Tarifas de ônibus em João Pessoa aumentaram muito acima da inflação em quatro anos

Valor das passagens nos transportes coletivos da capital saiu de R$ 2,20 em 2014 para R$ 3,55 nesta semana

Passagens passam a custar R$ 3,55, porém, se fosse aplicado o IPCA, o valor não superaria a casa dos R$ 2,83. Foto: Francisco França

Os usuários dos transportes coletivos de João Pessoa terão uma dura realidade a partir de segunda-feira (22). O valor a tarifa de ônibus, na capital, passará de R$ 3,30 para R$ 3,55. O aumento foi de 7,7%, mais que o dobro da inflação do período, medida através do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou na casa dos 2,93%. Mais esse é apenas mais um capítulo no roteiro de reajustes acima da inflação na gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) desde 2014. Isso após ter protagonizado uma redução de preços no primeiro ano de governo, em 2013. O acumulado aponta um crescimento de 61% nos valores, com a tarifa saindo de R$ 2,20 em janeiro de 2014 para os atuais R$ 3,55. A inflação do período, medida pelo IPCA, foi de 28,8%. Ou seja, basta uma conta simples para se chegar a um aumento real de 32,5% no período.

Os aumentos sucessivos de 2014 para cá tiveram percentuais muito acima também do crescimento do salário mínimo. Ou seja, terá impacto significativo no orçamento doméstico. Só para se ter uma ideia, em 2014, o salário mínimo era de R$ 724,00. Atualmente, o montante é de R$ 954,00. Ou seja, a faixa da população que mais utiliza o transporte público teve reajuste de 31,7% no período. A reunião que aprovou os novos valores ocorreu nesta sexta-feira (19) sem muito alarde. O Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa definiu um valor de R$ 3,65, mas o prefeito decidiu conceder um reajuste dez centavos menor. No ano passado ocorreu coisa semelhante, porém, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur/JP) judicializou a questão e conseguiu um reajuste maior.

Batinga
Segundo o superintendente de Mobilidade Urbana, Carlos Batinga, o levantamento técnico elaborado pela Semob mostra que o principal impacto foi o aumento no preço do diesel, cujo acumulado alcançou a marca de 12,6%. “A variação no preço do combustível é quem mais contribui para a adequação, seguida da redução do número de passageiros que utilizam o transporte público, que apresentou queda de 5,9%, além do aumento no salário dos operadores de transportes, que foi de 6%”, disse o dirigente, sem observar que os aumentos em cascata podem ser o motivo da segunda maior causa de prejuízo das empresas. Ele alega que a adequação para o valor de R$ 3,55, abaixo do solicitado pelas empresas de transporte coletivo, foi acatada por unanimidade dos conselheiros.

Conselho

O Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (CMMU) é formado por representantes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Secretaria de Planejamento (Seplan), Secretaria de Meio Ambiente (Semam), Secretaria de Educação e Cultura, Secretaria Executiva do Orçamento Participativo, Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas, Caminhonetes, Escolares e Auxiliares de Condutores na Paraíba (Sindtáxi), Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros e Cargas no Estado da Paraíba, Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbano no Município de João Pessoa (Sintur), Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFPB), Diretório Central dos Estudantes (DCE/UNIPÊ) e União Pessoense de Estudantes Secundaristas (Upes).

 

Deputado critica novo reajuste na tarifa de água e propõe audiência na Assembleia

Raniery Paulino diz que os aumentos nas contas de água e esgoto somam montante de 136% na atual gestão

A proposta de reajuste nas tarifas de água e esgoto, apresentada pela Cagepa, acendeu o sinal de alerta na Assembleia Legislativa. Mesmo no recesso, o deputado estadual Raniery Paulino (MDB) propôs a realização de uma audiência pública para discutir a proposta. Ele alega que a companhia já acumula reajustes de 136% nas tarifas na era Ricardo Coutinho (PSB). A proposta de reajuste foi apresentada nesta quinta-feira (18), durante reunião na Agência Reguladora da Paraíba (ARPB). A empresa pretende alcançar uma recomposição tarifária da ordem de 2,9%.

