Defesa de Berg Lima protocola pedido de Habeas Corpus no STJ

Prefeito foi preso ao ser flagrado recebendo dinheiro de empresário

Empresário gravou o momento em que o prefeito recebia R$ 3,5 mil dos R$ 11,5 mil acertados. Foto: Reprodução

A defesa do prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima (Podemos), protocolou na tarde desta segunda-feira (10) um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O gestor foi preso em flagrante na última quinta-feira (6), quando recebia dinheiro de um empresário para assegurar o pagamento por serviços prestados ao município. Toda a ação foi filmada pela vítima da extorsão. No mesmo dia, ele teve a prisão confirmada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba. O advogado do prefeito, Shayner Asfora, explicou que só nesta segunda-feira teve acesso aos autos do processo. Com base nos dados, ele disse que vai fundamentar o pedido de soltura.

A operação que resultou na prisão de Berg Lima foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e contou com a participação da Polícia Civil. No pedido de prisão, o Ministério Público da Paraíba alegou a conduta “criminosa” do agente público. Os relatos do empresário mostraram a forma reiterada com que a cobrança de propina para o recebimento de valores devidos vinha acontecendo. Com o afastamento de Lima, o cargo será assumido pelo vice, Luiz Antônio (PSDB). Ele ficará no poder enquanto o prefeito estiver afastado do cargo. A Câmara Municipal ainda não decidiu sobre uma eventual cassação do mandato.

O prefeito de Bayeux, segundo a denúncia do empresário, teria recebido R$ 11,5 mil para liberar R$ 77 mil devidos. Na denúncia protocolada na Justiça pelo coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto, o empresário do setor de alimentos apresentou conversas registradas em um aplicativo de compartilhamento de mensagens acertando os pagamentos. Nelas, Berg Lima apontava o local para a entrega da propina. Cansado da extorsão, o empresário procurou a Polícia Civil e o Ministério Público em maio. Desde então, foram recolhidas provas com os indícios do crime. O flagrante foi apenas mais uma peça no quebra-cabeça que inclui extratos bancários, mensagens e captação de vídeo mostrando a chegada e saída do prefeito dos locais de pagamento.

 

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