar, ele lembrou que em 2014 Manoel Júnior apoiou a candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e não a do seu partido.

Ricardo encurta reuniões do Orçamento Democrático e sinaliza que pode deixar governo

Eventos para discutir investimentos se estendem até março, quando será intensificada a entrega de obras

Por Josusmar Barbosa

Apesar das declarações em contrário, governador dá sinais de que deverá disputar vaga no Senado. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho (PSB) antecipou para os meses de fevereiro e março a realização do ciclo de audiências públicas regionais do Orçamento Democrático Estadual (ODE) e deve entregar várias obras até o final do primeiro trimestre deste ano. A antecipação fez crescer o suspense sobre a saída do socialista do governo, em 7 de abril, para concorrer ao Senado Federal, embora tenha repetido que vai concluir o mandato para tentar eleger o secretário João Azêvedo ao Palácio da Redenção. O prazo de desincompatibilização dos cargos para quem vai concorrer a cargo eletivo nas eleições de 7 de outubro é seis meses antes do pleito.

Em 2017, a primeira audiência pública do Orçamento Democrático foi realizada no dia 7 de abril, em Cajazeiras. A última, no total de 17 audiências, aconteceu em Campina Grande, em 4 de junho. Em 2018, o ciclo do OD vai ser aberto no dia 1º de fevereiro. A última audiência vai ser realizada, em Campina Grande, no dia 31 de março.

Ricardo tem reiterado que vai ficar no governo para concluir as obras e, mesmo sem cargo depois, continuará fazendo política. “Não faço qualquer coisa para me manter no poder nem tenho obsessão por cargos. Posso fazer militância política, por exemplo, numa associação porque não coloco em pauta interesse pessoal ou particular”, disse o governador em recente entrevista.

Obras
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, deverá ser inaugurado no final de março, inclusive já abriu seleção para o preenchimento de 1.289 vagas, em cargo de níveis médio, técnico e superior.

Em relação à construção de barragens, foram iniciadas as obras que fazem parte do Programa Mais Trabalho. São as barragens de Porcos (Pedra Lavrada), Cacimbinha (São Vicente do Seridó), Coronel Jueca (Desterro), Riacho Fundo (Tenório) e Pedra Lisa (Imaculada) que, juntas, somam investimento superior a R$ 20 milhões. Das cinco, as barragens de Cacimbinha e Riacho Fundo estão com as obras mais avançadas e deverão ser entregues em fevereiro.

Rodovia
Deve ser entregue a segunda etapa da pavimentação das rodovias PB-138, que liga Catolé de Boa Vista/Boa Vista até a BR-412, no Cariri da Paraíba. Outras obras em andamento são a PB-186: Caraúbas/São Domingos do Cariri; PB-224: São João do Tigre/Camalaú; Via Litorânea da Costa do Conde; Avenida Jair Cunha Cavalcante, em Jacaré, e Perimetral Sul: BR-101/Valentina/PB-008. Enquanto isso, o DER restaura as rodovias PB-044: BR-101/Caaporã/Entroncamento da PB-008; PB-018: Entroncamento da BR-101/Conde/Jacumã; requalificação de vias de acesso à cidade de Sousa; sinalização na malha rodoviária e BR-230: Binário de Juazeirinho.

 

Raimundo Lira diz que o Brasil está melhor com Temer que com Dilma

Durante entrevista à CBN João Pessoa, senador reconhece impopularidade do emedebista, mas cita melhorias na economia

Raimundo Lira diz que a economia do Brasil tem melhorado desde que Michel Temer assumiu o cargo. Foto: Divulgação/Senado

Apesar de figurar como o presidente mais impopular desde a redemocratização, a substituição de Dilma Rousseff (PT) por Michel Temer (MDB) foi um bom negócio para o Brasil. Esta foi a visão exposta pelo senador emedebista Raimundo Lira, durante entrevista à CBN João Pessoa, nesta terça-feira (2). O parlamentar presidiu a comissão processante que resultou no impeachment da petista. Ele também votou contra a ex-presidente e, consequentemente, pela substituição dela por Temer. A recuperação da economia, embora ainda tímida, é a base da argumentação do parlamentar.

O emedebista usou como comparativo para a avaliação o aumento das vendas no comércio no fim do ano. Ele lembrou também que quando Dilma Rousseff presidia o país, a economia entrou em declínio. Foram dois anos de queda no Produto Interno Bruto (PIB) e a perspectiva de que se estanque o fosso no balanço de 2016. “As previsões indicam crescimento de 3% da economia para este ano, que é o mesmo montante que deve crescer os Estados Unidos”, ressaltou o senador, que lidera o MDB do Senado. O parlamentar, inclusive, evita falar sobre o risco de não ser eleito por causa da aliança com o “radioativo” Michel Temer.

Ele diz que teria a campanha pela reeleição dificultada, na verdade, se não trabalhasse para trazer dinheiro à Paraíba. “Seria difícil se não trouxesse benefícios para a Paraíba. Os recursos para a duplicação da BR-230. Seria negativo se não conseguisse apoio financeiro para praticamente todos os municípios paraibanos, Recursos para a adutora Acauã/Araçagi. Seria negativo se não conseguisse a liberação de quase R$ 150 milhões em empréstimos para a Paraíba, que precisam do aval do governo federal”, disse o parlamentar.

Lira elogia Ricardo, mas diz que vota em Maranhão se ele disputar o governo

Senador garante que candidatos do MDB, na Paraíba, não serão “contaminados” com impopularidade de Temer

Senador participou de entrevista no CBN João Pessoa nesta terça-feira. Foto: Suetoni Souto Maior

O senador paraibano Raimundo Lira (MDB) vai fazer campanha para o também senador José Maranhão, caso ele efetivamente seja candidato ao governo da Paraíba neste ano. A declaração foi dada pelo parlamentar ao ser questionado, em entrevista na CBN João Pessoa, se mantinha a disposição de apoiar uma eventual candidatura de aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB). “O senador José Maranhão tem se colocado como candidato e como tal será o nome apoiado pelo meu partido”, ressaltou. Maranhão deu declarações neste fim de ano de que irá para a disputa e não pretende abrir.

Lira, no entanto, deixou claro que a sua proximidade é bem maior com o governador que com os partidos de oposição. O senador lembra, por exemplo, que além dele, outras lideranças de peso do partido têm o mesmo entendimento. Citou, entre eles, os deputados federais Veneziano Vital do Rêgo, Hugo Motta e André Amaral. Este peso, na visão dele, aproxima mais o partido do PSB que das siglas de oposição, a exemplo de PSD, PSDB e PP. O parlamentar ressaltou também que tem percorrido o estado para dialogar com os aliados. Ele também acredita que a impopularidade do presidente Michel Temer (MDB) não prejudicará o partido na Paraíba.