Tucanos postam foto descontraída de reunião que tende a ser tensa

Lideranças do PSDB estão divididas entre candidatura própria e o apoio ao prefeito Luciano Cartaxo

Lideranças do PSDB se reuniram na casa de Zenóbio Toscano. Foto: Divulgação

As principais lideranças do PSDB na Paraíba se reuniram na casa do prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano, em Cabedelo, nesta sexta-feira (19). Na pauta, a discussão de cenários para a disputa eleitoral. O partido está dividido entre a disputa do governo do Estado em faixa própria ou uma composição na chapa que deverá ser encabeçada pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). A primeira tese é sustentada pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. Já a segunda encontra eco junto ao senador Cássio Cunha Lima e ao presidente estadual do partido, Ruy Carneiro.

O encontro teve início em clima descontraído, mas sem a presença da imprensa. Uma fonte ouvida pelo blog disse que apesar das declarações de que não existe pressa, o debate sobre a composição ou não com Cartaxo deve ser concluído até o início do próximo mês. A definição deve ser tomada com brevidade para buscar os entendimentos entre os partidos de oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Na saída, Ruy Carneiro disse que as duas vertentes são legítimas, mas que o partido vai apoiar o nome que seja mais viável para as eleições deste ano.

Ricardo Coutinho assina manifesto de governadores em defesa de Lula

Documento teve o aval também de outros pré-candidatos a presidente e lideranças sul-americanos e africanos

Lula (D) conversa com Ricardo Coutinho e com a ex-presidente Dilma Rousseff durante agenda na Paraíba. Foto: Divulgação

O governador Ricardo Coutinho (PSB) foi uma das lideranças nacionais que assinaram manifesto “Eleição sem Lula é fraude”. Além dele, o documento foi chancelado pelos mandatários do Piauí, Wellington Dias (PT), e Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Assinaram ainda os ex-governadores petistas do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e Olívio Dutra. A lista contém mais de 200 mil assinaturas e está no topo das 1% em números de signatários da plataforma. O julgamento do recurso do ex-presidente vai acontecer no dia 24 deste mês, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre.

Lula foi condenado em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a nove anos e meio de prisão. Caso a condenação seja mantida na instância revisora, ele poderá ficar inelegível. O petista é acusado de corrupção passiva e ocultação de patrimônio no caso do tríplex do Guarujá, em São Paulo. O ex-presidente recebe apoio até de possíveis candidatos presidenciais em 2018, como o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos; a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul e pré-candidata a presidente da República pelo PCdoB, Manuela d’Dávila, e o ex-ministro Aldo Rebelo (PSB).

A relação de apoios vem também de lideranças sul-americanas e africanas. Estão lá os ex-presidentes Pepe Mujica (Uruguai), Ernesto Samper (Colombia), e Cristina Kirchner (Argentina). A lista traz também o nome do ex-primeiro ministro italiano Massimo D’Alema. Ainda pelo exterior, nomes como o americano e Danny Glover (ator e militante dos direitos humanos) e o ex-diretor-geral da Al Jazeera Network Wadah Khanfar assinaram o documento, informa o site Bras247.

Juiz Bretas diz que Lindberg Farias incita violência por causa do julgamento de Lula

Senador paraibano cobra postura menos “frouxa” da esquerda em relação ao enfrentamento da Justiça

Reprodução

Os posicionamentos do paraibano Lindberg Vieira (PT), senador pelo Rio de Janeiro, tem preocupado figuras importantes Lava Jato. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação na capital fluminense, criticou postagem do parlamentar nas redes sociais. O magistrado viu incitação da violência no vídeo em que o petista cobra postura combativa da militância. “É só uma impressão ou há senadores da República conclamando grupos de pessoas para atos de violência? Não creio que isso seja um padrão racional de ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. No entanto, melhor dirá o @MPF_PGR”, publicou no Twitter.

A cobrança de Lindberg por uma postura menos “frouxa” da militância ocorre uma semana antes do julgamento do ex-presidente Lula. O recurso do petista será apreciado pela oitava turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A instância revisora vai se deter sobre os argumentos utilizados pelo juiz federal Sérgio Moro para condenar o ex-presidente. Lula foi condenado a nove anos e meio por supostos recebimento de propina que teria sido paga através da reforma de um apartamento tríplex na cobertura do Edifício Soláris, no Guarujá, em São Paulo.

