Depois de Alcymar Monteiro, Elba critica “sertanejos” no ‘Maior São João do Mundo’

Cantora diz que ela e Dominguinhos nunca tiveram espaço em Barretos

Elba Ramalho dá entrevista com críticas à presença de cantores sertanejos no São João de Campina Grande. Imagem: Reprodução/Viver/Diario de Pernambuco/Facebook

O atual formato do ‘Maior São João do Mundo’ não para de encontrar críticos. Depois do cantor Alcymar Monteiro, agora é a cantora paraibana Elba Ramalho a artista a reclamar. Durante apresentação em Pernambuco, neste fim de semana, ela demonstrou toda a insatisfação com a contratação de artistas sertanejos para a festa. Na comparação com o Estado vizinho, ela disse que a situação na Paraíba era ainda mais complicada. “Falei com a Paraíba, reivindiquei porque o São João de lá está muito mais comprometido que o São João daqui. Eu não tenho nada contra nenhum artista, nada contra nenhum sertanejo. Tem espaço para tudo, no céu cabem todas as estrelas, ninguém atropela ninguém”, ressaltou.

“Eu não toco na Festa de Barretos, Dominguinhos também não cantava. A festa é deles, é dos sertanejos, e eles têm bem esta coisa: essa área é nossa”, disse, fazendo referência ao São João. Ao contrário de Alcymar Monteiro, que foi acusado de “dar chilique” por que não estava na programação, Elba está e no principal dia, o 23 de junho. Mesmo assim, fez coro em defesa de outros artistas. “Aí quando chega aqui no São João, em Campina Grande, não ter o Biliu de Campina, não ter Alcymar Monteiro. Eu reclamei bastante. Cara, não ter os trios. Quando chega o São João, se você não tem forró… Eu não quero ir a uma festa que não tenha forró”, enfatizou.

“Calada, Elba é uma sábia respeitável. Se dependêssemos da boa vontade da longeva cantora, as águas da transposição do Rio São Francisco estariam a milhares de quilômetros do Açude Epitácio Pessoa, principal manancial que abastece Campina Grande e outros 18 municípios da região. De forma ardorosa, Elba se levantou contra a obra, alegando que isso poderia prejudicar o “Velho Chico”, fazendo coro com artistas dos estados onde o problema da água sequer é uma ameaça. Sempre se soube: transposição e revitalização do rio secular não são mutuamente excludentes. Graças a Deus, a voz de Elba não foi decisiva para essa questão tão essencial para 12 milhões de nordestinos”, rebateu o gerente de Comunicação da Prefeitura, Marcos Alfredo.

Fonte: Perfil do caderno Viver, do Diario de Pernambuco

 

Tragédia no Lar do Garoto: governo lamenta mortes, se defende e acusa o Judiciário

Auxiliares do governador Ricardo Coutinho cobram fim da “hipocrisia”

Mães se concentram em frente ao Lar do Garoto. Imagem: Reprodução/TV Cabo Branco

O governo da Paraíba divulgou nota neste domingo (4) para se defender das acusações de omissão na tragédia ocorrida no Lar do Garoto, em Lagoa Seca. Sete internos foram mortos, dois internados e 17 fugiram durante a madrugada deste sábado, após um tumulto provocado por facções rivais. O presidente do Tribunal de Justiça, Joás de Brito, divulgou nota lamentando o ocorrido. Em carta, pelo menos 35 juízes de execuções penais criticaram o Estado pelo que chamaram de omissão no trabalho de reeducação dos internos. O governo, um dia depois do ocorrido, divulgou nota na qual lamenta as mortes, fala das ações desenvolvidas e cobra a parcela de culpa que diz ser do Judiciário.

Por fim, longe do debate reducionista que venha a ser apresentado, o governo se solidariza com as famílias das vítimas da rebelião causada após contenção de fuga na unidade e reafirma seu compromisso em continuar lutando pela garantia de oportunidades para nossas crianças e jovens. Com clareza e coragem. E sem hipocrisia.”

