Promotor diz que MPPB fará operações “com, sem e apesar dos delegados”. Confira áudio

Coordenador do Gaeco revela “dificuldades operacionais” em ações

A operação montada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para prender o prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), nesta quarta-feira (6), expôs estremecimentos na relação entre o órgão e a Polícia Civil. Os problemas foram expostos durante entrevista à CBN João Pessoa. O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Octávio Paulo Neto, abriu o verbo: “o ministério Público vai fazer (operações) com a polícia, sem a polícia e apesar da polícia”. O promotor, na entrevista, narrou dificuldades operacionais criadas por delegados da Polícia Civil. “A vaidade de muitos delegados está impedindo que a gente faça mais trabalhos”, criticou.

A gota d’água ocorreu durante a ação desta quarta. A operação era do Ministério Público, porém, foram impostas dificuldades por delegados da Polícia Civil. O promotor, no entanto, abriu um parêntese para isentar três nomes. Citou os delegados Lucas Sá, que lavrou o flagrante, e João Alves. Além deles, ressaltou o empenho do secretário de Segurança, Cláudio Lima. Apesar das dificuldades, o promotor promete continuar com o trabalho de combate à corrupção. “Por que é uma obrigação nossa se contrapor a isso e uma obrigação de todo servidor público que tem por missão combater essas manifestações, fazer o seu trabalho, independe de vaidade, independente de qualquer outra circunstância peculiar”, ressaltou.

O prefeito de Bayeux foi preso no início da tarde desta quarta-feira no momento em que ele recebia dinheiro de um fornecedor. De acordo com informações preliminares, o gestor vinha extorquindo empresários que fornecem produtos à prefeitura. Ele foi preso preventivamente e afastado do cargo de prefeito. O cargo será assumido nesta quinta pelo vice, Luiz Antônio (PSDB). Os dois, vale ressaltar, romperam a aliança formada durante as eleições logo após a posse.

 

 

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