Com Maranhão em campanha, Olenka antecipará saída da gestão Cartaxo

Secretária do Trabalho ainda não oficializou saída da prefeitura da capital, mas está de malas prontas

A secretária de Trabalho, Produção e Renda da prefeitura de João Pessoa, Olenka Maranhão, está de malas prontas para deixar a gestão. A emedebista ainda não oficializou a saída, mas tem dado sinais claros a aliados de que o fará. A decisão ocorre seis dias antes do prazo limite dado pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para a exoneração dos auxiliares que vão disputar as eleições deste ano. O desconforto da ex-deputada vem crescendo, também, desde que o tio dela, o senador José Maranhão (MDB), se lançou como pré-candidato ao governo.

A pré-candidatura de Maranhão, vale ressaltar, vinha causando saias justas para Olenka. Há muito ela não participava das reuniões de monitoramento, convocadas pelo prefeito. Haveria também uma solenidade para a entrega de cheques do programa de concessão de crédito da gestão municipal. Com a saída, a auxiliar não deverá estar presente. Com isso, o evento deve ocorrer com a presença já do substituto dela no cargo.

Olenka chegou à Secretaria do Trabalho em agosto de 2016, quando perdeu o cargo de deputada estadual com a volta do titular. Ela havia assumido vaga na Assembleia Legislativa graças a uma articulação gestada na base governista. O governador Ricardo Coutinho (PSB) determinou a volta do deputado estadual Trócolli Júnior à Assembleia Legislativa depois que Maranhão se recusou à apoiar a candidatura governista na capital. Sem cargo, ela foi convidada por Cartaxo para assumir a missão na prefeitura.

Suposto encontro entre Ricardo e Maranhão gera desconforto para aliados

Reunião teria ocorrido durante um jantar na casa do ex-secretário Sales Gaudêncio

Uma reunião entre os governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador José Maranhão (PMDB) tem gerado reboliço entre aliados. O parlamentar integra, ou integrava, o bloco de oposição ao socialista. O encontro teria ocorrido na casa do ex-secretário de Educação Sales Gaudêncio. O prato principal do cardápio foi a disputa eleitoral deste ano. O parlamentar se apresenta como pré-candidato ao governo. O governador, por outro lado, tenta emplacar na cabeça de chapa para a disputa da sucessão o secretário de Infraestrutura João Azevedo (PSB).

Uma fonte ouvida pelo blog explicou que o governador chegou ao encontro acompanhado da secretária de Administração, Livânia Farias. Na conversa, o governador teria apresentado pesquisa de intenção de voto e falado sobre a possível capacidade de transferência de voto dele. A informação causou desconforto entre os aliados. O grupo, que conta com a participação também de PSD e PSDB, tenta um entendimento para o lançamento de uma única chapa nas eleições deste ano. Até agora, se colocam como pré-candidatos, além de Maranhão, os prefeitos Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande.

Outro lado

O secretário de Comunicação do Estado, Luís Tôrres, negou que o governador Ricardo Coutinho tenha participado do encontro. Ele alegou que a notícia é falsa e culpou o prefeito da capital pela disseminação da informação. “O exército do fakenews do prefeito Luciano Cartaxo está banalizando até o ‘veja vídeo’. Algo impressionante. Prometem uma coisa na imagem e nao mostram. É o cúmulo do boato. O governador Ricardo Coutinho não precisa se esconder para se reunir com o senador José Maranhão. Os soldados do fakenews deveriam inventar encontros pra Cartaxo, q anda procurando com quem se encontrar e não acha”, disse.

É bom, no entanto, não fechar questão. A tradição política paraibana recomenda só contar com o aliado após o registro das chapas…

Ricardo protesta nas redes sociais contra a condenação de Lula

Governador é um dos principais aliados do ex-presidente no Nordeste e busca o apoio eleitoral do PT na Paraíba

Reprodução/Twitter

O governado Ricardo Coutinho (PSB) usou as redes sociais para protestar contra a manutenção da condenação do ex-presidente Lula, nesta quarta-feira (24). O petista teve a pena imposta pelo juiz Sérgio Moro aumentada para 12 anos e 1 mês. Ele foi acusado pelo Ministério Público dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O governador, aliado do ex-presidente, usou a conta dele no Twitter para dizer, em tom filosófico, que o julgamento do recurso no Tribunal Regional Federal (TRF4), com sede em Porto Alegre, teve como saldo “Uma sentença, 190 milhões de condenados…”

O governador foi aliado do ex-presidente durante todo o mandato do petista e mantém, até hoje, a fidelidade a Lula.