Confira os argumentos do Estado:

Nota oficial

O Governo do Estado da Paraíba vem a público lamentar o ocorrido na unidade Lar do Garoto, neste sábado (3), e informar que tomará todas as providências cabíveis para apuração exata de todo o fato e, consequentemente, punição, no âmbito administrativo, dos responsáveis por eventuais omissões, negligências ou excessos.

No entanto, não admitirá que instituição alguma se revista do direito absoluto da verdade e possa apontar o dedo acusatório sem antes mesmo olhar-se no espelho.

Este é um problema que chama todas as instâncias de poder à responsabilidade, incluindo o Poder Judiciário, que tem a obrigação, por exemplo, de respeitar os prazos para liberação dos menores infratores com internações cumpridas, combatendo a superlotação nesta e em outras unidades.

A Unidade Lar do Garoto oferece aulas, atividades ocupacionais e profissionalizantes (pastelaria, confeitaria, confecção de sapatos, bombeiro hidráulico), inclusive em parceria com o Ministério Público do Trabalho. Existem, no entanto, dezenas de pedidos de liberação sem apreciação por parte do Judiciário. E internos que já ultrapassaram o tempo legal de internação.

Mesmo assim, o Estado não foge às suas responsabilidades e não busca, na tentativa de esconder as próprias carências, transferir exclusivamente para um ou outro poder ou segmento as causas de um problema que é bem mais complexo.

A questão da vulnerabilidade dos jovens é um problema que demanda esforços de todos os entes federados, desde a União, com uma política nacional sólida, até, e principalmente, aos municípios, que deveriam contribuir com uma política profunda nos campos da educação, esporte, cultura e lazer.

Este, por sua vez, é um governo que já entregou e está construindo escolas técnicas estaduais profissionalizantes; que já entregou mais de 2.500 novas salas de aulas, muitas delas em escolas cidadãs integrais; que construiu centros de convivência coletiva como o Parque Bodocongó, em Campina Grande, além de centros esportivos como a Vila Olímpica, em João Pessoa; que forma centenas de crianças e adolescentes no Programa de Inclusão Através da Músicas e Artes (PRIMA); que já enviou adolescentes das escolas públicas para intercâmbio no Canadá, entre tantos outros programas e ações, e que foi o único estado do Brasil a reduzir por cinco anos seguidos o índice de homicídios.

Por fim, longe do debate reducionista que venha a ser apresentado, o governo se solidariza com as famílias das vítimas da rebelião causada após contenção de fuga na unidade e reafirma seu compromisso em continuar lutando pela garantia de oportunidades para nossas crianças e jovens. Com clareza e coragem. E sem hipocrisia.

Lar do Garoto: a crônica de uma tragédia anunciada várias vezes

Tribunal de Justiça e magistrados culpam o Estado

Lar do Garoto volta ao centro das atenções por ser assemelhar aos presídios. Foto: Leonardo Silva

A tragédia ocorrida no Lar do Garoto Padre Otávio Santos, em Lagoa Seca, não pode ser colocada na quota de surpresa. Desde 20013, inteiradas vezes, órgãos de controle e entidades da sociedade civil fizeram inspeções no órgão e lançaram alertas. E o que aconteceu? Entrou por um ouvido dos detentores do poder no governo do Estado e saiu pelo outro. O resultado foi visto na madrugada deste sábado (3), com saldo de sete mortes (entre carbonizados e esquartejados), dois feridos e 17 internos foragidos. Almas sob a tutela do Estado, na condição de reeducandos, para serem devolvidos à sociedade com um mínimo de recuperação em relação aos delitos cometidos anteriormente.