O vídeo publicado nas redes sociais por Lindberg Farias tem conteúdo similar aos discursos feitos na Paraíba, no fim de semana. Ele conclamou a população a endurecer a postura em relação à Justiça, caso o ex-presidente tenha a condenação mantida. As declarações do parlamentar seguem a mesma linha de outros petistas. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, chegou a afirmar ao site “Poder 360”, na terça-feira, que seria preciso “matar gente” para que Lula fosse preso, duvidando que o ex-presidente vá para a cadeia. No vídeo, Lindberg diz que a população deve estar “mais preparada para o enfrentamento, para as lutas de rua”.

Luiz Antônio vira alvo de mais um processo de cassação na Câmara de Bayeux

Prefeito interino foi filmado no episódio em que pedia dinheiro a empresário para desgastar Berg Lima

Os vereadores de Bayeux, na Grande João Pessoa, aceitaram nova denúncia contra o prefeito interino Luiz Antônio (PSDB). Ele está no exercício do cargo desde que o titular, Berg Lima (sem partido), foi preso sob suspeita de concussão e corrupção passiva. O tucano foi gravado em vídeo numa conversa pouco republicada com um empresário da cidade. O interlocutor era Ramon Acioli, ex-secretário da Indústria e Comércio do Município, na gestão de Lima. Nas imagens, Luiz Antônio teria pedido R$ 200 mil para que um “escândalo” contra prefeito afastado ganhasse as ruas com estardalhaço.

Esta é a segunda vez que o assunto vem à baila na Câmara. Na primeira, os vereadores acabaram arquivando a denúncia porque os partidos responsáveis pela demanda, PR e PRB, desistiram do processo. A abertura do novo, referente à denúncia, foi acatada por 10 vereadores e cinco votaram contra. Houve uma ausência na sessão. Esta é a segunda demanda movida contra o gestor na Câmara de Bayeux. A outra versa sobre a suposta orientação para que auxiliares ataquem o deputado federal André Amaral (MDB). O parlamentar, inclusive, foi ouvido e se envolveu em caso de agressão contra um dos vereadores da Casa.

Denúncia

A gravação, feita pelo circuito interno do escritório de Ramon Acioli, teria ocorrido um dia antes da prisão de Berg Lima. Ele foi preso no dia 5 de julho, quando negociava com um dos fornecedores da prefeitura o pagamento de propina para liberar o pagamento de faturas em atraso. A referência, inclusive, é feita por Luiz Antônio no novo vídeo. Berg foi preso em flagrante em ação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e com a participação da Polícia Civil.

Na nova gravação, tendo como alvo Luiz Antônio, ele fiz a Ramon Acioli que tem gravações comprometedoras contra Berg. Garante que a saída do prefeito do poder é questão de dias. O dinheiro seria para pagar empresas de comunicação que divulgariam as irregularidades. Após isso, ele garantiu, o Ministério Público da Paraíba cairia em cima do assunto. No vídeo, o empresário pede para ver o material e recebe a promessa de que ele será repassado. Acioli, então, questiona pagar por uma coisa sem ver o resultado final do que foi conseguido.

STJ notifica governador em ação movida com base na Lei Maria da Penha

Citação é decorrente de processo movido pela ex-primeira-dama contra Ricardo Coutinho

Pâmela Bório diz ter sofrido vários tipos de “violência”. Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco

O governador Ricardo Coutinho (PSB) foi notificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A citação ocorreu no dia 15 e ele terá cinco dias para se pronunciar em processo movido pela ex-primeira-dama Pâmela Bório. Ela entrou com ação pedindo medidas protetivas contra o ex-marido com base na Lei Maria da Penha. O processo corre em segredo de Justiça. A autora da ação, no entanto, usou as redes sociais para detalhar as acusações contra o gestor. Ela relata casos que vão de suposta “violência física” a interferência para que, como jornalista, ela perdesse o emprego. O caso é relatado pelo ministro Francisco Falcão.

“… sofria violência psicológica (ameaças a mim e às amigas e familiares, alienação parental e chantagem emocional com o meu filho), violência patrimonial (tiraram meu programa do ar), violência moral (ao ponto de veículos que recebiam verba institucional me desabonarem com imputações que iam de gastos públicos não realizados e aliados que produziam falsas notícias ou deturpações no intuito de criarem uma imagem de mulherzinha, ao passo que sempre estudei, trabalhei, batalhei por cada conquista em uma carreira sólida de 15 anos de jornalismo e nunca dependi de marido ou governo) e, a pior, violência verbal e física quando aconteciam brigas como aquela em que foi vazada quando o governador chutou minhas muletas, me xingou e me ameaçou: “você vai ver o que é um doido”, diz, em postagem no Instagram, Pâmela Bório.