‘Game over’ para as pretensões eleitorais do ex-presidente Lula

Manutenção da condenação no TRF4 sepulta qualquer possibilidade do petista disputar as eleições deste ano

Caminho para Lula agora é passar o bastão para não ver pulverizado o seu legado eleitoral. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

‘Estava escrito nas estrelas’, talvez digam os inimigos políticos do ex-presidente Lula. ‘É um jogo de cartas marcadas’, dizem os aliados e simpatizantes. O fato é que independente de cor partidária ou ideologia, o consenso que emerge da decisão desta quarta-feira (24) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), é o do sepultamento político-eleitoral do petista. Os desembargadores federais João Pedro Gebran Neto (relator), Leandro Paulsen e Victor Laus não apenas mantiveram, eles ampliaram a pena imposta pelo juiz  Sérgio Moro. O petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no episódio do tríplex do Guarujá, em São Paulo. O placar de três a zero na turma recursal torna quase impossível a reversão da decisão na segunda instância.

De candidato mais bem avaliado nas pesquisas de opinião, o petista passa agora a mero agente da própria luta para não “apodrecer” na cadeia. Terá, para isso, que recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, eventualmente, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Neste meio tempo, tende a perder capilaridade política. Apesar do entrincheiramento da sua militância, gradativamente, o eleitorado deve migrar para outra órbita. Esse, lógico, não será o discurso petista. A condenação já era dada como factível pelo grupo. Agora ela é real. O antes risco de condenação fez com que visões de golpe passassem a ser disseminadas pelas redes sociais. O slogan de que “Eleição sem Lula é fraude” já era reflexo dessa desconfiança.

A esperança de Lula e da sua defesa de escapar ao processo nunca foi muito grande. Alguns procedimentos na rotina do Tribunal Regional Federal da 4ª Região deram margem a este sentimento. O recurso entrou em pauta seis meses após a condenação, isso dentro de um processo complexo e volumoso como este. Não custa lembrar que a média de tempo para os julgamentos na corte sempre foram de um ano. Além disso, o comportamento dos procuradores da república e do próprio Sérgio Moro, em vários momentos, pareceram suspeitos. Não custa lembrar a coletiva do Power Point, de Deltan Dallagnol, ou mesmo o episódio em que Sérgio Moro divulgou os áudios da conversa entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A divulgação era ilegal.

A condenação no TRF4, mesmo assim, tende a enfraquecer Lula politicamente. O sentimento de que ele não terá condições de ser candidato fará com que o eleitorado busque outra opção. Isso, lógico, abre uma trincheira grande de briga pelo espólio. Dificilmente, no entanto, esta parcela da população migrará para opções à direita. Haverá espaço fértil para o crescimento de uma candidatura de centro à esquerda. Ela poderá vir do apoio do ex-presidente a algum petista ou mesmo do reforço à candidatura de Ciro Gomes (PDT). A segunda opção tende a ser uma decisão mais profícua, já que não haveria tempo suficiente para reforçar nomes como os de Fernando Haddad (PT-SP) ou Jarques Wagner (PT-BA).

A hora para os petistas é de mais trabalho em busca de votos para o “sucessor” de Lula e menos protestos nas ruas.

 

Radicalização, pedras e balas de borracha em ato pró-Lula em João Pessoa. Veja imagens

Manifestação inicialmente pacífica descamba para violência após ação de vândalos infiltrados no movimento

A manifestação promovida pela militância simpática ao ex-presidente Lula (PT), em João Pessoa, terminou em pancadaria nesta quarta-feira (24). O grupo saiu da Praça João Pessoa, no Centro, em direção ao prédio da Justiça Federal, no Pedro Gondim. Ao chegarem ao local, alguns deles tentaram forçar a entrada, empurrando o portão frontal. A Polícia Militar usou spray de pimenta para dispersar a multidão, que reagiu atirando pedras. A PM, então, reagiu com tiros com balas de borracha. Houve feridos dos dois lados. As imagens divulgadas após o incidente mostram um cenário de guerra.

A radicalização do movimento, puxada por vândalos infiltrados, foi no sentido contrário do pregado, logo cedo, pelos dirigentes do Partido dos Trabalhadores. O presidente da sigla, Jackson Macedo, garantiu que o caráter do ato seria pacífico. O clima de tensão seguiu numa crescente. Ao passarem em caminhada em frente ao prédio do Ministério Público Federal, os manifestantes vaiaram procuradores e servidores. Eles alegam caráter político na condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro, na primeira instância.

Ferido com um tiro de borracha, o deputado estadual Frei Anastácio (PT) acusou os militares de terem incitado a violência.

