Ciro Gomes associa Manoel Jr. à quadrilha do PMDB e “ganha” processo na Paraíba

Por Angélica Nunes

 

Conhecido por suas tiradas polêmicas, o pré-candidato à presidência da República em 2018, Ciro Gomes (PDT), em passagem pela Paraíba, nesta segunda-feira (18), resolveu reascender uma antiga rusga com o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (PMDB). Ao ser questionado pela imprensa sobre as possíveis alianças para 2018, o cearense disse que a única certeza que tinha é a de que iria lutar contra a “quadrilha do PMDB” e mirou as acusações na direção Manoel Júnior, que afirmar “conhecer de longa data”.

Ciro Gomes afirmou categoricamente que Manoel Junior é membro de uma quadrilha formada por lideranças do PMDB. “Alguns deles estão envolvidos em assassinato. Vocês pesquisem aí que vocês vão ver quem é”, apontou.

O presidenciável também acusou o vice-prefeito da capital de, à época em que era deputado federal, ter sido escalado pelo então presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), para devassar o seu irmão, Cid Gomes, mesmo ele estando internado em um hospital. “Eu conheço ele de longa data e isso é o que eu penso dele. Se achar ruim, estarei aqui (na Paraíba) até amanhã cedo”, desafiou.

As declarações enfureceram Manoel Junior, que afirmou que vai mover uma nova ação contra Ciro Gomes. “Houve várias tentativas de citação, o juiz publicou em edital e ele fugindo. Está faltando agora a sentença, não sei o que o juiz vai sentenciar. Mas agora na Paraíba, vou mover uma nova ação porque o fato acusador foi aqui por essas declarações infundadas”, assegurou.

Entrevista para a imprensa em Campina Grande. #cironaparaíba

Uma publicação compartilhada por Ciro na Paraíba (@cironaparaiba) em Dez 18, 2017 às 10:32 PST

Outra ação

Esta não é a primeira que os rivais políticos vão ao embate jurídico. Em setembro de 2015, Ciro Gomes também foi processado por Manoel Junior, após entrevista ao Jornal O Povo. Na reportagem ele chamou o peemedebista de “energúmeno, picareta e semianalfabeto”, após ele ter sido cotado para assumir o Ministério da Saúde, no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na oportunidade, ele chegou a sugerir que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) investigasse o parlamentar. “Na hora que vasculhar ele não dura 15 dias”, insinuou.

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