O outro lado

 

O advogado do governador, Sheyner Asfora, confirmou a notificação recebida e garantiu que a resposta será dada dentro do prazo. Ele alegou também que vai anexar vasta documentação no processo, “o que não feito pela denunciante”. “É um procedimento simples. É de lamentar que a autora da ação esteja dando publicidade a todo o procedimento. Algo que não está decidido. Não é ação penal. É apenas um pedido que ela encaminha ao STJ pedindo medidas protetivas, mas reprisando os mesmos fatos que a Paraíba já tem conhecimento, que é denigrir a imagem e a honra do governador Ricardo Coutinho”, ressaltou.

Veja a postagem de Pâmela Bório

“Hoje eu e @lauraberquo estivemos na Justiça Federal acompanhando o trâmite referente à aplicação da Lei Maria da Penha. Muitas perguntas no post anterior e em directs… Então, vou resumir para respondê-los. Ainda casada com o atual governador, sofria violência psicológica (ameaças a mim e às amigas e familiares, alienação parental e chantagem emocional com o meu filho), violência patrimonial (tiraram meu programa do ar), violência moral (ao ponto de veículos que recebiam verba institucional me desabonarem com imputações que iam de gastos públicos não realizados e aliados que produziam falsas notícias ou deturpações no intuito de criarem uma imagem de mulherzinha, ao passo que sempre estudei, trabalhei, batalhei por cada conquista em uma carreira sólida de 15 anos de jornalismo e nunca dependi de marido ou governo) e, a pior, violência verbal e física quando aconteciam brigas como aquela em que foi vazada quando o governador chutou minhas muletas, me xingou e me ameaçou: “você vai ver o que é um doido”. Em outro episódio, puxou meu braço dentro da residência e me ameaçou com “pena capital”, segundo suas palavras. Não satisfeito, após o divórcio ocorrido em março de 2015, ainda continuou com diversas violências contra mim. O próprio acordo consensual perdurou após quase 2 anos de separação com muitas dificuldades de concretização (para me conceder o divórcio, me coagiu a ter perda patrimonial a fim de eu conseguir a tão sonhada paz que não acabou me permitindo). Um mês depois, mandou delegado me intimar para eu falar tudo o que sabia sobre a morte de Bruno Ernesto em tentativa de intimidação. Pouco mais de 2 meses após o divórcio, mandou sua funcionária me bater dentro da minha residência, em noite de véspera do feriado de Corpus Christi (pois assim manobraria plantonistas após o ocorrido) e ainda na frente do meu filho pois sabia que diante dele eu nunca esboçaria reação a fim de preservá-lo e protegê-lo. Com o mesmo modus operandi, planejou e concretizou outra agressão física, desta vez no 7 de setembro daquele ano e pior: tentativa de homicídio pois sofri enforcamento e me foram quebrados dentes!”

Confira a nota da defesa: 

NOTA DE ESCLARECIMENTO PELA DEFESA DO GOVERNADOR RICARDO VIEIRA COUTINHO

Na condição de advogado e procurador do governador Ricardo Vieira Coutinho, cumpre-me registrar os devidos e necessários esclarecimentos em torno da postagem do perfil “@pazejustica” e do repost da Srª Pâmela Bório em sua rede social Instagram que diz respeito ao pedido por ela formulado de medidas protetivas protocolizado no Superior Tribunal de Justiça e que repercute nas redes sociais e na imprensa paraibana:

1. Informo, inicialmente, que o procedimento acima citado está pendente de apreciação pelo STJ e tramita em segredo de justiça, pelo que é de se lamentar que a própria autora do pedido, que é parte interessada, tenha dado publicidade ao processo como se o mesmo já tivesse o seu desfecho;

2. O direito de ação judicial é assegurado a todo cidadão. Expor fatos com fundamentos concretos para que o pedido prospere perante a Justiça é o que distingue a mentira da verdade.;

