Legislativo 18:11

Insultado, André Amaral perde a razão ao agredir vereador em Bayeux

“Defesa da honra” na porrada é reflexo de uma herança autoritária que precisa ser esquecida

O desfecho da história já é de conhecimento público. Durante depoimento na Câmara de Bayeux, o deputado federal André Amaral (MDB) perdeu a cabeça ao ser insultado pelo vereador Betinho (PTN) e partiu para a agressão. Não, o caso não ocorreu na década de 1930. Foi na tarde desta quarta-feira (3). O deputado federal era ouvido no processo político que pede a cassação do mandato do prefeito em exercício Luiz Antônio (PSDB). O gestor é acusado de usar a estrutura estatal para denegrir a imagem do parlamentar. Há, inclusive, segundo Amaral, ameaças de agressão contra ele.

O deputado foi convocado para prestar depoimento na tarde desta quarta. Durante a audiência, não resistiu às provocações de Betinho. O vereador, de forma condenável, é bom reconhecer, iniciou uma sequência de insultos contra o deputado. Entre outras coisas, disse na mesa à frente de Amaral que ele era um deputado de meia tigela e que andava com capangas. O parlamentar poderia ter qualquer tipo de reação, menos a da agressão física. Irritado, partiu para porrada contra o vereador e precisou ser contido por outras pessoas que acompanhavam o depoimento.

De saída, Betinho seguiu direto para a delegacia para registrar Boletim de Ocorrência. Amaral gravou vídeo e divulgou nas redes sociais logo em seguida, dando uma versão para sua atitude. Alegou que o vereador tinha feito provocações e voltou a acusar Luiz Antônio de fazer ameaças contra a integridade física dele. O histórico de problemas decorrentes da “defesa da honra”, na Paraíba, não é bom. A questão tende a não ser boa eleitoralmente também para o deputado. No final das contas, ele pegou a razão que andava com ele e deu ao vereador.

Apesar da intercorrência, os depoimentos ocorreram após os ânimos se acalmarem. Além de André Amaral, foram ouvidas duas testemunhas de defesa do prefeito Luiz Antônio. O presidente da Câmara, Noquinha, espera concluir os processos que pedem a cassação dos mandatos de prefeito e vice ainda neste mês. O prefeito afastado Berg Lima também responde a processo na Câmara. No caso dele, a acusação é de contratação de servidores fantasmas. O gestor foi inocentado no processo que o acusava de quebra de decoro por suposta tentativa de extorsão de um empresário da cidade.

 

 

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