 

Professor analisa perfil dos julgadores e recursos possíveis em caso de condenação de Lula

Para o especialista, é possível ter ideia do resultado do julgamento com base no perfil dos julgadores que compõem a turma

Advogado e professor com doutorado na área criminalista, Felipe Negreiros foi ouvido pela CBN João Pessoa, nesta semana. Em uma breve entrevista, ele conseguiu resumir desde as chances de liberdade direta até condenação do ex-presidente Lula. O petista recorre de decisão proferida pelo juiz Sérgio Moro que o condenou a nove anos e meio de prisão. Ele é acusado corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O jurista, ao ser ouvido pela rádio, colocou na conta de descabida tanto as defesas ardorosas de uma condenação quanto as defesas enfáticas do presidente. Negreiros lembra que uma eventual condenação não vai, necessariamente, impedi-lo de imediato de disputar eleições ou mesmo ser preso. Haverá tempo para seguidos recursos, que dependerão do placar.

Só os memoriais entregues pela defesa de Lula aos magistrados têm mais de 500 páginas cada um. O caso será julgado pelos desembargadores federais João Pedro Gebran Neto (relator), Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. Pelo perfil demonstrado por eles nos julgamentos até aqui, o voto de Gebran é tido como certo em favor da condenação. Pausen e Laus, por terem perfil mais garantista (são mais rígidos com a exigência da prova), são vistos como votos incertos. Não vão causar surpresa se formarem maioria para inocentar Lula. O motivo para isso é a existência de lacunas não preenchidas pela acusação e que não foram observadas por Moro na sentença.

Vale conferir

 

 

Além do magistério, Ricardo anuncia reajuste para a segurança pública

Governo pagará por parte do reajuste neste mês e o restante, a partir de julho, de forma parcelada

O governador Ricardo Coutinho anunciou o programa em fevereiro. Foto: José Marques/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho anunciou nesta segunda-feira, em seu programa radiofônico semanal Fala Governador, reajustes para o magistério e a Segurança Pública. A medida vale a partir da folha de pagamento referente ao mês de janeiro. Para os professores da rede estadual de ensino, o aumento será de 6,81%, retroativo ao dia 1° deste mês. A categoria terá acréscimos mensais na folha de pagamento a partir de julho. A meta, com isso, é cumprir o compromisso de dobrar o piso da categoria. Já para os policiais e bombeiros civis e militares, assim como agentes penitenciários, o reajuste será de 19% ao todo, sendo 5% implantado já agora em janeiro e os 14% restantes a partir de julho. Ele confirmou ainda a implantação do reajuste do Salário Mínimo.

Ricardo afirmou que a medida é cumprimento de compromissos firmados com as categorias ao longo dos últimos anos. “Eu tenho duas situações, que são dois compromissos meus, que é com o magistério, feito publicamente, e o outro com a segurança. E eu vou cumprir, porque graças a Deus, eu sempre me preparo e serei um governante que terei cumprido aquilo que porventura assumi”, afirmou.

Conforme explicou, o reajuste salarial para a Segurança Pública será da seguinte forma: serão concedidos 5% agora em janeiro, quase que o dobro da inflação, e a partir de julho, 14%, que serão implantados progressivamente, incorporando mês a mês, até o final de 2019, conforme compromisso assumido anteriormente com a categoria. “Ou seja, aquilo que nós havíamos combinado, aquilo que eu havia me comprometido em fazer durante esses três anos meus, 75% de incorporação seja feita na nossa gestão e num patamar inferior na gestão seguinte”, explicou.

Já para os professores, além do reajuste de 6,81%, o governador Ricardo Coutinho garantiu o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, com promoções horizontais e verticais aos profissionais e o cumprimento do compromisso de dobrar o salário até o final de dezembro deste ano.

“Eu sou o governador que mais aumentou a remuneração do magistério. Sabe quanto era o salário em 2010? Era, exatamente, R$ 926 o salário inicial. Sabe quanto vai ser o salário até o final de dezembro deste ano? R$ 3.076 mil. Isso representa 232% de reajuste. O magistério jamais foi tão respeitado como tem sido no nosso governo. Mas eu tenho certeza absoluta que dessa forma, com os concursos, com as reformas de escolas, com o ensino integral, com o Gira Mundo, com as coisas que acontecem, até aqueles que talvez tivessem alguma resistência haverão de compreender que não há outro caminho a não ser melhorar o nível de ensino e de educação dos estudantes da Paraíba”, garantiu.

Com informações da Secom-PB

Governo e prefeitura de João Pessoa reajustam salários dos professores em 6,81%

Percentuais foram anunciados pelos gestores nesta segunda-feira em reunião com as categorias

Luciano Cartaxo (C) realizou reunião com servidores para definir reajuste salarial. Foto: Alessandro Potter/Secom-JP

Uma notícia importante para os professores paraibanos. Pelo menos para os ligados ao governo do Estado e à prefeitura de João Pessoa. Eles terão reajuste de 6,81% retroativos ao dia 1° deste mês. Os comunicados foram feitos após reuniões com a categoria no governo e na prefeitura. Apesar do mesmo percentual de reajuste, o piso inicial nos poderes é diferente. O do Estado é de R$ 3.066, enquanto o da capital é de R$ 2.353,00. Os representantes do ente estadual na reunião com os professores foram os secretários de Planejamento e Gestão, Waldson de Souza, e Administração, Livânia Farias.