3. Em mais um desatino pessoal, a Srª Pamela Bório aciona o Poder Judiciário na tentativa de denegrir a imagem do governador Ricardo Coutinho o que, nos últimos tempos, tem sido o seu propósito;

4. Em quatro anos de acusações contra a honra do governador, a ex-primeira-dama jamais conseguiu provar a veracidade de dos impropérios que proferiu contra o ex-marido. Ao contrário, acabou punida pelos excessos e abusos que cometeu no seu direito constitucional de expressão;

5. Na condição de advogado do governador, afirmo que o pedido formulado é mais uma das manifestações inconsistentes e infundadas da Srª Pâmela Bório que, como é do conhecimento público, está ávida por ganhar mídia para satisfazer seus interesses políticos. Tudo restará demonstrado e esclarecido na instância própria no sentido de demonstrar que todas as acusações por ela desferidas são caluniosas e difamatórias;

6. Por fim, reafirmo que a todo cidadão ou cidadã, lhe é assegurado o direito constitucional de representação criminal; de ingressar com ações penais privadas e/ou formular qualquer pedido perante o Poder Judiciário em desfavor de quem quer que seja, no entanto, o referido direito deve ser exercido com muita responsabilidade e apenas quando existirem elementos concretos a fundamentar a sua pretensão, caso contrário, após o contraditório exercido pela parte contrária, o(a) autor(a), além de não ter o seu direito reconhecido, pode suportar sérias consequências jurídicas em razão de ter enveredado em uma aventura jurídica como, por exemplo, ter que suportar uma ação indenizatória além de, é claro, ter que responder uma ação penal pela prática do delito de denunciação caluniosa.

João Pessoa/PB, 17 de janeiro de 2018

SHEYNER ASFÓRA
– Advogado do governador Ricardo Coutinho –

 

MP e TCE se unem para combater farra dos acúmulos de cargos nas prefeituras

Órgãos entendem que contratações servem apenas para “arrebanhar votos” nos municípios

Seráphico da Nóbrega participa de reunião com André Carlo Torres para discutir acúmulo de vínculos nas prefeituras. Foto: Divulgação/MPPB

O Ministério Público da Paraíba e o Tribunal de Contas do Estado estão definindo um plano de atuação dos órgãos neste período pré-eleitoral. Um dos pontos a serem atacados diz respeito às contratações precárias de pessoal e acumulação de cargos. Um levantamento divulgado recentemente pelo TCE revelou a existência de servidores com até nove empregos públicos. O limite máximo é de dois e para categorias específicas. A pauta de investigações foi definida durante reunião entre Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho e André Carlo Torres Pontes, que respondem, respectivamente, pelos comandos do MPPB e do Tribunal de Contas.

O objetivo é coibir práticas usadas para arrebanhar votos e também criar mecanismos de prevenção que melhorem, gradativamente, o cenário atual, independente da mudança de gestores públicos. O campeão absoluto de acúmulo de vínculos é o médico Gilberto Cavalcante de Farias. Em contato com o blog, ele alegou que a maioria dos vínculos atribuídos a ele já foram encerrados. O Tribunal de Contas, no entanto, revela que os dados sobre os pagamentos foram fornecidos pelas prefeituras. A última atualização tem como base os salários pagos no mês de novembro do ano passado.

O presidente do TCE explicou que o órgão faz esse acompanhamento da evolução do quadro de pessoal do Estado e municípios, com foco nas contratações precárias e no acúmulo de vínculos. “Estamos oferecendo todas as informações ao Ministério Público, para que, de forma capilarizada, através da atuação dos promotores de Justiça, possamos agir, não só corrigindo as falhas encontradas, mas prospectando melhorias contínuas, com criação de alertas para os gestores. O TCE tem os dados e o MPPB tem o interesse de atuar no caso”, disse André Carlo.

Apuração das irregularidades

O procurador-geral de Justiça endossou o interesse do Ministério Público nas informações oferecidas pelo TCE e sugeriu como primeiro item do plano de atuação dos órgãos uma outra reunião, de preferência ainda esta semana, com outros promotores que estão ligados ao tema, para que sejam definidos os próximos passos dessa parceria, que já deve começar a render alguns frutos, a partir do próximo mês.

