Dnocs e Aesa divergem sobre fechar comportas da transposição para concluir obra

Suspensão do bombeamento das águas adiaria o fim do racionamento em Campina Grande

Imagens mostram água passando por “rasgo” no açude Poções. Foto: Divulgação

O fim do racionamento em Campina Grande e nas outras 18 cidades atendidas com água do Açude Epitácio Pessoa poderá demorar um pouco mais. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) programou para o dia 26 deste mês a normalização no abastecimento. O volume acumulado atualmente é de 33,07 milhões de metros cúbicos de água. Isso representa 8,03% da capacidade e a meta é que o racionamento seja encerrado quando se atingir 8,2%. O problema é que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) precisa executar obras nas barragens de Camalaú e Poções. Para isso, no primeiro momento, projetou a suspensão do fluxo de água. O tema, no entanto, está sendo revisto.

Informação repassada por técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA) a vereadores de Campina Grande seguiu na direção de uma suspensão total no funcionamento da Estação de Bombeamento Vertical (EBV-6) por quatro meses. A necessidade foi contestada pelo presidente da Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes. “Nós não vamos concordar e tenho certeza que o Ministério da Integração Nacional também não”, ressaltou. O coordenador do Dnocs na Paraíba, Alberto Gomes, por outro lado, diz que a posição final será debatida na semana que vem em Brasília e vai depender de estudos encomendados pelo órgão.

Gomes explica que para o funcionamento das duas barragens foi necessária a realização de rasgos na barragem. Agora é preciso fazer o envelopamento da estrutura, colocar a tubulação e as válvulas de controle. “Nós estamos fazendo um estudo, juntamente com o Ministério da Integração, para que possamos fazer essa intervenção sem que afete a segurança hídrica de Campina Grande”, ressaltou o coordenador do Dnocs. Apesar de evitar prognósticos sobre o risco de desabastecimento, ele alega que “houve precipitação” do governo do Estado na hora de acabar com o racionamento. Para ele, era preciso esperar um acúmulo maior de água.

Atualmente tem chegado 2,9 metros cúbicos de água da transposição no ‘rabo do jacaré’, a área considerada o início do açude de Boqueirão. Se houver redução significativa no repasse da água ou mesmo a suspensão, haverá riscos de retorno ao racionamento. “O Dnocs quer executar essa obra, mas não tem condições. A gente faz o que é possível. Para você suspender o fornecimento de água agora seria preciso 19 milhões de metros cúbicos de água a mais. Não é possível”, ressaltou João Fernandes. Ele defende que é necessário executar a obra sem a necessidade de suspender o bombeamento das águas da transposição. “Estamos esperando os estudos que encomendamos e vamos apresentar ao Dnocs”, acrescentou.

Rasgos

Sobre a execução das obras, Alberto Gomes acredita que elas poderão ser concluídas em menos de 70 dias. O prazo previsto no contrato é de 90 dias. Em Poções, o conjunto da obra vai custar R$ 19 milhões. Já em Camalaú, a obra completa tem orçamento de R$ 9 milhões.

5 comentários - Dnocs e Aesa divergem sobre fechar comportas da transposição para concluir obra

  1. Não precisa, tem é que vim agua mesmo com força.

  2. JOSE Disse:

    Esta questão de encerrar o racionamento dágua em campina grande , é so politicagem , propaganda enganosa deste governo que SÓ-MENTE. SÓ-MENTE .
    E o Chamado governo ”PINOCHIO”, que vive no Estado dos sonhos e da imaginação dos partidários de RC e do PSB, JÁ GARANTIR VOTOS DE CAMPINA PARA SEUS CANDIDATOS.
    Jamais chegará água, com uma única bomba fornecida pelo governo de SP, será capaz de abastecer a demanda de Campina Grande e adjacências, elem disto tem o problema da evaporação e da infiltração (percolação) d água no solo, desvio, ou roubo de água no percurso, até o açude boqueirão.
    O Professor e ex- secretário Sarmento está mais do que certo.

  3. Maria Bernadete Oliveira Disse:

    Houve precipitação do governo sim, porque está chegando o período de eleição, a politicagem fala mais alto e o povo que se lixe, sou totalmente contra o término do racionamento, o povo está despreparado para voltar a ter água novamente toda hora nas torneiras.

  4. João Victor Disse:

    Pessoal, a eleição é no ano que vem. Ninguem iria esperar para segurar essa obra não. Esse negocio de politicagem é migué… quem tá colocando defeito é que ta demonstrando atitude politica.

  5. Sidnei Disse:

    O problema é falta de responsabilidade, porque era para estar pronta há muito tempo a verba já saiu e não fizeram

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