Datafolha mostra que condenação e denúncias não afetaram Lula eleitoralmente

Petista lidera corrida eleitoral para 2018 com vantagem em todos os cenários

Nem os escândalos de corrupção nem a condenação em primeira instância foram suficientes para abalar eleitoralmente o ex-presidente Lula (PT). É o que mostra a nova rodada de pesquisas do Datafolha, publicada neste domingo (1°) na Folha de S. Paulo. A um ano das eleições, ele venceria os adversários postos em qualquer cenário e ainda apresentou crescimento em relação a consultas anteriores. O retrato já foi mostrado em outras consultas, nas quais também aparecem indicativos de queda na rejeição. Isso reforça a tese dos petistas de que a população vê perseguição do juiz Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da operação Lava Jato na primeira instância. As menções espontâneas a Lula como o preferido, por exemplo, aumentaram de 15% para 18% desde junho, segundo o Datafolha.

A pesquisa estimulada mostra que o ex-presidente lidera em todos os cenários com um mínimo de 35% de preferência dos eleitores. A taxa de rejeição caiu nos últimos três meses, apesar da condenação. Segundo o Datafolha, 46% dos eleitores disseram em junho que não votariam em Lula de jeito nenhum. Agora, 42% têm essa opinião. O petista foi condenado em julho pelo juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex de Guarujá (SP). Em setembro, ele foi acusado de corrupção pelo ex-ministro Antonio Palocci, que negocia acordo de delação premiada. O Datafolha fez 2.772 entrevistas em 194 cidades. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A consulta mostra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em segundo lugar nas pesquisas, com menos da metade da preferência do ex-presidente. Ele aparece oscilando entre 16% e 17%, de acordo com os cenários apresentados. É seguido de perto por Marina Silva (Rede), que varia entre 13% e 14%. A proximidade coloca os dois em empate técnico. Os nomes que aparecem na disputa pela indicação do PSDB, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, têm desempenho igual quando confrontados com Lula, Bolsonaro e Marina, alcançando 8% das intenções de voto. Nos cenários em que ambos concorrem, o que poderá ocorrer se um dos dois trocar de partido, Alckmin e Doria ficam empatados.

Vale destacar a situação de Dória, que trava “guerra” interna com Alckmin pela indicação do partido para a disputa. Ele percorreu o país buscando maior visibilidade. E conseguiu, porém, atrelou a ela um maior crescimento da rejeição. A taxa de rejeição dele cresceu de 20% para 25% entre junho e setembro. A de Bolsonaro também subiu no período, de 30% para 33%. Nas simulações de segundo turno, Lula ampliou sua vantagem sobre os principais adversários, inclusive Marina, com quem aparecia tecnicamente empatado. O único que ainda empata com ele nesses cenários é o juiz Moro, que diz não ter interesse em disputar a eleição.

Confira as tabelas publicadas pela Folha de São Paulo

 

comentários - Datafolha mostra que condenação e denúncias não afetaram Lula eleitoralmente

  1. Edinaldo Disse:

    Hahahaha, ainda existe gente que acredita em Papai Noel, Coelho da Páscoa e pesquisa DataFolha? Em outras pesquisas Lula e Bolsonaro estão encostados, só na DataLixo que existe esse abismo. Não é curioso que pesquisas similares tenham números tão diferentes quando as margens de erro são de 2 ou 3 pontos percentuais???? Sabe o que isso significa? O que todo mundo já sabe: pesquisas são manipuladas e DataFolha distorce seus números descaradamente.

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