“Temos interesse em apurar as irregularidades dessas contratações. Vamos definir as linhas de atuação de cada órgão e o procedimento operacional padrão que deverá ser adotado em todo o Estado. É interessante corrigir as irregularidades, mas isso, às vezes, demora, sendo necessárias ações de improbidade administrativa. Então, o ideal é termos uma atuação constante de caráter preventivo, acompanhando os alertas emitidos pelo Tribunal. Os gestores também precisam ser cobrados para checar, por exemplo, se uma pessoa tem outros vínculos, antes de contratá-la”, afirmou Francisco Seráphico.

Luiz Couto defende “rebelião” caso Lula tenha condenação confirmada no TRF4

Parlamentar diz que é preciso manter uma mobilização permanente e não aceita condenação do petista

Se os ânimos da militância petista andam à flor da pele, a situação não é diferente em relação às lideranças políticas. No fim de semana, durante ato na Praça da Paz, em João Pessoa, o deputado federal Luiz Couto, que é padre, defendeu que se faça uma rebelião. Essa ação mais radical, ele reforça, deverá ser adotada caso o Tribunal Regional Federal (TRF4) mantenha a condenação do ex-presidente Lula. Os argumentos foram repetidos pelo senador Lindberg Farias (PT-RJ). Os dois estiveram entre os palestrantes durante o ato ocorrido no sábado (13). O tema central do evento foi justamente o julgamento que vai ocorrer em Porto Alegre (RS), dia 24.

“Temos que fazer uma rebelião. Só que ele botou mais rebelião pacífica, né? A nossa tem que ser mesmo de luta permanente, fazer com que absolutamente não possam dizer que não vamos admitir a condenação de lula, que não tem provas, não, e nós não vamos aceitar isso aqui. O povo brasileiro não vai aceitar essa decisão e nós consideramos que é importante que o povo possa reagir, resistir, não desistir, para que nós possamos ter os nossos direitos que estão sendo retirados por esse governo golpista, para que ele possa ser devolvido para o povo brasileiro”, disse Luiz Couto (PT).

 

“Eu acho que a gente tem que ir para a rua com muita força e, desta vez, pessoal, eu acho que a gente tem que se preparar também para ir com mais ousadia. Eu estou falando por que, veja bem, esse pessoal passou de qualquer limite em relação à irresponsabilidade. Eles deram um golpe no país, afastaram uma presidente honesta, que não cometeu nenhum crime. Tiraram ela da presidência da república, colocaram o país nessa crise e eles agora estão dobrando a aposta na irresponsabilidade. Eles estão indo para o tudo ou nada para tentar impedir de todo jeito a candidatura do Lula. Eu sinceramente, eu acho que vocês aqui da Paraíba precisam organizar como vai ser a manifestação, eu sei que tem reunião do MST, tem reunião dos sem-teto, tem reunião com pessoas das lutas. O que acho que não pode acontecer é que no dia 24, se eles tiverem essa ousadia, de condenarem o Lula sem provas, de a gente ir para casa passivamente. Não dá, eu acho que o nosso recado que eu falava, eu tive uns debates aqui, eu dizia o seguinte: este Temer é uma figura menor, é um bosta. Quem está no comando deste golpe, é esta burguesia…”, disse.

População faz marchinhas a favor e contra Lula antes do julgamento

Músicas ganham destaque nas redes sociais e fazem previsões sobre a contenda judicial

O julgamento do recurso apresentado pelo ex-presidente Lula tem ensejado muitos embates acalorados entre aliados e adversários. A proximidade do período carnavalesco, vale ressaltar, tem acrescentado bom humor ao debate. As marchinhas de carnaval têm se proliferado nas redes sociais. Se por um lado o julgamento do dia 24 no Tribunal Regional Federal (TRF4), com sede em Porto Alegre (RS), preocupa os desembargadores, por questões de segurança, nas redes sociais valem versos e batuques. E se os magistrados ainda não se pronunciaram sobre a culpabilidade do ex-presidente, os artistas anônimos antecipam o resultado.

O blog pinçou duas canções. Em uma delas, há o questionamento sobre a inexistência de provas contra o ex-presidente no episódio da reforma do Edifício Soláris, no Guarujá. Já o outro mostra uma militância ávida pela prisão do ex-presidente. Lula foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, sob a acusação de corrupção passiva. Ele poderá ficar inelegível nas eleições deste ano caso.