No caso da prefeitura, a reunião foi conduzida pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O gestor falou que o percentual mantém o município com um piso, em média, 30% maior que o nacional. “A gente só pode falar em uma cidade melhor, quando a educação aponta para o futuro de uma geração. Essa é uma transformação que começa na sala de aula, com escolas em novo padrão, ampliação do ensino em tempo integral, concurso público para os profissionais da rede, além de professores motivados. Mais do que um compromisso, essa tem sido uma prioridade de gestão”, explicou o prefeito.

O valor pago pelo município, no regime de 30h e no início de carreira, é de R$ 2.353,02. Já os professores com mestrado e doutorado recebem salários até três vezes maior do que o Piso Nacional de Salários. No caso de professores com doutorado, por exemplo, a Prefeitura de João Pessoa paga salários até 324% superior ao Piso Nacional, chegando a R$ 7.826,60. No caso do governo do Estado, o professor em fim de carreira terá salário de R$ 5.160.

 

Em depoimento na PF, Cássio admitiu proposta de ‘caixa 2’ feita por executivo da Odebrecht

Senador assegurou, no entanto, que recusou os R$ 800 mil ofertados e recebeu R$ 200 mil pelos meios oficiais

Cássio disse à Polícia Federal que recebeu a proposta de caixa 2, mas não aceitou o dinheiro e recebeu doação legal através da Brasakem. Foto: Divulgação/Senado

O senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB), vice-presidente do Senado, admitiu à Polícia Federal que recebeu proposta de ‘caixa 2’ da Odebrecht, em 2014. O parlamentar aparece entre os favorecidos na delação feita por executivos da empreiteira. Eles asseguram ter pago R$ 800 mil para a campanha do parlamentar, que disputou o governo do Estado. Na época, ele não conseguiu impedir a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). O parlamentar garantiu, no depoimento, ter recusado a oferta, segundo matéria publicada neste domingo (21) na Folha de São Paulo. O periódico ressalta ainda que apesar da proposta nada republicana e da alegada recusa, não houve, por parte do senador, denúncias às autoridades e nem discurso no Senado com críticas à prática ilegal.

Além dos depoimentos de executivos da Odebrecht, as declarações do senador contradizem a análise técnica feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no Drousys, um sistema de comunicação criado pela empreiteira para o “departamento de propina” da companhia, o Setor de Operações Estruturadas. Os arquivos estavam em um servidor em Estocolmo, na Suécia, e foram entregues pela Odebrecht como parte do seu acordo de delação premiada fechado com a PGR. A PGR, na denúncia, alega que as planilhas encontradas em anexo de e-mails enviados em 2014 “corroboram as afirmações do executivo da Odebrecht Alexandre José Lopes Barradas, que revelou o pagamento de R$ 800 mil nas eleições de 2014, via caixa dois, em favor de Cássio Cunha Lima”.

Cássio era identificado nas planilhas com os codinomes “Trovador” e “Prosador”. A empreiteira esperava, em troca, um melhor destino para a proposta de parceria público-privada para o esgotamento sanitário na região da Grande João Pessoa (PB). A queixa é que Ricardo Coutinho, ex-aliado de Cássio, não havia dado continuidade ao projeto apresentado pelo grupo. Em sua delação, o presidente da Odebrecht Ambiental na época, Fernando Reis, afirmou que a empresa resolveu ajudar a campanha de Cunha Lima. Segundo o executivo, Barradas acreditava que o senador paraibano “poderia ter uma opinião mais favorável à participação privada no setor de saneamento do Estado da Paraíba”.

Depoimento

O depoimento de Cássio Cunha Lima foi prestado à Polícia Federal em junho. Na época, o senador disse que, após pedido de ajuda para a sua campanha, Barradas apareceu para dizer que havia recebido autorização para fazer a doação. “Entretanto, Barradas informou que somente poderia fazer uma doação eleitoral para a campanha do declarante [Lima] de forma não oficial”, disse o senador à PF, segundo publicação da Folha. Cunha Lima afirmou que “reagiu imediatamente à proposta”, dizendo “que não poderia aceitar doação eleitoral não contabilizada”. O senador argumentou que a tratativa parou por ali e que sua campanha recebeu R$ 200 mil do grupo Odebrecht, mas oficialmente e por meio do braço petroquímico da companhia, a Braskem.