O Lar do Garoto, de acordo com inspeções feitas pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos, Ministério Público da Paraíba e Ministério Público Federal, em muito se assemelha aos presídios. Um ambiente dominado por facções, com quase zero possibilidade de alguém sair de lá melhor do que entrou. O espaço tinha capacidade para abrigar 48 internos, mas era ocupado (ou superocupado) por 200. O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Joás de Brito Pereira, divulgou nota lamentando o episódio. Na mesma linha seguiram outros 35 juízes de execuções penais, com denúncias pesadas em relação à situação de outras unidades de internação.

Massacre

“Vimos a público expressar nossa indignação pela grave violação dos direitos fundamentais dos adolescentes que estão sob custódia do Estado e preocupação com a atual situação das unidades de internação da Paraíba”, disseram os juízes em nota divulgada para a imprensa. “O massacre ocorrido na unidade de internação de responsabilidade do Poder Executivo Estadual decorre do total descaso do Estado e da sociedade com o tratamento digno de crianças e adolescentes marginalizados e abandonados à própria sorte, sem políticas públicas, apoio familiar e comunitário, que busquem a retirada dessas pessoas ainda em formação reeducativa da delinquência e da exclusão social”, acrescentou.

A nota dos juízes também compara as unidades de internação do Estado aos presídios dominados por facções. Lamenta, ainda, a falta de “investimentos estruturais e em políticas de ressocialização dos adolescentes e programas de inclusão social para aqueles que deixam as unidades, após o cumprimento das medidas socioeducativas”. Em muito, a postura do governo em relação aos jovens em conflito com a lei é parecida com a da população. É muito comum se ouvir que eles têm que pagar como os adultos, já que praticaram crimes, muitas vezes, hediondos. A constatação vem, principalmente, das vítimas.

Números

“A delinquência juvenil tem aumentado nos últimos anos e não houve qualquer investimento para ampliação e reestruturação das unidades de internação. No Lar do Garoto, havia 48 adolescentes apreendidos provisoriamente e 152 cumprindo sentença definitiva de internação por homicídio (28), latrocínio (02), estupro de vulnerável (05), roubo qualificado (88), tráfico de drogas (08), furto (07), porte ilegal de arma (03), ofensa física (01), além dos transferidos de outras unidades”, diz a nota assinada pelos magistrados.

Na visão dos juízes da Infância e Juventude, o Tribunal de Justiça e o Poder Executivo Estadual devem iniciar tratativas urgentes para reestruturação das Unidades e das Varas da Infância, com vistas a possibilitar o tratamento integrado de ações e, principalmente, evitar tragédias como a do Lar do Garoto, cuja probabilidade de acontecer em outras unidades de internação, também superlotadas, é iminente. A situação tem como ser melhorada, evidentemente que tem. Mas o caminho trilhado pelo governo até agora não é animador.

Em tumulto na FPF, imagem de Nossa Senhora Aparecida é chamada de “neguinha macumbeira”

“Aqui a gente só adora a Deus”, diz mulher ao “arrancar” santa da mesa

Aliada de Nosman Barreiro “arranca” santa da mesa e a chama de “neguinha macumbeira”. Imagem: Reprodução/Globo Esporte

A manobra do vice-presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Nosman Barreiro, para chegar ao poder, ocorrida nesta quinta-feira (1º), revelou também uma boa dosagem de preconceito racial e intolerância religiosa. Ele chegou ao prédio acompanhado de aliados e de um chaveiro pronto para tomar posse no cargo de presidente, aproveitando que o titular, Amadeu Rodrigues, se encontra em viagem à Europa. Antes de dar entrevistas como mandatário e já falando em nomear novos auxiliares, Nosman viu uma das suas aliadas retirar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida da mesa, chamando-a de “neguinha macumbeira” e falando que “aqui a gente só adora a Deus”.

O flagrante foi feito pela TV Cabo Branco e divulgado pelo Globo Esporte. Nosman lançou mão de um chaveiro para abrir as portas da Federação porque os advogados ligados a Rodrigues não permitiram que as chaves fossem entregues ao vice, que tenta na Justiça retirar o mandatário do poder. Dentro da Federação Paraibana de Futebol, ele atendeu telefonemas e se preparava para fazer um pronunciamento como titular do cargo. Foi quando, falando em permitir apenas a adoração a “Deus”, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que descansava sobre a mesa, foi arrancada por uma das manifestantes que acompanhavam Nosman na “ocupação” da sede da Federação de Futebol.

