Tribunal de Contas investiga farra das empresas “laranjas” nas prefeituras

Corte encontra 275 empresas que participam, mas nunca ganham licitações

Reprodução/Tribunal de Contas do Estado

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) iniciou uma varredura em contratos dos municípios com supostas empresas de fachada. Os indícios de uso de laranjas para fraudar licitações são muito fortes. O órgão de controle criou o Índice de Derrotas dos Licitantes nos Municípios. Ele relaciona, com base no histórico de licitações, as empresas mais fracassadas em processos licitatórios. Ao todo, foram encontradas 275 delas com habilidade incomum para serem derrotadas nos certames. Se fossem times de futebol, dariam de goleada no Íbis Sport Club, o pior time do mundo. Elas participaram de surpreendentes 2.843 certames e foram derrotadas em todos. A presença na lista não é certeza de fraude, mas é um indício forte.

O presidente do TCE, André Carlo Torres, explicou que o levantamento acendeu a luz de alerta no tribunal. As auditorias realizadas para o acompanhamento das gestões, a partir de agora, estão levando o índice em consideração. Por conta disso, nas cidades onde estas empresas aparecem com mais frequência nas licitações, haverá maior atenção aos contratos. Um dado curioso é que elas participam das licitações sempre com empresas específicas, oferecendo propostas maiores. Há suspeitas de direcionamento nos contratos, inclusive com a participação dos gestores. “Estão sendo observados o histórico dos contratos ao longo dos anos, mas também os de 2017”, ressaltou Torres.

O índice desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado aponta também, em mapa, as cidades com maior incidência destas empresas. Quanto mais vermelha a coloração da cidade, maior a incidência de licitações suspeitas. As cidades com maior número de licitações que contam com a participação das empresas suspeitas são Santa Cecília (94), Campina Grande (80) e São Bento (75). Entre as empresas, os azarões nas participações frustradas em são Megatec-Comércio e Serviços Técnicos, com 94 derrotas; Esteves e Anjos LTDA., com 50 derrotas, e Consignn Comércio e Representação de Eventos Cons Pedagogia, com 47.

A modalidade preferida pelas empresas perdedoras são Carta Convite, com 2.565 participações. Ela é seguida por Pregão Presencial, com 157, e Tomadas de Preços, com 42. A ferramenta foi idealizada durante a segunda edição do Hackfest Contra a Corrupção, promovido pelo Ministério Público da Paraíba, em parceria com Rede Paraíba de Comunicação, Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas do Estado, além de dezenas de outros órgãos. Originariamente pensada com o nome de “Laranjal”, a ferramenta foi concluída pelos técnicos do TCE e incorporada ao trabalho dos auditores.

Confira o link para a ferramenta do TCE

 

 

2 comentários - Tribunal de Contas investiga farra das empresas “laranjas” nas prefeituras

  1. João Pessoa, 07.07.17.

    REFERENTE: Tratamento de indiferença, bem como, com características de descaso, desprezo discriminação e preconceito com sérios sintomas de intolerância e xenofobia que tenho recebido de 03 (três) Órgãos de fiscalização da Paraíba há 17 (dezessete) anos, conforme depoimento feito ao CADE dia 23.06.17 – http://florianomarques.com.br/site/arquivos/CADE_23-06-17_DrFelipe.pdf

    * Quando um cidadão protocola uma correspondência em qualquer cidade do Brasil, o mínimo que deve ser feito é gerar um número, dar andamento a demanda, tomar providência e dar a devida resposta; mas, jamais arquivar ou procrastinar e desconhecer a existência dessa pessoa e ignorar o pleito de um cidadão que está exercendo a sua cidadania na luta pela correta fiscalização dos Recursos Públicos oriundos do dinheiro dos impostos de todos os paraibanos.
    * Num País democrático jamais deve haver boicote ao exercício da cidadania e nem haver cidadão de 2ª classe; mas, infelizmente, ignoraram minha existência e, mesmo esses três Órgãos de fiscalização sabendo da gravidade do caso, nunca recebemos nenhuma resposta concreta e convincente do TCE-PB, CMV-JP, e da AL-PB. – http://florianomarques.com.br/site/arquivos/20-04-17_PLANILHAS_DESCRITIVAS_COM_RELA%C3%87%C3%83O_DE_PROTOCOLOS_EM_03_ORGAOS_NA_PARAIBA_%5BTCE-PB_CMV-JP_AL-PPB%5D_E_DIVERSOS_DE_BRASILIA.pdf

    * Esse tratamento diferenciado por parte desses três Órgãos de fiscalização TCE-PB, CMV-JP e da AL-PB é muito grave e; tem sinais de procrastinação e prevaricação no rigor da fiscalização; bem como, tem características de descaso, desprezo discriminação e preconceito com sintomas de intolerância e xenofobia devido ao tratamento de descaso que tenho recebido pelo fato de não ser paraibano por nascença, mas sim, por opção e por gostar muito do Nordeste.

    • Reclamar nossos direitos e não sermos ouvidos pelos Órgãos, cria falsa expectativa de liberdade, atitude característica de Países ditatoriais o que jamais poderia acontecer no Brasil.

    Atenciosamente

    Floriano Marques da Silva – http://www.florianomarques.com.br,
    Fone e WhatsApp: (83) 9 9924-9964.

  2. ANTONIO CUNHA Disse:

    Não é nenhuma novidade, agora vão punir os culpados?, em todas as prefeituras existe isso, sem exceção, se vc chegar numa licitação e não participar do esquema corre sério risco de vida, em cidades do interior.

    Ninguém acaba, duvido, a pena é pequena e o resto é dinheiro no bolso.

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