Padroeira

Enquanto estava sentado na mesa, Nosman viu a aliada retirar a imagem da Padroeira do Brasil da mesa e ainda esboça movimento para impedir. A imagem pertence a Amadeu Rodrigues, que é devoto da santa. Os dois brigam na Justiça pelo comando da federação. Rodrigues é acusado de não dar transparência às contas da entidade, além de outras irregularidades. Ele nega todas. Da França, por telefone, ele criticou o que chamou de tentativa de golpe. Nosman diz que, com a ausência do presidente, ele deveria ser empossado. O titular do cargo, no entanto, entregou procuração determinando que, na sua ausência, o diretor jurídico da entidade, Marcos Souto Maior Filho, responderia pela função.

Em meio à contenda, a aliada de de Nosman demonstrou maior preocupação com a imagem cultuada pelos católicos. “Vamos tirar ela daqui. Porque… ela aqui, não. Não, deixa ela aqui atrás. A gente só adora uma coisa: Deus. Deixa ela aqui – alardeava a mulher, em tom agressivo, enquanto levava a santa para um dos sofás do recinto. Logo depois ela completou: “Tá repreendido. Botaram a neguinha macumbeira pra cá”, finalizou.

Depois de todo este imbróglio, o caso acabou na polícia. Tanto Souto Maior quanto Nosman chamaram a Polícia Militar para pedir a retirada do grupo opositor. A PM, ao chegar, foi apresentada ao estatuto da entidade e à procuração apresentada pelo diretor jurídico. Sem consenso, todo mundo foi “levado” para o Ministério Público. A Confederação Brasileira de Futebol comunicou que, para a entidade, não houve mudança e Amadeu Rodrigues continua sendo o presidente da Federação Paraibana de Futebol. A assessoria jurídica de Nosman, no entanto, continua tratando ele como presidente.

Com informações do globoesporte.com

Entrada da Lagoa no radar da PF dá a Cartaxo um problema para chamar de seu

Apesar de não ser alvo da investigação, tema vai municiar a oposição

Luciano Cartaxo caminha no Parque da Lagoa após a entrega da obra. Foto: Divulgação/Secom-JP

O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) ganhou um problema para chamar de seu com a operação Irerês, da Polícia Federal. Me explico melhor, para que a postagem não soe de forma inquisitória: mesmo não sendo alvo da investigação, o gestor pagará um preço político por eventuais irregularidades apontadas. A PF fala em dano ao erário de R$ 6,4 milhões nas obras de revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena. As melhorias do equipamento foram o carro-chefe do gestor nas eleições de 2016 e são lembras como marca do pessedista na capital. A operação desencadeada nesta sexta-feira (2), no entanto, tem como alvo apenas a empresa responsável pela obra, a Compecc.

Os alvos da operação são, principalmente, supostas irregularidades no recolhimento de resíduos e na construção de um túnel. Os problemas foram apontados inicialmente pela Controladoria Geral da União (CGU), em relatório divulgado em 2015. As obras do Novo Parque da Lagoa foram iniciadas em 10 de abril de 2014 e inauguradas em 12 de junho de 2016, ano da eleição. A PF fala em irregularidades nos procedimentos licitatórios e na execução das obras.

A Operação Irerês cumpriu dois mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal em João Pessoa, na sede de empresa contratada para executar a obra investigada e na residência do responsável por sua administração. A Justiça Federal também tornou indisponíveis bens da empresa investigada e proibiu que a Prefeitura Municipal de João Pessoa realize novos pagamentos referentes ao contrato de repasse firmado entre o Ministério das Cidades e a administração da capital, por meio da Caixa Econômica Federal.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Irerês tem o objetivo de coletar provas e as investigações continuam, inclusive correndo sob segredo de Justiça. Em função desse último detalhe, a corporação não vai divulgar mais detalhes sobre a ação. Procurados pelo blog, tanto o secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, quanto o procurador-geral do Município, Adelmar Régis, disseram que só vão se pronunciar caso a prefeitura venha a ser citada.

O tema Lagoa foi muito utilizado na campanha política de 2016 pelo prefeito Luciano Cartaxo, ressaltando as conquistas para o urbanismo de João Pessoa. A obra custou R$ 37 milhões e foi muito atacada pela oposição, que criticou a gestão por conta das supostas de irregularidades na obra, municiados com o relatório da CGU, divulgado em dezembro de 2015. Na época, o órgão de controle apontou prejuízo de R$ 5,9 milhões com a retirada de resíduos da Lagoa. Segundo a empresa, teriam sido retiradas 200 mil toneladas de resíduos. O outro ponto contestado diz respeito à licitação para a construção do túnel. O sobrepreço apontado é de R$ 3,6 milhões.

Os balancetes divulgados pela CGU fundamentaram investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. O caso corre em segredo de Justiça na 16ª Vara da Justiça Federal. Em duas oportunidades, a oposição tentou emplacar uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de João Pessoa, mas sem sucesso. Na primeira, não conseguiram as assinaturas suficientes. Na segunda, o presidente da Casa, Durval Ferreira (PP), decidiu arquivar a investigação. Por enquanto, o prefeito não é parte nas investigações, o que não tira a carga negativa para um gestor que almeja disputar o governo do Estado. O impacto disso, no entanto, vai depender do curso das investigações.

Confira nota oficial divulgada pela Compecc

NOTA ESCLARECIMENTO

Sobre operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (02/6), os dirigentes da empresa esclarecem que foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão, buscando coleta de dados sobre a referida obra.
Os empresários informam que há mais de um ano foram ouvidos pelo Ministério Público Federal, juntando farta documentação que comprova a lisura na execução da obra, bem como responderam por ofício todos os questionamentos que foram feitos pela Polícia Federal.
A empresa afirma que a perícia que fundamentou o pedido de busca e apreensão se conflita totalmente com relatórios de órgãos federais, a exemplo do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, fiscalizadores do convênio firmado com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, que por sua vez também relatórios junto aos citados órgãos.
Por fim, a empresa deixa claro que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos.

Confira nota da Prefeitura de João Pessoa

Nota de esclarecimento

A Procuradoria e a Controladoria Geral da Prefeitura de João Pessoa, a respeito da Operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira (02/06), esclarece que:

– A Prefeitura não é alvo da Operação realizada hoje, mas vem contribuindo, desde o início das investigações, com o repasse de todos os documentos e informações necessárias.

– A gestão acompanhou, espontaneamente, com o intuito de colaborar com as autoridades, de todas as perícias realizadas pelos órgãos de controle, a exemplo da Polícia Federal (PF) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

– Em relação à referida investigação, a gestão apura todos os fatos com transparência e rigor, apoiando o trabalho feito pela PF.

– A gestão municipal está confiante no esclarecimento dos fatos e reforça o seu compromisso com a lisura dos processos adotados, ressaltando que o Novo Parque da Lagoa já foi entregue e vem sendo plenamente utilizado pela população.

Prefeito de Bayeux faz enquete para a população decidir sobre presídio federal

Enquete vai aferir o humor da população em relação à construção do presídio

Representantes do Ministério da Justiça tiram dúvidas sobre presídio federal. Foto: Duvulgação/Prefeitura de bayeux

Agora virou moda. Depois de o prefeito de São Bento, Jarques Lúcio (DEM), fazer uma enquete para saber da população se ela queria festa ou uma ambulância, agora chegou a vez de Bayeux, na Região Metropolitana, fazer o mesmo. O prefeito Berg Lima (Podemos) colocou uma enquete no portal oficial do município perguntando se as pessoas são a favor ou contra a instalação de um Presídio Federal de Segurança Máxima na cidade. O tema ganhou repercussão negativa recentemente e mereceu até campanha nas redes sociais contra a iniciativa. O Ministério da Justiça promoveu uma audiência pública na cidade, nesta quinta-feira (1°), para debater o assunto.

O placar, por enquanto, é majoritariamente contrário à instalação do presídio na cidade. São 57% contra, 33% a favor e 10% se posicionando de forma indiferente ao assunto. Durante a audiência pública  desta quinta-feira, Berg Lima defendeu a realização de um referendo com a população. Isso deverá ocorrer, segundo ele, depois de as pessoas avaliarem bem as vantagens e desvantagens do projeto. Nesta semana, ele viajou para Mossoró, no Rio Grande do Norte, com vereadores da cidade, para avaliar a experiência do presídio federal existente na cidade. Segundo o prefeito, foram ouvidas as pessoas que moram no entorno do presídio.

Na audiência desta quinta-feira, o agente federal de execução penal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério de Justiça (MJ), Felipe Abath, apresentou o Sistema Penitenciário Federal e esclareceu os benefícios sócio-econômicos relativos à implantação para a cidade. “Bayeux atendeu aos requisitos em sua integralidade por ter baixo custo de engenharia para a penitenciária e por ter proximidade ao aeroporto. Além disso, um dos fatores importantes será a geração de empregos diretos e indiretos”, disse.

Participaram também da audiência o Diretor da Penitenciária Federal de Mossoró, Nilton Azevedo; o presidente da Câmara Municipal de Bayeux, vereador Noquinha; o Presidente da Comissão de Seguranca Pública, Vereador Roni Alencar; o Representante da OAB Paraiba, advogado Maxwell Estrela; o Comandante da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar, o capitão Túlio Ramalho; o Deputado Estadual, João Gonçalves; e a Juíza, Conceição Marsicano.

Rômulo nega que Cartaxo precise de plano “b” e garante legenda para ele em 2018

Prefeito trabalha para construir uma candidatura ao governo do Estado

Luciano Cartaxo foi referendado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Francisco França

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) reagiu às especulações de que o prefeito Luciano Cartaxo, do mesmo partido, esteja articulando um plano “b” para as eleições do próximo ano. Aliados do gestor, em reserva, revelam que o PMN será o caminho dele, caso se perceba risco em uma candidatura ao governo do Estado pela sigla pessedista em 2018. O primeiro passo para esta medida foi a filiação do secretário de Gestão Governamental e Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa, Zennedy Bezerra, à nova sigla. As conversas são para que ele, listado entre os aliados de primeira hora do prefeito, assuma o comando estadual do partido.

As especulações de bastidores, no Paço Municipal, são de que a proximidade de Rômulo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) faria com que ele não pestanejasse em escolher o tucano em detrimento do prefeito em caso de uma candidatura ao governo. “A candidatura de Luciano Cartaxo ao governo do Estado é uma prioridade do PSD nacional, não apenas da Paraíba”, assegurou Rômulo Gouveia. Ele assegura só dependerá do prefeito decidir se será candidato. “Qual partido não quer ter um governador? Lógico que uma candidatura de Cartaxo ampliaria a possibilidade de elegermos uma bancada para a Assembleia Legislativa e reforçaria também nossas candidaturas estaduais”, enfatizou.

PMN

A ida de Zennedy Bezerra para o PMN, segundo aliados, faz com que o prefeito tenha um partido para chamar de seu. O convite para a vinda do auxiliar direto do prefeito foi feito por Lídia Moura e Bala Barbosa, as duas principais lideranças da sigla no Estado. Segundo Barbosa, o PMN da Paraíba vem trabalhando para promover uma renovação em seus quadros de filiados, com o objetivo de fortalecer sua atuação no Estado. “Zennedy é uma liderança comprometida com mudanças profundas que estão ocorrendo na política de João Pessoa e da Paraíba. Acompanhamos de perto o trabalho que ele vem realizado na gestão do prefeito Luciano Cartaxo. Os dois construíram uma trajetória juntos, desde a Câmara Municipal”, disse Bala.

“Agora, estamos trabalhando para convencer Zennedy a assumir o comando do nosso partido na Paraíba. Esse é um passo extremamente importante para consolidarmos o crescimento do PMN na Região Metropolitana e no Interior, preparando-o para chegar ao processo eleitoral de 2018 com uma base mais robusta. Estamos aprofundando o diálogo interno sobre isso e queremos concluir os entendimentos com o secretário nos próximos dias”, ressaltou Bala Barbosa, salientando que Lídia Moura defende uma renovação na direção.

 

Enquete: população diz não à festa e vota por ambulância em São Bento

Polêmica fez com que relativo equilíbrio caísse por terra em 24h

Enquete realizada pela prefeitura: resultado na manhã desta quinta-feira (1º) – 7h47

Não foi preciso nem 24 horas para que os ventos virassem na enquete promovida pela prefeitura de São Bento, no Sertão da Paraíba. Pressionado por todos os lados, o prefeito Jarques Lúcio (DEM) lançou uma enquete para que a população decidisse sobre a realização de uma festa ou a compra de uma ambulância. A pergunta era a seguinte: “O prefeito quer saber: com relação ao “Arraiá balançando a rede”, o que você prefere?”: “Prefiro a Festa” ou “Prefiro Transporte para a Saúde”. No primeiro momento, por pequena vantagem de votos, a opção pela festa ganhava. Depois de o assunto ganhar destaque no Jornal da Paraíba e no G1 (inclusive nacionalmente), o site chegou a sair do ar por causa dos acessos e o placar virou.

Resultado, na última contagem, 7h47 desta quinta-feira (1º), já eram quase 7 mil pessoas a favor da compra de uma ambulância e pouco mais de mil favoráveis à festa. O prefeito comemorou o resultado, ressaltando o caráter democrático da consulta. Ele explicou que depois de ouvir manifestações efusivas de pessoas a favor e contra a festa, ele decidiu fazer a enquete. O gestor revelou que vai manter a consulta até o fim da semana e, a partir daí, tomará uma decisão.

Jarques Lúcio revelou que a festa ocorre todos os anos, sempre em julho. A previsão, caso ela seja realizada, é de um custo de R$ 100 mil em três dias de festividade. O dinheiro, segundo o prefeito, seria o suficiente para comprar uma nova ambulância ou outros três veículos para atuar no transporte de pacientes de hemodiálise e fisioterapia. “Tem havido muita discussão, então achei essa uma forma interessante de delegar à população a decisão final sobre o assunto”, ressaltou o gestor. Ele achou curioso o fato de a consulta estar quase empatada. “É uma forma democrática de decidir e poderemos utilizá-la mais vezes no futuro”.

Enquete realizada pela prefeitura: resultado na tarde de quarta-feira (31) – 12h31

A cidade sertaneja possui 33.847 habitantes, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gestor revela que num período de crise como este é preciso muito rigor na aplicação do dinheiro público. Se for para gastar com festa, que seja com a anuência da maioria. Jarques Lúcio explicou, ainda, que não há recursos federais ou estaduais destinados à realização do São João. Se houver a festa, ela será bancada com recursos do tesouro municipal.

O dinheiro arrecadado com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), entre janeiro e abril deste ano, revela Jarques, foi utilizado para comprar veículos para a cidade. Deu para adquirir uma ambulância, duas vans e um Fiat Pálio com esse dinheiro. Todos são utilizados na área da saúde. Lúcio explicou que os cofres públicos da Prefeitura de São Bento dispõem destes R$ 100 mil e sua aplicação vai depender da vontade da população. Para quem quiser opinar, o endereço do site da prefeitura é https://www.saobento.pb.gov.br/.